Universidade federal de pelotas



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4.7 Mais Bagunça...

Tentando esclarecer o significado de método. Se o virmos como: “estratégia, ou modo de proceder de uma determinada investigação”, podemos dizer que este método, talvez, esteja baseado na falsidade ou ironia. A estratégia vai contra uma observação declarada diante dos alunos sobre suas potencialidades. Resilientemente, vamos contra nós mesmos na tentativa de não estragar a aula nem o desenvolvimento dos alunos. Vejo-nos, professores, como uma espécie de facilitadores das inúmeras “ferramentas” que podemos disponibilizar aos alunos, de modo que cada um as escolha como preferir.

Cansa. Prestar atenção de maneira que não se sintam intimidados, ou coagidos. Desafia. Quando percebemos que eles começam a se desenvolver, ainda preocupados com o que seus pais, colegas ou professores podem vir a pensar sobre eles. É preciso dar licença para as novas mentes que estão chegando. É preciso que se esqueçam das figuras de autoridade e conheçam-se, hora caindo, hora mantendo-se de pé, hora levantando-se. De tempos em tempos,é preciso cortar aquilo que liga uns aos outros. Vezes cercados de referenciais, vezes sozinhos no processo de reavaliação; aprender com sua própria solidão, aprender a se calar.Resistir!

Nas experiências com turmas, em relação ao teatro, é o avesso, pelo menos nas séries trabalhadas, discutir grandes teorias teatrais.Não parece uma boa ideia quando se procura meios que o indivíduo tenha prazer, antes de tudo, em fazer teatro. Além de ser uma economia de tempo. É necessário mandar alguém ler vários livros, comprar outros, para que se descubra que não gosta de subir num palco, decorar textos e interpretar um papel?

Mesmo assim, a inserção de cada um na experiência teatral deve ser forjada de maneira pura e, provavelmente, diferente para cada um. Com o passar do tempo, praticando os variados exercícios, veremos o nascimento ou encontro de cada um com o seu modo de compreender e expressar-se através da arte cênica.

De vez em quando, a teoria pode prejudicar o crescimento do aluno na arte. Defendemos o desenvolvimento gradual do “artista” (tendo consciência que não são todos alunos que, provavelmente, escolherão viver de cultura, de arte), tanto em sua produção, quanto em sua maneira de pensar sobre a obra. Estas duas partes estão sempre em discussão e diálogo. Em um momento há indivíduos que apenas sabem fazer teatro e outros que apenas aprenderam a pensar teatro. Somos partidários desta briga onde cada lado acaba se manchando com o “sangue”, “baba”, “suor” e outros fluídos ou excrementos do outro. Havemos de, nessa imensa porcorificação, observarmos a tentativa de unir a teoria da prática. Apresentamos nesta ordem, pois o cidadão, depois de dominar a teoria, pode voltar a reaprender a esquecê-la ou escondê-la de modo a se colocar em ação. A agir diante dos outros. “Mas aí você me confundiu, tinhas dito que preferiria que as pessoas se jogassem no palco antes de pensar sobre o teatro”. Sim. Simplesmente, não foi informado que há também a teoria da prática. Dificílimo de desenvolvê-la, mas muito desejada de ser encontrada. É quando encontramos uma pessoa que, trabalhando com metáforas, com um falar simples, consegue fazer-nos entender as coisas, de maneira natural, e, que às vezes, pode não ser encontrada como uma lição assim em nenhum livro pedagógico ou científico existente. Tentemos lembrar do que descobrimos hoje! Teoria! Prática! Teoria da prática! Já a prática da teoria, hoje, não acreditamos nela, pois temos que entrar em cena sem nada esperar, a prática da teoria talvez só exista quando, depois de compreendida, nos desfazemos dela antes de entrar em cena! Discutir sobre a prática da teoria poderá se tornar grande bagunça, porém a busca desta é caracterizada por pequenas “leis” que, quando ouvidas, criam o desenvolvimento de um trabalho de cena que não pode ser concebido antes mesmo de entrar em cena. Seguimos apenas normas, cada vez mais difíceis de serem requestionadas.






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