V. 11, n. 2, p. 01-21, abr – jun, 2015


ACSA – Agropecuária Científica no Semi-Árido



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ACSA – Agropecuária Científica no Semi-ÁridoV. 11, n. 2, p. 01-21, abr – jun , 2015 

algumas 

variedades 

tiveram 

origem 



botânica 

identificada  (PARK  et  al.,2002).  De  acordo  com  Park  et 



al.,  (2000),  o  alecrim,  assa-peixe,  aroeira  e  eucalipto  são 

alguns  exemplos  de  onde  as  abelhas  buscam  a  matéria-

prima para a produção da própolis. Segundo Aguero et al. 

(2010),  as  fontes  de  resinas  e  exsudatos  vegetais 

disponíveis  variam  de  região  para  região  e  dependem  do 

clima, solo e outros fatores. 

 

ATIVIDADE ANTINEOPLÁSICA 



 

A  procura  de  novas  drogas  para  o  controle  dos 

diversos  tipos  de  neoplasias  tem  levado  diversos 

pesquisadores a isolar compostos contidos em amostras de 

própolis  de  diversas  procedências.  Burdock  (1998)  e 

Banskota  et  al.  (2001)  apresentam  boas  revisões  sobre 

esse assunto. 

Diversos compostos isolados da própolis apresentaram 

atividade  inibitória  no  crescimento  de  diversos  tumores. 

Matsuno  (1995)  constatou  a  atividade  inibitória  de  um 

diterpeno  (PMS-1)  sobre  hepatocarcinoma  humano.  O 

CAPE  (Éster  fenólico  do  ácido  caféico)  isolado  de 

própolis,  apresentou  atividade  antiproliferativa  sobre  a 

linhagem  de  hepatocarcinoma  Hep3B,  mas  mostrou-se 

inócuo  quando  adicionado  a  culturas  primárias  de 

hepatócito de camundongo (JIN et al., 2005). 

Outro  composto,  a  crisina,  também  isolada  de 

própolis,  mostrou-se  efetiva  em  inibir  o  crescimento  de 

culturas  da  linhagem  de  glioma  C6  de  rato;  as  células 

mantiveram-se  estacionárias  na  fase  G1  do  ciclo  celular 

(et al., 2005). 

Diversos  outros  compostos  com  atividade  inibitória 

sobre  crescimento  de  tumores  foram  isolados  em  outros 

estudos,  como  de  Banskota  et.  al.  (1998),  Kimoto  et.  al. 

(1998),  Matsuno  et.  al.  (1997),  Takai  et.  al.  (1996), 

Weyant et al. (2000), entre outros. Suzuki et. al. (1996) e 

Orsolic  et.  al.  (2005)  isolaram  compostos  hidrossolúveis 

da 


própolis 

que, 


atuando 

sinergisticamente, 

potencializaram  a  atividade  de  drogas  tumoricidas, 

inibindo  assim  o  desenvolvimento  de  tumores  acíticos  de 

Ehrlich. 

Como relata Peña (2008), as propriedades biológicas e 

farmacológicas  mais  estudadas  em  relação  a  própolis  são 

aquelas  que  a  descrevem  como  agente  anti-inflamatório, 

antioxidante, antisséptico e antineoplásico. 

 

ATIVIDADE ANTIOXIDANTE 



 

Pesquisas  relacionadas  com  própolis  tem  se  mostrado 

muito  importantes  devido  seu  amplo  espectro  de  efeitos, 

incluindo 

suas 

propriedades 



antioxidantes 

antimicrobianas, 



antivirais 

anti-inflamatórias 



(KOSALEC et al., 2005). 

A  ocorrência  de  diversas  doenças  está  relacionada  a 

aumentos  nos  níveis  de  radicais  livres  em  nosso 

organismo,  entre  elas:  doenças  cardiovasculares;  doenças 

reumáticas;  doenças  neurológicas;  doenças  psiquiátricas; 

envelhecimento precoce; neoplasias; osteoporose; diabetes 

e  inflamação  (DEVASAGAVAN  et  al.,  2004).  Uma 

tendência  que  nos  últimos  anos  vêm  se  encorpando  é  a 

possibilidade do emprego de plantas contendo conhecidos 

polifenóis com propriedades antioxidantes, para o controle 

prevenção 



destas 

patologias 

acima 

citadas 


(URQUIAGA; LEIGHTON, 2000). 

Além  dos  polifenóis,  a  própolis  contém  uma  extensa 

gama de outros compostos com a propriedade de remover 

esses  radicais  livres  em  excesso  de  nosso  organismo 

(MARQUELE  et  al.,  2005).  Diversos  grupos  de 

pesquisadores têm relatado essa propriedade da própolis, e 

muitos  deles  chegaram  a  isolar  diversos  compostos  que 

seriam os responsáveis por essa propriedade antioxidativa: 

(BANSKOTA et al., 2000; BASNET et al., 1997; CLAUS 

et al., 2000; MORENO et al., 2000; OYAIZU et al., 1999; 

SUN  et  al.,  2000).  Estes  grupos  de  pesquisadores  são 

unânimes  em  atribuir  aos  flavonóides,  principalmente  o 

CAPE  (éster  fenólico  do  ácido  caféico),  esta  propriedade 

farmacológica. 

Entretanto, 

Russo 

et 

al

(2002) 


constataram  que  extratos  de  própolis  onde  houve  a 

remoção  do  CAPE,  continuaram  a  apresentar  atividade 

antioxidante. 

Estudo  realizado  por  Cabral  et  al.,  (2009),  concluiu 

que a própolis vermelha possui alta atividade antioxidante 

e  antibacteriana  e  as  sub-frações  obtidas  são  mais  ativas 

biologicamente que o extrato bruto. 

O  seqüestro  de  radicais  livres  gerados  por  neutrófilos 

poderia  ser  um  mecanismo  antioxidante  da  própolis,  que 

resultaria  em  uma  atividade  antiinflamatória  final 

(MORENO et al., 2000). 

 

AÇÃO ANTI-INFLAMATÓRIA 



 

Substâncias  conhecidamente  capazes  de  inibir  a 

inflamação  como  ácido  salicílico,  apigenina,  ácido 

felúrico  e  galangina,  foram  identificadas  na  própolis  por 

Krol et al. (1996).  

Mirzoeva  e  Calder  (1996)  indicararam  ácido  cafêico, 

quercetina e narigenina, como principais responsáveis pela 

propriedade  anti-inflamatória.  Observaram,  supressão  de 

prostaglandinas  e  leucotrienos  de  macrófagos  peritoniais 

de ratos, após peritonite aguda induzida.  

A  própolis  possui  propriedades  anti-inflamatórias  que 

foram descritas principalmente contra doenças do sistema 

muscular  articular  e  outros  tipos  de  inflamações, 

infecções, reumatismos e torções (GHISALBERTI, 1979; 

MARCUCCI, 1995). 

Silva  Sobrinho  et  al.  (2004)  utilizaram  própolis  em 

pododermatite  necrótica ovina. Verificaram regressão das 

lesões  após  15  dias  de  tratamento  na  dosagem  de  4g  por 

membro,  para  aplicação  na  forma  de  pasta  e  4mL  para 

solução. 

 

ATIVIDADE ANTIBIÓTICA 



 

 

No  Brasil,  a  diversidade  de  plantas  medicinais 



utilizadas  como  forma  alternativa,  tem  estimulado  os 

estudos para o isolamento de seus princípios ativos e isto 

tem  comprovado  as  atividades  antimicrobianas  relatadas 

(ALVES,  2009).  As  características  fitoterápicas  da 

maioria  das  plantas  medicinais  estão  relacionadas  ao 

controle  de  processos  inflamatórios  e  micoses.  Estudos 

comprovam  que  muitas  dessas  características  possuem 

similaridade 

as 

apresentadas 



pela 

aroeira 


(anti-

inflamatória  e  bactericida)  e  pelo  cajueiro  (anti-

inflamatória,  bactericida  e  analgésico)  (CARVALHO  et 

al.,  2002).  A  primeira  publicação  nacional  sobre  a 



Daniel Santiago Pereira, et al.

 


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