Universidade federal da bahia faculdade de medicina da bahia



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Aspectos metodológicos 

 

 

Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, realizado no período 

de setembro a dezembro de 2009, em Salvador, com dez baianas de acarajé 

que trabalham em vários pontos da cidade. A inserção nesta comunidade se 

deu a partir da escolha dessas trabalhadoras que mais se destacam nas 

vendas do acarajé, conforme informação da ABAM (Associação de Baianas do 

Acarajé, Mingaus e similares). Esta instituição indicou as baianas que poderiam 

ser entrevistadas, levando em consideração os bairros que trabalham, locais 

turísticos ou que apresentam uma característica histórica na construção da 

profissão como os bairros de Liberdade, Rio Vermelho e Comércio, onde 

surgiram as primeiras baianas de acarajé.  

Por se tratar de uma cidade histórica, turística e com a forte presença 

cultural, em toda a cidade há o contato com uma baiana de acarajé. Este fato 

facilitou os instrumentos metodológicos utilizados como a observação 

participante e os registros em diário de campo, ainda que o foco mais 

importante se deu em dez pontos da cidade, nos seguintes bairros: Barris, 




 

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Canela, Itapuã, Barra, Praça da Sé, Pelourinho, Campo-Grande, Federação, 



Rio Vermelho e Liberdade. 

Nesse sentido, foram realizadas entrevistas com estas baianas cujos 

encontros foram marcados diretamente com elas. As entrevistas foram feitas 

no próprio local de trabalho, com o uso do gravador, seguindo um roteiro semi-

estruturado de questões que abrangeram três blocos relacionais: o cotidiano do 

trabalho; a obesidade e as práticas alimentares. As entrevistadas participaram 

de modo voluntário, assinando o termo de consentimento livre e esclarecido. 

Os critérios para eleição dos sujeitos deste estudo foram: ser mulher; ser 



baiana de acarajé; e trabalhar ao menos cinco dias na semana. 

As entrevistas foram transcritas e analisadas identificando termos 

analíticos como palavras e sentenças significantes, as quais foram agrupadas 

em categorias que revelaram similitudes e diversidades do tema estudado. 

Para a categorização foi construído um quadro analítico com fragmentos das 

falas e comentários conjugados (MINAYO, 2006). A partir deste momento 

realizou-se a escrita do texto. 

Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola 

de Nutrição da UFBA em 18 de setembro de 2009 (parecer de número 20/09) e 

financiado pelo CNPq (edital n°57/2008). 

 



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