Universidade federal rural de pernambuco



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2. 2. 1. 2. Fósforo 

 

O fósforo (P) é um dos minerais mais abundantes no organismo. Ele está envolvido 



em funções como a síntese de fosfolipídeos, ácidos nucléicos e fosfoproteínas, a reação 

de transferência de energia, metabolismo energético, contração muscular e integridade do 

esqueleto (McDowell, 1992; Dennis, 1996; NRC, 2007).  

De acordo com o NRC (2007), a exigência de mantença de um cavalo adulto é de 

0,028 g de P/kg/dia, considerando uma eficiência de digestibilidade de 35%. Entretanto, 

a  absorção  verdadeira  de  fósforo  é  bastante  variável  (30  a  50%)  e  é  influenciada  por 

fatores como a quantidade e qualidade na dieta, presença de outros compostos na dieta e 

idade dos equinos, o que torna importante o conhecimento da disponibilidade na fonte de 

fósforo, pois a eficiência de absorção influencia a quantidade de fósforo requerida na dieta 

(NRC, 2007). 

O  fósforo  pode  ser  ingerido  na  forma  inorgânica,  principalmente  na  forma  de 

ortofosfatos,  e  na  forma  orgânica,  como  fosfolipídios,  ácido  nucléicos,  ácido  fítico  e 

outros compostos. A concentração de fósforo, na sua maioria na forma orgânica, nos grãos 

é  superior  à  encontrada  nas  folhas  e  caule.  Entretanto,  alimentos  de  origem  animal 




 

 

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apresentam concentrações maiores e mais disponíveis comparados aos de origem vegetal, 

por apresentarem-se na forma inorgânica (Bunzen, 2009; Cintra, 2016).  

Este mineral atinge o sangue através da absorção das frações de origem dietética e 

endógena, a partir do trato digestivo, dos tecidos moles e do fósforo solubilizado no osso 

(Aubert  &  Milhaud,  1960  apud  Lopes  et  al.,  2003).  O  local  de  absorção  do  fósforo 

dietético, como fosfato inorgânico (PO

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), varia de acordo com a composição da dieta, 

sendo absorvida no intestino delgado a maior fração de fósforo contida em grãos, e no 

intestino grosso a fração proveniente do volumoso (Frape, 2010).  

O fósforo na forma de fitato, forma orgânico, apresenta baixa digestibilidade, devido 

a necessidade de hidrólise para transformá-lo em fósforo inorgânico, absorvível. Diante 

disto, alguns estudos foram realizados para avaliar a suplementação da enzima fitase para 

um  melhor  aproveitamento  do  P,  entretanto,  foi  observado  que  a  fitase  em  equinos 

melhora  a  disponibilidade  gastrointestinal  de  fósforo,  mas  sem  melhorar 

significativamente a digestibilidade aparente do fósforo (Van Doorn et al., 2004).  

O  fósforo  é  regulado  por  um  mecanismo  semelhante  ao  do  cálcio.  Quando  a 

concentração de Ca está baixa, o PTH é liberado e, juntamente com a vitamina D, a qual 

é ativada pelo próprio PTH, estimula a absorção intestinal e a reabsorção renal e óssea 

tanto de cálcio quanto de fósforo. Entretanto, quando em situações de hipofosfatemia ou 

quando  há  hipercalcemia,  elevando  a  relação  Ca:P  no  sangue,  as  tireóides  liberam 

calcitonina, que vai inibir a ação do PTH, com o objetivo de cessar a mobilização óssea 

de cálcio (Bunzen, 2009). 

Ele pode ser apresentar no organismo tanto na forma orgânica, como fosfolipídeos, 

ácidos  nucléicos  e  fosfoproteínas,  como  na  forma  inorgânica,  na  forma  iônica  como  o 

fosfato livre (Franco et al., 2004). Do fósforo corpóreo total, 80% é encontrado nos ossos, 

enquanto  que  os  restantes  20%  estão  distribuídos  nos  flúidos    e  tecidos  moles  (Suttle, 

2010).  

No  organismo  dos  mamíferos  o  fosfato  é  principal  ânion  intracelular.  Sua  fração 

intracelular  representa  apenas  10%  do  fósforo  corpóreo  total  e  os  90%  restantes  são 

encontradas na matriz mineralizada do osso, na forma de hidroxiapatita, assim como o 

cálcio (Franco et al., 2004). 



 

 

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Devido  ao  seu  papel  fundamental  no  metabolismo  energético  celular,  pode  haver 

rápida  translocação  entre  o  fósforo  celular  e  sérico,  alterando  substancialmente  as 

concentrações séricas do mesmo (Rosol & Capen, 1997 apud Franco et al., 2004). Ambas 

frações orgânicas e inorgânicas de fósforo podem ser encontradas no soro, mas é a fração 

inorgânica  que  é  utilizada  para  expressar  os  níveis  séricos  de  fósforo  (NRC,  2007).  A 

concentração sérica normal de fósforo nos equinos varia de 0,98 a 2,11  mmol/L (Pipkin 




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