Vilenia venancio porto aguiar somos todas margaridas



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VILENIA VENANCIO PORTO AGUIAR 

 

 

 



 

 

  



 

SOMOS TODAS MARGARIDAS:  

Um estudo sobre o processo de constituição das mulheres do campo 

e da floresta como sujeito político 

 

 



 

 

 



 

 

 



CAMPINAS 

2015 


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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS 

INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS 

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS 

DOUTORADO EM CIÊNCIAS SOCIAIS 

 

 



 

VILENIA VENANCIO PORTO AGUIAR 

 

 



SOMOS TODAS MARGARIDAS:  

Um estudo sobre o processo de constituição das mulheres do campo 

e da floresta como sujeito político 

Orientadora:  Profa. Dra. Emília Pietrafesa de Godoi 

 

Tese  de  doutorado  apresentada  ao  Instituto  de 



Filosofia e Ciências Humanas da Universidade 

Estadual  de  Campinas,  como  requisito  para  a 

obtenção  do  título  de  doutora  em  Ciências 

Sociais. 

Este  exemplar  corresponde  à  versão 

definitiva  da  tese  defendida  pela  aluna 

Vilenia Venancio Porto Aguiar, orientada 

pela  Profa.  Dra.  Emília  Pietrafesa  de 

Godoi. 

 

CAMPINAS 



2015 


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RESUMO

 

 

A tese problematiza, de um modo específico, a constituição do sujeito político. De modo 

específico, porque situado no espaço e no tempo: a análise parte de uma etnografia da Marcha 

das Margaridas 2011, aqui considerada um movimento que se expressa numa manifestação 

pública, assumindo a forma de uma marcha que ocorre a cada quatro anos na capital federal, 

Brasília. Ao mesmo tempo em que procura estabelecer processos de diálogo e negociação 

com o Estado, a Marcha busca dar visibilidade às mulheres do campo e da floresta, categoria 

negociada  no  processo  de  construção  da  Marcha  que  abarca  uma  pluralidade  e  uma 

diversidade  de  mulheres,  agricultoras  familiares,  trabalhadoras  rurais,  assentadas, 

quebradeiras  de  coco,  seringueiras,  extrativistas,  ribeirinhas,  pescadoras,  quilombolas, 

mulheres  do  campo,  das  águas  e  das  florestas. A  tese  discute  a  constituição  desse  sujeito 

político  em  termos  de  pluralidade,  diversidade  e  de  busca  de  uma  linguagem  e  de  uma 

identificação  que  agregue  os  seus  diversos  interesses,  sem,  contudo,  desconsiderar  as 

diferenças e as subjetividades. Ou, mais especificamente, reflete sobre como, considerando 

a sua diversidade, elas ganham existência pública como  mulheres do campo e da floresta, 

categoria  que  nomeia  o  sujeito  político  da  Marcha.  Esta  tese  analisa  este  processo  e 

acompanha o encadeamento da construção da Marcha das Margaridas 2011 até a caminhada, 

passando pelos preparativos em Brasília e mobilização das mulheres nos municípios. Procura 

ainda mostrar,  mediante  uma  etnografia, que  o  sujeito  político  se constrói  no  seu próprio 

fazer. 


Palavras-chave: Marcha das Margaridas. Sujeito político. Mulheres. Mulheres do campo e da 

floresta. Experiência. Performance. Ritual. 

 



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