Vultum dei quaerere



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CONGREGAÇÃO PARA OS INSTITUTOS DE VIDA CONSAGRADA
E AS SOCIEDADES DE VIDA APOSTÓLICA

«COR ORANS»

INSTRUÇÃO APLICATIVA DA CONSTITUÇÃO APOSTÓLICA “VULTUM DEI QUAERERE” SOBRE A VIDA CONTEMPLATIVA FEMININA



INTRODUÇÃO

A vida contemplativa feminina é na Igreja o coração orante, a guardiã da gratuidade, riqueza de fecundidade apostólica e de uma misteriosa e multiforme santidade. Continua enriquecendo à Igreja de Cristo com frutos de graça e misericordia[1].

Com o olhar orientado para esta forma especial de seguimiento de Cristo, o Papa Pío XII, dia 21 de novembro de 1950, publicava a Constitução Apostólica Sponsa Christi Ecclesia[2] dirigida à vida monástica feminina. Nesse documento, o Romano Pontífice reconhecia os mosteiros de monjas como autênticos mosteiros autônomos[3] e apoiava o nascimento das Federações[4] como estruturas de comunhão que ajudassem a superar o isolamento dos mosteiros. Tudo isso a fim de favorecer a conservação do carisma comum e a colaboração na ajuda recíproca manifestada de diversas formas, dando indicações para a accommodata renovatio[5] daquilo que se chamava Instituto das monjas, sobretudo acerca do tema da clausura[6]. De fato, o Papa Pío XII anticipava para os mosteiros de vida contemplativa o que o Concílio Vaticano II pediria alguns anos mais tarde a todos os Institutos religiosos[7].

Como recordava o Papa Pio XII ao início da Constituição Apostólica — que quase como introdução histórica, assinala em suas partes essenciais as várias fases da vida consagrada feminina na Igreja[8]—, a intenção e o projeto dos fundadores, autorizados pela competente autoridade da Igreja, através dos séculos, ornou à Igreja, Esposa de Cristo, com uma multidão de carismas, modelando várias formas de vida contemplativa em diversas tradições monásticas e diferentes famílias carismáticas[9].

A especificidade do documento, que tratava sobre a disciplina/normativa comum do Instituto das monjas, do mosteiro autônomo e da Federação entre mosteiros autônomos, deu longa vida à Constituição Apostólica Sponsa Christi Ecclesia, que estave em vigor inclusive depois da celebração do Concilio Vaticano II e a promulgação do Código de Dereito Canônico, até o presente.

Com efeito, o Papa Francisco, ao promulgar a 29 de junho de 2016 a Constituição Apostólica Vultum Dei quaerere, para ajudar às contemplativas a alcançar o fim próprio de sua vocação específica, convidou a refletir e a discernir sobre os conteúdos precisos[10] relacionados com a vida consagrada em geral e com a tradição monástica em particular, porém não quis abrogar a Sponsa Christi Ecclesia que só foi derrogada em alguns pontos[11]. Por isso, os dois documentos pontifícios devem-se considerar como normativa em vigor para os mosteiros contemplativos e devem ser lidos com uma visão unitaria.

O Papa Francisco, na linha de quanto ensinou o Papa Pío XII e recordou o Concílio Ecumênico Vaticano II, quis apresentar na Vultum Dei quaerere o intenso e fecundo caminho que a Igreja mesma percorreu nas últimas décadas, à luz dos ensinamentos do Concílio e considerando as variantes condições socio-culturales[12].

Portanto, desde o momento em que os Institutos totalmente entregues à contemplação têm sempre um lugar eminente no corpo místico de Cristo “ainda quando seja urgente a necesidade de um apostolado de ação, os membros destes Institutos não podem ser chamados a prestar colaboração nos distintos ministérios pastorais”[13].

Por mandato do Santo Padre[14], a Congregação para os Institutos de vida consagrada e as Sociedades de vida apostólica redigiram a presente Instrução aplicativa da Constitução Apostólica Vultum Dei quaerere, entregue “à Igreja, com particular atenção aos mosteiros de rito latino”[15], Esta Instrução quer esclarecer as disposições da lei, desenvolvendo e determinando os procedimentos para executá-la[16].




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