Universidade federal rural de pernambuco



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et al., 2001;  Inoue et al., 2002; Franco et al., 2004; Hess et al., 2008; Crocomo et al., 

2009).  


Esses níveis séricos de fósforo podem ser influenciados por fatores como o exercício, 

que  provoca  elevação  dos  níveis  de  fósforo,  sendo  explicada  pela  disponibilização  de 

fósforo que o organismo proporciona para suprir as necessidades energéticas musculares 

dos equinos durante o exercício (Franco et al., 2004).  

Em animais condicionados fisicamente, mas membranas celulares tornam-se menos 

sensíveis  às  agressões  do  exercício  e  reduzem  o  pico  de  algumas  enzimas  durante  o 

exercício. Entre as enzimas que têm suas concentrações séricas elevadas, encontra-se a 

fosfatase alcalina, que é responsável por remover o fosfato de várias moléculas e deixá-

lo  disponível  para  o  metabolismo  energético,  aumentando  sua  concentração  sérica 

(Oliveira et al., 2016). 



2. 2. 1. 3. Magnésio 

 

O Magnésio (Mg) é um mineral essencial para o funcionamento normal das reações 



dependentes  da  energia  celular  envolvendo  ATP,  como  a  função  da  bomba  de  sódio, 

glicólise e fosforilação oxidativa, e da síntese de proteínas e ácidos nucléicos (Stewart, 

2011).  Além  disso,  ele  ainda  exerce  função  como  cofator  para   várias  enzimas, 

transmissão neuromuscular e participa da contração muscular (NRC, 2007).  

Na  contração  muscular,  o  magnésio  atua  no  músculo  inibindo  a  liberação  da 

acetilcolina,  o  neurotransmissor  que  dá  início  à  contração  muscular.  Quando  as 

concentrações de Mg muscular está abaixo dos níveis normais, sua função antagônica em 

relação ao cálcio é prejudicada e o cálcio elevado provoca contração excessiva, podendo 

resultar em cãimbra e/ou hipertensão (Amorim & Tirapegui, 2008). 

A ingestão diária deste mineral deve ser de 0,015 g de Mg

2+

/kg de peso corpóreo em 



animais de mantença, sendo aumentado em função do grau de exercício, sendo os valores 


 

 

22 



 

0,019, 0,023, 0,03 e 0,03 g de Mg

2+

/kg de PC para exercício leve, moderado, intenso e 



muito intenso, respectivamente (NRC, 2007). 

As  formas  de  suplementação  inorgânica  de  magnésio  como  o   óxido  de  magnésio 

(MgO), o carbonato de magnésio (MgCO

3

) e o sulfato de magnésio (MgSO



4

), apresentam 

taxa  de  absorção  superior  (70%)   quando  comparada  às  fontes  naturais  (40-60%),  que 

normalmente apresentam de 0,1 a 0,3% de Mg/kg de matéria seca (Harrington & Walsh, 

1980 apud NRC, 2007; NRC, 2007; Stewart, 2011).   

A maior parte da absorção do magnésio, que ocorre geralmente como íon, ocorre no 

intestino delgado, sendo sua maior parte realizada pela via paracelular, por mecanismos 

passivos e ativos, embora haja uma pequena, mas significante, absorção de cerca de 5% 

no céco e no cólon (Vormann, 2003; Stewart, 2011). 

Após absorvido, o magnésio é transportado para os tecidos de onde é retirado quando 

há  diminuição  das  concentrações  séricas  (Vormann,  2003).  Quando  na  presença  de 

hipomagnesemia sérica, seja por carência nutricional ou perda pelo suor, o magnésio pode 

ser suprido pela dieta e/ou reservas corporais, sendo as principais fontes de reserva o trato 

gastrointestinal, ossos e tecidos moles, as quais devem ser reposta via manejo alimentar 

adequado (Weiss et al., 2002). 

Quando  a  concentração  sérica  de  magnésio  encontra-se  elevada,  os  rins  são 

responsáveis  por  excretar  o  excedente  por  meio  de  um  feedback  negativo  que  inibe  a 

reabsorção renal do Mg (Vormann, 2003).  

O magnésio total plasmático é dividido em três frações: a ligada à proteína (em sua 

grande maioria à albumina), a fração como parte de um complexo de pequenos ânions 

(como por exemplo, fosfato, bicarbonato e fosfato), e a fração iônica ou livre (Berlin & 

Aroch,  2009).  A  forma  iônica  (Mg

2+

),  forma  ativa  deste  mineral,  é  o  cátion  mais 



abundante  no  corpo  dos  mamíferos  e  o  segundo  mais  abundante  cátion  intracelular, 

perdendo apenas para o potássio (K

+

) (Stewart, 2011). Segundo este mesmo autor, o corpo 



dos animais domésticos contém 0,05% de Mg/kg, dos quais 60% encontra-se nos ossos, 

38% nos tecidos moles e de 1 a 2% nos flúidos extracelular. 

No plasma dos equinos, 10% do Mg está complexado à ácidos fracos e 30% ligado a 

proteínas, enquanto que os 60% restantes encontram-se na forma ionizada (Mg

2+

), sendo 



esta  última  a  forma  biologicamente  ativa,  exacerbando  a  importância  de  se  analisar 

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