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Palavras-chave: Estratégias, ensino básico em Moçambique



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Palavras-chave: Estratégias, ensino básico em Moçambique  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Introdução  

No presente ensaio tem-se como tema de estudo: Análise crítica das estratégias de ensino no 

nível básico em Moçambique. Este artigo pretende-se fazer uma analise critica em torno das 

estratégias  de  ensino  no  nível  básico  em  Moçambique,  com  intuito  de  se  constatar  a 

adequação  das  estratégias  à  realidades  e  as  condições  existentes,  bem  como  os  recursos, 

destacando os  problemas e desafios que as instituições educativas  enfrentam  no processo  de 

ensino e aprendizagem dessas competências básicas. 

A educação  é um  elemento  indispensável  e constituinte das relações  sociais  que contribuem 

contraditoriamente para a transformação e a manutenção dessas relações, na qual destaca-se a 

escola  como  um  espaço  institucional  de  produção  e  de  disseminação  do  saber  sistemático  e 

historicamente produzido pela humanidade. Moçambique é uma ex-colônia portuguesa a qual 

se  tornou  independente  em  1975,  herdando  de  Portugal  uma  longa  história  e  experiência 

educativa.  Após  a  independência,  o  país  herdou  condições  econômicas  e  sociais  muito 

precárias  deixadas  pelos  portugueses,  fazendo  com  que  o  primeiro  Governo  moçambicano 

traçasse,  até  o  final  dos  anos  80,  estratégias  de  transformação  socialista  da  sociedade  e 

implantasse  programas  amplos  na  área  de  educação,  saúde  e  habitação.  Logo  após  a 

independência, Moçambique viveu 16 anos de guerra civil, cujo término foi em 1992 com a 

assinatura  do  Acordo  Geral  da  Paz,  dando  início  ao  processo  de  democratização  e,  como 

consequência,  a  realização  das  primeiras  eleições  multipartidárias  em  1994,  seguida  por 

outras eleições em 1999, 2004, 2009 e 2014. 

O sistema educativo, como todos os sistemas que integram a sociedade, tende a preocupar-se 

e dar mais relevância às suas dinâmicas e aos princípios e objetivos a que se propõem atingir 

do que aos sujeitos que incluem esse sistema. Com isto é fulcral que os objetivos das escolas 

sejam  definidos  em  função  das  necessidades  e  processos  de  construção  de  conhecimento  e 

transmissão desse aos alunos. É necessário também ter em consideração que o sucesso escolar 

cumpre critérios subjetivos, que variam de aluno para aluno, segundo a visão que têm acerca 

do  assunto  e  conforme  as  suas  ambições  e  perspetivas.  Deverão  considerar-se  os  resultados 

(avaliados de uma forma objetiva) e a satisfação demonstrada pelo aluno, (avaliados de forma 

subjetiva),  como  os  indicadores  de  sucesso.  É  importante  não  desvalorizar  a  importância  da 

adaptação à instituição e grupo de pares, a relação estabelecida com a instituição e respectivas 

instalações,  a  relação  professor-aluno,  as  capacidades  cognitivas  e  factores  não  cognitivos 

próprios  de  cada  aluno,  entre  outros,  como  potenciais  fatores  que  interferem  no  sucesso  ou 

insucesso escolar, porem, essas qualidades podem ser verificadas com base nas estratégias de 

ensino proposta por cada país.  



 



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