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Livro Pequenas Guerreiras



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2.7 Livro Pequenas Guerreiras

Dialogando com os exercícios propostos durante a pesquisa, a apreciação do livro Pequenas Guerreiras (Yaguarê Yamã, 2013) perpassou os meses de março e abril, acontecendo em dias alternados durante a semana. O livro aborda memórias de vida de um povo, sua cultura, ensinamentos que eram repassados dos mais velhos para os mais novos, de acordo com a realidade daquela comunidade.

Para compreender a história, fizemos uma pesquisa e análise sobre aspectos da cultura indígena no Brasil. Utilizamos mapas para nos dar uma dimensão aproximada dos territórios ainda ocupados, buscamos conhecer as influências sociais, econômicas e culturais, que fazem parte da nossa cultura, que não podem ser ignoradas, haja vista que todo esse processo de construção é parte da história, e a leitura é a responsável por transmitir esses saberes e as memórias.

A obra Pequenas Guerreiras (2013) é uma narrativa que reúne informações importantes para a construção da memória e da história, pois é rica em ritos, crenças e valores que pertencem a uma etnia indígena. Na narrativa é contada a história de um grupo de cinco meninas que estão em momento de transição para a adolescência. Certo dia, enquanto as líderes da tribo estavam fazendo suas atividades diárias, as cinco meninas decidiram ir à margem do rio. Ao chegarem lá, encontraram homens brancos que, ao vê-las, tentaram capturá-las, mas as meninas mostram que a inteligência é superior à violência.



Resgatamos, a partir do documentário assistido Histórias do Brasil (2011), de Boris Fausto, outras informações, como o processo de colonização, quando o Brasil era colônia de Portugal; o fato de tornar-se visado também pelos espanhóis, ingleses e franceses, devido ao espaço de grandes riquezas naturais; o processo de expedição que fez com que as nações europeias tentassem invadir o território para exploração da madeira e das especiarias como guaraná, cravo e resinas; ou seja, acontecimentos reais que compõem as memórias da história brasileira.

Assistimos ao filme American Girl: uma aventura no Brasil (2016)7, direção de Nadia Tass, que apresenta uma grande aventura em plena floresta amazônica, conhecendo, assim, a riqueza e a biodiversidade da nossa fauna e flora. Buscamos aproximar a história do filme a assuntos explorados através do livro Pequenas Guerreiras (2013) e aos demais livros, até o momento, apreciados, bem como outros conteúdos disciplinares trabalhados.

A construção da identidade de um povo é tida como ponto de partida cultural para compreender a importância da sua história. Nesse sentido, as apreciações textuais contribuem para explorar o contexto histórico, social e cultural que a obra relata. O ensejo, portanto, é que ao apreciar, ler e conhecer obras textuais, os estudantes sintam o desejo de criar suas próprias histórias, fazendo elo com a realidade, ou seja, que reproduzam suas narrativas de memórias e criem textos significativos, proporcionando alternativas dinâmicas ao processo de ensino aprendizagem.

Esse estudo prorrogou-se por várias semanas, sendo seus elementos explorados em todos os conteúdos disciplinares da escola através de produções textuais abrangendo vários gêneros discursivos. Organizei, com os responsáveis pedagógicos da escola, uma visita técnica ao Centro Cultural Jesco Puttkamer, da PUC GO, para que os estudantes conhecessem mais sobre a cultura indígena. Com o desenvolvimento dos exercícios, eles se sentiram estimulados a comentarem sobre suas memórias. Ao olharem para si, acabavam deixando emergir suas intersubjetividades, a partir dos conteúdos sociais e afetivos que através da linguagem deixavam transparecer por meio de recursos simbólicos.

Capra (2014, p. 336) cita que através da linguagem, nós, seres humanos, alcançamos abstração onde há comunicação e que utilizamos símbolos, palavras, gestos ou outros sinais como ferramentas para a coordenação de nossas ações. O autor ainda cita que: “Nesse processo, os símbolos tornam-se associados com imagens mentais abstratas de objetos. A capacidade para formar essas imagens mentais revela-se como uma característica fundamental da consciência reflexiva”.

No decorrer do desenvolvimento das atividades, conseguimos abordar várias potencialidades, como: manusear diferentes tipos de fontes históricas; compreender que os historiadores utilizam essas fontes como ferramentas de pesquisa e interpretação do passado; entender que o documento escrito não é a única fonte da história e que a reconstituição do passado pode ser feita a partir de relatos orais, lendas, rituais, forma de saber e fazer, objetos, fotos, vestígios e construções; apontar, relacionar, compreender, explorar, representar, criar criticamente formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas locais e regionais, estimulando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e valorizar o repertório imagético do cotidiano individual e coletivo; identificar e discriminar diferentes formas de registro da História (oral, escrita, pictográfica, imagética, eletrônica, musical, etc.); ler, interpretar, resolver e elaborar problemas envolvendo medidas de comprimento, recorrendo a transformações entre as unidades mais usuais em contextos socioculturais; compor e decompor números naturais, utilizando materiais concretos ou não; explorar as características de registro de uma situação discursiva oral, concebendo-a como linguagem formal e/ou informal; reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, podendo estar organizado em tantos turnos de fala quantos fossem os interlocutores; identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global, dentre outros.

Fotografias 38, 39, 40, 41, 42 e 43




Fonte: Acervo da pesquisadora.






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