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Encontro17.03.2020
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O jardim selvagem
Tio Ed casara-se com Daniela sem avisar à família. Era um quarentão, medroso e inseguro. Muito envolvido com a família: Tia Pombinha e a sobrinha. Têm o tempo fofocando sobre a vida da família. Tia Pombinha sonha com dente, que isso não é nada bom. Semanas depois ela recebe a notícia do suicídio do Tio ED. “- Ele parece feliz, sem divida, mas ao mesmo tempo me olhou de um jeito… Era como se quisesse me dizer qualquer coisa e não tivesse coragem, senti isso com tanta força, que meu coração até doeu, quis perguntas, o que foi, Ed! Pode me dizer, o que foi?

Mas ele só me olhava e não disse nada. Tive a impressão de que estava com medo. – Com medo de que? – Não sei, não sei, mas foi como se eu estivesse vendo Ed menino outra vez. Tinha pavor do escuro, só queria dormir de luz acesa. Papai proibiu essa história de luz e não me deixou mais ir lá fazer companhia, achava que eu poderia estragá-lo com muito mimo. Mas uma noite não resisti escondida no quarto. Estava acordado, sentado na cama. Quer que eu fique aqui até dormir? Perguntei. Pode ir embora, disse, já não me importo mais de ficar no escuro. Então dei-lhe um beijo, como fiz hoje. Ele me abraçou e me olhou do mesmo jeito que me olhou agora, querendo confessar que estava com medo. Mas se coragem de confessar.” (p.44/45) “- Ai é que está… Quem é que pode saber? Ed sempre foi muito discreto, não é de se abrir com a gente, ele esconde.

Que moça será essa?!” – E não é bom? Isso de ser meio velha. Balançou a cabeça com ar de quem podia dizer ainda um montão de coisas sobre essa questão de idade. Mas preferia não dizer. – Hoje de manhã, quando você estava na escola, a cozinheira deles passou por aqui, é amiga de Conceição. Contou que ela se veste nos melhores costureiros, só usa perfume francês, toca piano… Quando estiveram na chácara, nesse último fim de semana, ela tomou banho nua debaixo da cascata. – Nua? – Nuinha. Vão morar lá na chácara, ele mandou reformar tudo, diz que a casa ficou uma casa de cinema. e é isso que me preocupa, Ducha. Que fortuna não estarão gastando nessas loucuras? Cristo-Rei, que fortuna! Onde é que ele foi encontrar essa moça? – Mas ele não é rico? – Ai é que está… Ed não é tão rico quanto se pensa. Dei de ombros. Nunca tinha pensado antes no assunto.” “- Diz que anda sempre com uma luva na mão direita, não tira nunca a luva dessa mão, nem dentro de casa. Sentei-me na cama. Esse pedaço me interessa. – Usa uma luva? – Na mão direita. Diz que tem dúzias de luva, cada qual de uma cor, combinando com o vestido. – E não tira nem dentro de casa? – Já amanhece com ela. Diz que teve um acidente com essa mão, deve ter ficado algum defeito…” (p.45/46) “Tia Pombinha tinha ido ao mercado, pudemos falar à vontade enquanto Conceição fazia o almoço. – Seu tio é muito bom, coitado. Gosto demais dele – começou ela enquanto beliscava um bolinho que Conceição tirara da frigideira. – Mas não combino com dona Daniela. Fazer aquilo com o pobre cachorro, não me conforma! – Que cachorro? – O Kleber, lá da chácara. Uma cachorro tão engraçadinho, coitado. Só porque ficou doente e ela achou que ele estava sofendo… Tem cabimento fazer isso com um cachorro?




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