Universidade de são paulo instituto de arquitetura e urbanismo de são carlos


Patrimônio Cultural: Diálogos entre arte e educação



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Patrimônio Cultural: Diálogos entre arte e educação. Mesa Redonda. Online. Disponível em: << http://educacaopatrimonial.files.wordpress.com/2010/08/patrimonio-cultural-dialogos-entre-a-arte-e-a-educacao.pdf>>.
“Entendemos a cultura em seu sentido antropológico. Por ser fenômeno social, a cultura se dá como obra coletiva e está relacionada a muitas ideias como identidade, memória, tradição, educação e patrimônio. Significa que a cultura é coletiva, pública, dinâmica e nunca completamente homogênea, ou seja, nossa socialização cultural é sempre parcial. Essa relativa incompletude da cultura é o que nos permite criar e recriar novos objetos, novas práticas, novas representações, enfim, novos significados. Mas, quando passamos a escolher, a definir, a eleger certos objetos, práticas e expressões como símbolos de uma cultura, percorremos o caminho do terreno político do patrimônio.” (p.1)
“Data da década de 1980, entretanto, a formulação, no Brasil da expressão Educação Patrimonial, a partir de experiências trazidas da Inglaterra e aplicadas aqui, no uso dos museus e dos monumentos históricos com fins educacionais.” (p.4)
“Para Paulo Freire, educador que fez escola, o conceito antropológico de cultura (que evita hierarquizar populações e valoriza a diferença e o “ponto de vista nativo”) deve estar presente em todas as ações educativas. Para essa perspectiva, ao se discutir sobre o mundo da cultura e seus elementos, os indivíduos vão desnudando sua realidade e se descobrindo nela. Inúmeras ações educativas com esse caráter surgiram no país, já na década de 70.” (p.4)
“É fundamental, assim, conceber a Educação Patrimonial em sua dimensão política, a partir da concepção de que tanto a memória como o esquecimento são produtos sociais.”(p.4)

“Assim, hoje, para o Iphan, a educação patrimonial se constitui de todos os processos educativos formais e não-formais que têm como foco o patrimônio cultural apropriado socialmente como recurso para a compreensão sócio-histórica das referências culturais em todas as suas manifestações com o objetivo de colaborar para o seu reconhecimento, valorização e preservação.” (p.5)


“Nesse sentido, as ações desenvolvidas nas Casas do Patrimônio serão estruturantes para tal propósito. Pretende-se que elas atuem na formação de agentes multiplicadores que possam contribuir para a formulação de conceitos sócio-culturais, éticos e estéticos, bem como sobre a importância de sua preservação como garantia do direito à memória individual e coletiva.” (p.8)
“Mas, se estamos refletindo a partir de memórias, qual o significado desse patrimônio cultural no presente? Em que a preservação de casas históricas que resgatam um passado heróico do bandeirante paulista, por exemplo, passado esse questionável em vários aspectos, se relaciona com a história do visitante hoje, do século XXI que, muitas vezes não se reconhece na figura do paulista colonial?” (p.9)
“A partir do momento que descobrimos e nos relacionamos com nossas histórias, coletivas ou individuais, começamos a compreender sobre a importância de se preservar esse tipo de construção, fruto de memórias e tempos passados. Assim, a casa passa a ser um mecanismo de identificação, uma maneira de se relacionar e reconhecer a nossa história, permitindo pensar em outras memórias e caminhos para o futuro.” (p.12)


1 A engine gráfica ou motor gráfico do jogo é uma biblioteca, um pacote de funcionalidades que são disponibilizadas para facilitar o desenvolvimento de um jogo e impedir que sua criação tenha que ser feita do zero. É normalmente utilizada na modelagem de imagens 2D e 3D, além de trazer animações e sons padronizados. Além de garantir um bom visual, ela é responsável por diversos itens da jogabilidade que são pouco percebidos pelos jogadores, como o sistema de colisão entre personagem e objetos e a inteligência artificial de inimigos ou parceiros, essenciais na composição de um game complexo como RPGs.




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