Universidade federal do estado do rio de janeiro



Baixar 21.34 Mb.
Pdf preview
Página19/75
Encontro11.05.2021
Tamanho21.34 Mb.
1   ...   15   16   17   18   19   20   21   22   ...   75
Shanghai Banking Corporation - HSBC), agente de pesquisa (Instituto Brasileiro de Geografia 
e  Estatística  -  IBGE)  e  auxiliar  administrativo  de  diversas  empresas.  Já  fez  trabalhos 
voluntários.  
 
Alini Santos da Silva, também conhecida como Alini Afrolady, moradora de Cantagalo, 
é cantora, compositora e rapper. Já participou e ganhou prêmios em diversos festivais. Teve 
participação em projetos sociais, já atuou como programadora de rádios e ministrando palestras 
em escolas. Tem capacitação em Disc Jokey e locução de rádio. Possui noções em edição de 
vídeo e também como cuidadora de idosos. Participou no CD Fala Tu. É ex-boxeadora amadora 
e instrutora de boxe federada. Também já foi instrutora de dança. 


57 
 
 
 
 
Dety  Silva,  moradora  do  Cantagalo  é  artista  plástica  autodidata,  estilista,  modelista, 
costureira e designer em tecidos. Já trabalhou como educadora ambiental, faz oficina de estória 
em quadrinhos e transfiguração do real. Fundadora do projeto caminhos da arte solidária, atua 
nas Artes Visuais e Design, produção cultural, com a valorização da mulher, ressocialização de 
jovens, animação de idosos, técnica de reciclagem, arte em papel (origami) e bijuteria. Dety já 
fez diversos cursos e também ministrou alguns.  
Sérgio  Eduardo  de  Almeida  é  professor  de  auto-escola  e  foi  Presidente  da  Escola  de 
Samba Alegria da Zona Sul das comunidades Pavão, Pavãozinho e Cantagalo. 
 
Silvia de Arruda Perrone, não mora nas favelas e sim em Ipanema. É produtora cultural 
e guia de turismo com especialização em turismo receptivo em áreas de atrativos naturais. Faz 
visitas há anos em Pavão, Pavãozinho e Cantagalo. 
 
José Lemos, não é morador da comunidade e sim da Barra da Tijuca, é o contador do 
MUF.  Bacharel  em  Ciências  Contábeis,  Economista  e  Advogado.  Atuou  em  diversas 
construtoras como  contador, controller e administrador. Lemos foi apresentado ao MUF por 
Kátia Loureiro, uma das sócias-fundadoras e se encantou com a proposta. Foi convidado então 
para cuidar dos trâmites de legalização da ONG e aceitou, manifestando o desejo de pertencer 
ao quadro de sócios-fundadores.  
 
Estes são os primeiros personagens/narradores desta história: os fundadores do Museu 
de Favela. Com o tempo, muitas mudanças ocorreram, muitos se desvincularam da instituição, 
outros estão até os dias de hoje. Fato é que todos fizeram parte dessa história e se o MUF é o 
que  é  hoje,  isso  se  deve  ao  envolvimento  destas  pessoas.  Se  fossem  outras,  com  certeza  a 
instituição seria diferente. Atualmente, já instituído o museu, Rita de Cássia, uma das diretoras, 
acredita que qualquer grupo que entrasse, já entenderia a proposta do mesmo e complementa: 
“Até aquele visitante que vem e fica durante três horas com a gente andando todo o território, 
quando ele entrar amanhã aqui talvez querendo ser um voluntário, ele já sabe para que que ele 
está aqui e porquê”
27
. Ela ainda afirma: 
 
O Museu de Favela, ele existe, mas o Acme, o talento do Acme veio antes, o talento 
dos artistas do morro, existia antes do museu. O Museu de Favela veio porque existiam 
os  talentos.  Porque  existia  muita  gente  bacana,  porque  existia  uma  história  e  uma 
memória  muito  bonita.  O  Museu  de  Favela  só  existe  porque  existia  uma  história 
anterior a ele. Esses talentos... E a gente quer só dar visibilidade e promover esses 
talentos, promover esses excluídos que para nós são os que fazem a história do mundo. 
Porque só os bonitos, só os considerados que fazem parte da história do mundo, esses, 
todo mundo já conhece. Mas ninguém quer conhecer o outro lado, caramba! Existe o 
                                                           
27
 Entrevista concedida por PINTO, Rita de Cássia Santos. [setembro, 2014]. Entrevistadora: Fernanda Rodrigues. 
Rio de Janeiro, 2014. 1 arquivo.mp3 (1h 48min). 


58 
 
 
 
outro lado e o outro lado tem que ser mostrado e as favelas estão ai para mostrar a 
cara e eu acho que a gente está na moda.
28
 
 
Primeiramente  a  governança  do  MUF  foi  composta  por  Carlos  Ezquivel  como 
presidente e Sidney Tartaruga como vice-presidente. Em 2011, o museu passou a contar com 
um  colegiado  de  diretores:  Rita  de  Cássia  (Diretora  Social),  Antônia  Soares  (Diretora  que 
ficaria à frente da Rede MUF), Sidney Silva (Diretor de Captação de Recursos), Kátia Loureiro 
(Diretora  Administrativo-financeira),  Márcia  Souza  (Diretora  Cultural)  e  Josy  Manhães 
(Diretora de Comunicação) que adentrou posteriormente à instituição. No ano de 2014, com a 
reformulação do museu a partir do PEDIMUF, o mesmo conta apenas com quatro diretores, 
sendo  um  externo  à  comunidade.  O  membro  externo  que  antes  era  representado  por  Kátia 
Loureiro,  agora  é  Mário  Chagas,  museólogo  e  professor  da  UNIRIO.  Os  internos  que 
permanecem como diretores são Antônia, Rita e Sidney. Kátia Loureiro agora é consultora do 
museu, não tendo se desvinculado totalmente da instituição. O atual projeto de governança do 
museu estrutura-se conforme a Figura 3: 
 
 



Compartilhe com seus amigos:
1   ...   15   16   17   18   19   20   21   22   ...   75


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal