Universidade federal de pelotas



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4.3 Onde tudo começou

Como no texto anterior, este texto é uma construção com o colega Carlos Prado, extraído de Relatório de Estágio Supervisionado II Ensino médio.

Realizamos a prática da disciplina de Estágio II no Colégio Municipal Pelotense, localizado à Rua Marcílio Dias, 1523. A escola, no nosso ponto de vista, parecia ser muito grande, ao contrário de suas turmas, que aparentemente pareciam meio vazias. Um grande prédio, com boa estrutura, a escola conta com dois auditórios e sala de dança, espaços que facilitaram nossas aulas e que são relativamente bons para práticas, se comparados a outras realidades. A turma que trabalhamos foi a 31A, um grupo de mulheres do ensino técnico do magistério. Começamos com 11 alunas e, com as desistências no decorrer do curso, terminamos com 9. A média de idade não corresponde a adolescentes do ensino médio, como esperávamos. Nessa turma haviam muitas senhoras, mães de família, diríamos que a média de suas idades dariam algo entre 25 e 30 anos. Trabalhávamos com elas na disciplina da professora Ana Lacau, que também supervisionou nossas aulas. A matéria dela era Artes. Tínhamos a sala de aula para nosso uso e também uma sala de dança, com barras e espelho. Nos primeiros dias tentamos utilizar também a sala de artes, mas não conseguimos e isso fez com que nossas aulas ficassem mais concentradas na sala de dança para exercícios práticos e na sala de aula para nossas intervenções teóricas. A escola foi bastante cuidadosa com nosso processo. Chegamos durante um período de troca de horários dos professores. Estavam todos se organizando e, atendendo a um pedido nosso, o diretor do turno organizou os horários letivos de uma maneira que as aulas de artes fossem juntas, pois entendeu que o tempo estendido facilitaria o rendimento das nossas aulas, visto que cada hora aula no colégio tem 35 minutos.

Ana Lacau, sempre muito atenciosa. O diretor do turno, muito feliz com a chance de haverem aulas de teatro na escola. Graciane, a coordenadora pedagógica, sempre atenciosa também e pronta para sanar as nossas dúvidas. Até mesmo os porteiros sempre nos receberam muito bem. A turma pela qual ficamos responsáveis era muito educada e prestativa, apesar de se distrair com bastante facilidade nas aulas por nós ministradas. Adoraram as aulas que demos a elas. Ao planejar a prática que desenvolveríamos não nos demos conta de que o tempo das aulas, 35 minutos cada uma, talvez fosse pouco para a realização de tudo. Com grandes ambições de trabalhos teatrais, em especial nos conteúdos de contação de histórias e pré-expressividade, demoramos a enxergar que boa parte do tempo seria dedicado à integração da turma e a busca de um conhecimento que as mesmas não tinham. Mais ou menos na metade dos encontros, enfrentamos uma crise enquanto dupla, que era a de abrir mão daquilo que planejamos para dar espaço àquilo que seria viável realizar. Foi preciso bastante paciência, tanto nossa quanto das alunas, para encontrar um caminho, ao qual nós, enquanto estagiários, e elas, enquanto alunas, pudessem caminhar juntos e estabilizar nossas práticas.






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