Weslania evangelista de jesus



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3.4.2. Direção


Depois da criação do roteiro, o próximo passo foi a escolha de um diretor, a parte mais sensível na produção da coletânea dos curtas-metragens. Com os cinco grupos já organizados e cada um deles com o roteiro em mãos, orientei para que escolhessem alguém no grupo para que fosse o (a) diretor (a). Expliquei ainda que para ser diretor a criança deveria ser flexível, saber ouvir os demais colegas, analisar as cenas, as fotografias, opinar e, o principal, saber que o curta-metragem é de todos, que pertence ao grupo. Assim, depois de muito diálogo, cada grupo escolheu seu (sua) diretor (a).

Nessa perspectiva ressaltei que o diretor deveria estar atento ao roteiro e pensá-lo em imagens, de forma que depois, na sequência, pudessem fotografar. Para isso não apenas o (a) diretor (a) deveria ter um olhar artístico. Em continuidade entreguei a cada grupo lápis de escrever, lápis de colorir, canetinhas coloridas, canetas, giz de cera, papel sulfite, papel cartão, papel cartolina, fita crepe, cola branca, dentre outros materiais, para que iniciassem os desenhos construindo as cenas das histórias. Deixei esse momento sob a responsabilidade de cada diretor (a).

A primeira tentativa, em relação aos desenhos, deixou a desejar, pois haviam desenhado apenas a história, deixando de detalhar melhor os movimentos dos personagens e as cenas. Então expliquei como eles deveriam ser, comentei que para uma cena haveria, por exemplo, o mesmo personagem desenhado várias vezes, demonstrando diversas expressões faciais e/ou corporais, como uma caminhada, quando as pernas e braços fazem movimentos aleatórios. Demonstrei um exemplo através de um desenho que elaborei para que entendessem melhor e dessa vez percebi que haviam compreendido.

Retomamos o exercício em outras aulas até todos os grupos conseguirem construir todos os desenhos das cenas que iriam ser fotografadas. Essa etapa levou vários dias da semana no mês de outubro e início de novembro do ano de 2019.

Com o (a) diretor (a) escolhido (a), os roteiros em mão, os cinco grupos organizados e as animações desenhadas detalhadamente, era o momento de partimos para outra etapa. Eles, de acordo com as potencialidades individuais, dividiram as tarefas, que se mantiveram, na arte de fotografar, de editar, de narrar oralmente, dentre outras. No decorrer do processo fui realizando pequenas intervenções com a finalidade de auxiliá-los, portanto, nesse momento, apresentei-lhes noções resumidas.

Sobre a linguagem de direção, adotei os conceitos apresentados por Moletta (2009) de: decupagem técnica – a escolha de imagens adequadas para as palavras ou frases de um roteiro; corte – momento que limita o início e o fim de uma ação da imagem, o que permite passar, interromper uma ação, para apresentar outra; sequências – conjunto de ações que sucedem uma após a outra, em ambientes diferentes, mas sempre relacionadas ao mesmo tema; cenas – ações que ocorrem no mesmo lugar, demarcado por início, meio e fim; tomadas – menores unidades de ação de cada cena, gravadas sem corte; plano – um plano mostra a área em que a ação vai ocorrer; dentre outros.

Na sequência, apresentei o conceito de Storyboard, que, de acordo com Moletta (2009), é basicamente uma história em quadrinhos, uma referência visual no que se refere a planos, ângulos de câmera, dimensões e proporções do objeto da imagem, ou seja, um verdadeiro rascunho da cena. Depois das informações apresentei, para produzir a coletânea dos curtas-metragens, o aplicativo Stop Motion Studio, disponível para celulares, gratuitamente. Através dele é possível ir fotografando as cenas na sequência, de acordo com o objetivo proposto, o próprio aplicativo capta as imagens fotografadas, movimentando-as numa gravação contínua.






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