V. 64, n. 2, p. 419-426, 2012 Efeito da endogamia sobre características morfométricas em cavalos da raça Mangalarga Marchador



Baixar 162.02 Kb.
Pdf preview
Página6/11
Encontro18.02.2021
Tamanho162.02 Kb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   10   11
 


Efeito da endogamia... 

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., v.64, n.2, p.419-426, 2012 

421 


RESULTADOS E DISCUSSÃO 

 

O  coeficiente  médio  de  endogamia  calculado 



para o rebanho foi de 1,4%. Quando se avaliaram 

apenas  os  animais  endogâmicos,  o  F  médio  foi 

5,3%, mínimo de 0,1 e máximo de 28,1%. Esses 

resultados  são  mais  baixos  do  que  os  relatados 

por  Procópio  et  al.  (2003),  que,  na  raça 

Campolina, encontraram F de 6,0%, e acima dos 

relatados  por  Costa  et  al.  (2005),  que 

encontraram,  na  população  de  Mangalarga 

Marchador,  F  de  5,0%.  Este  baixo  valor  pode 

estar  associado  à  utilização,  na  reprodução,  de 

animais  geneticamente  diferentes,  refletindo 

pouca  ocorrência  de  acasalamentos  entre 

parentes.  

Os  valores  de  F  mantiveram-se  acima  de  10%, 

para  aproximadamente  4,4%  da  população 

analisada  (Tab.  2).  De  acordo  com  Bergmann  et 



al.  (1997),  F  acima  de  10%  pode  provocar 

depressão  endogâmica,  isto  é,  diminuição  das 

características  produtivas  e,  principalmente,  das 

características adaptativas.  

 

Entre o período de 1951 e 1960, correspondente 



ao  período  de  início  da  formação  do  rebanho,  o 

coeficiente  de  endogamia  foi  zero,  e  entre  o 

período  de  1961  e  1970,  os  valores  foram  mais 

elevados (Fig. 1).  

 

 

Tabela 2. Número (N) e percentual (%) de indivíduos, coeficiente  médio de endogamia  (F), respectivos 



desvios-padrão  (DP)  dos  animais  da  raça  Mangalarga  Marchador  em  um  rebanho  no  norte  de  Minas 

Gerais, de acordo com a classe do coeficiente de endogamia 

Classe de F 



DP 


1583 


72,41 



0 a 5 

382 


17,47 

2,20 


1,24 

5 a 10 


125 

5,71 


6,60 

0,88 


10 a 15 

56 


2,56 

12,50 


0,64 

15 a 20 


24 

1,09 


16,96 

1,40 


20 a 25 

0,04 



20,30 

>25 



16 

0,68 


25,60 

1,30 


 

0

2



4

6

8



10

12

14



1951-1960

1961-1970

1971-1980

1981-1990

1991-2000

2001-2006

Período

C

oe



fi

ci

ent



e de

 e

ndo



ga

m

ia



 (

%

)



 

Figura  1.  Comportamento  do  coeficiente  médio  de  endogamia  (F)  de  animais  da  raça  Mangalarga 

Marchador criados em um rebanho no norte de Minas Gerais no período analisado. 

 

Esse maior valor de F, no segundo período, pode 



ser 

atribuído 

à 

intensa 


utilização 

dos 


reprodutores Pedra Estanho e Catuni El Toro. No 

período inicial, de 1951 a 1960, foram utilizadas 

63 éguas e cinco garanhões, que produziram 104 

animais  no  período.  Destes,  43,  ou  41,3%,  eram 

filhos  de  Pedra  Estanho.  No  período  seguinte, 

1961  a  1970,  foram  utilizados  nove  garanhões, 

que deixaram 206 crias e, dessas, 63, ou 31,0%, 

eram  filhos  de  Pedra  Estanho,  e  64  (31,0%)  de 

Catuni  El  Toro,  que  é  filho  de  Pedra  Estanho. 

Portanto,  só  neste  período,  obtiveram-se, 



1   2   3   4   5   6   7   8   9   10   11


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal