Universidade federal rural de pernambuco



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      2. 2. 2. Microminerais    

 

      2. 2. 2. 1. Ferro 

 

O ferro é um micromineral essencial, indispensável para os organismos vivos, que é 



requerido para que  ocorra adequadamente  a função eritropoiética  (produção de células 

vermelhas),  a  resposta  imune  celular,  o  metabolismo  oxidativo,  a  respiração  celular,  a 

síntese de DNA e o transporte de elétrons (Muñoz  et  al., 2009; Wang &  Pantopoulos, 

2011; Pantopoulos et al., 2012). 

Este mineral pode ser obtido pelo organismo tanto pela dieta quanto pela reciclagem 

de hemáceas senescentes (Grotto, 2008). O ferro proveniente da reciclagem de hemáceas 

é obtido quando estas, durante o seu ciclo de vida (120 dias), sofrem alterações que

 

as 



deixam susceptíveis a rompimentos ou que sinalizam os macrófagos e estes as eliminam, 

liberando ferro na forma heme, a partir da digestão proteolítica da hemoglobina destas 

hemáceas,  liberando  ferro  na  corrente  sanguínea  a  partir  da  metabolização  da  heme 

(Kovtunovych et al., 2010; Wang & Pantopoulos, 2011).  

Na  dieta,  ele  pode  ser  encontrado  nas  formas  heme  (orgânica)  e  não  heme 

(inorgânica).  A  forma  heme  é  encontrada  abundantemente  em  carnes  como  parte  de 

hemoglobina  e  mioglobina,  enquanto  que  a  forma  não  heme  (iônica),  que  é  o  ferro 

fornecido  por  vegetais  (Grotto,  2008),  é  encontrado,  em  sua  maioria,  na  forma  férrica 

(Fe

3+

), que não é biodisponível e deve ser convertida a forma ferrosa (Fe



2+

), por meio da 

enzima ferrirredutase, para ser absorvida (Muñoz et al., 2009; Sharp, 2010 apud Fuqua 

et al., 2012; Fuqua et al., 2012).  

De acordo com Grotto (2008), a absorção deste mineral ocorre no epitélio duodenal 

superior, o qual contém estruturas vilosas que maximizam a absorção. Esta absorção pode 

ser influenciada pela área de superfície do intestino, que é aumentada durante períodos 



 

 

28 



 

de defíciencia de ferro, pelo pH do estômago e pela composição da dieta, como a presença 

de fitatos,  oxalatos  e  fosfatos  que  retardam  a absorção do ferro  (Almeida  et  al., 2007; 

Fuqua et al., 2012). 

Após absorvido, o ferro ferroso pode ser armazenado na célula na forma de ferritina 

ou exportado das mesmas (enterócitos e macrófagos) por meio da enzima Ferroportina, 

ao mesmo tempo que é oxidado a ferro férrico, pela hefaestina. O ferro é então liberado 

na  corrente  sanguínea,  onde  é  capturado  pela  transferrina  e  levado  aos  tecidos  alvos 

(Emerit et al., 2001; Grotto, 2008; Wang & Pantopoulos, 2011), sendo estocados, como 

ferritina  e  hemossiderina,  em  maior  concentração  no  fígado,  baço  e  medula  óssea 

(Machado et al., 2010). 

Segundo Wang & Pantopoulos (2011), a perda do ferro nos mamíferos se dá através 

da descamação das células da mucosa e da pele ou por sangramento, sendo o mecanismo 

de equilíbrio do ferro regulado pela absorção duodenal do mesmo, que, de acordo com 

Grotto (2008), é controlada pela necessidade do organismo.  

Dos  fatores  que  afetam  o  metabolismo  do  ferro,  o  exercício  aparece  entre  os 

principais  pelo  fato  de  provocar  hemólise  e,  consequentemente,  estimular  a  síntese  de 

hemoglobina, provocando também queda nas concentrações séricas do ferro em equinos 

em exercício moderado e intenso (Inoue et al., 2005).  

Em humanos, é sabido que o exercício diminui a absorção de ferro e ainda provoca 

perda desse mineral pelo suor (Nickerson et al., 1985; Nachtigall et al., 1996). Entrentato, 

não há estudos que comprovem que o exercício induz deficiência de ferro, nem que há 

perda  significante  de  ferro  pelo  suor,  nem  que  a  suplementação  do  ferro  melhora  o 

desempenho do cavalo atleta saudável.  

Para animais que realizam exercício, o NRC (2007) recomenda um consumo diário 

de ferro de 50 mg/kg. De acordo com Santos (1997) e Smith et al. (1986), ambos citados 

por Machado  et  al.  (2010), a  capacidade dos  equinos  de reciclar o  ferro  e ao  alto teor 

deste  mineral  tanto  nas  forrageiras  como  nos  grãos  comumente  utilizados  na  dieta  de 

equinos, exclui a necessidade de suplementação deste mineral para equinos.  

Além  disto,  de  acordo  com  Franken  et  al.  (1981  apud  Machado  et  al.,  2010),  as 

reservas  de  ferro  encontradas  no  baço,  figado  e  medula  óssea  de  equinos  são 

substancialmente superiores quando comparadas às reservas de humanos.  




 

 

29 



 

A concentração sérica deste mineral pode ser influenciada por vários fatores como 

um  processo  inflamatório,  uma  hipoproteínemia  e  eritropoiese  ineficiente  (Kaneco, 

1980).  Essa  concentração  em  animais  saudáveis,  segundo    Pearson  &  Andersen  (2001 



apud Inoue et al., 2005), varia dentro de uma faixa de 8,95 a 36,44 

µ

mol/L, corroborando 



com  os  achados  de  Smith  et  al.  (1984)  de  21,48 

µ

mol/L  e  os  valores  de  refêrencias 



sugeridos por Lewis (2000) de 21,48 a 37,59 µmol/L.  

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



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