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Atividade biológica

 

N° 3 



– Maio 2001

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

Figura 5: Reconhecimento molecular do flurbiprofeno (9) pelo resíduo Arg

120

 do sítio 



ativo da PGHS, via interação iônica (Lages et al., 1998).

 

 



 

 

 



 

 

 



 

36

 

Interações hidrofóbicas

 

 

Como  as  forças  de  dispersão,  as 



interações  hidrofóbicas  são  individual-

mente fracas (~1 kcal.mol

-1

), e ocor-rem 



em  função da interação  em ca-deias ou 

sub-unidades  apolares.  Nor-malmente, 

as 

cadeias 


ou 

sub-unidades 

hidrofóbicas  presentes  tanto  no  sítio 

receptor  como  no  ligante  encontram-se 

organizadamente 

solvatadas 

por 

camadas  de  moléculas  de  água.  A 



aproximação  das  superfícies  hidrofó-

bicas  promove  o  colapso  da  estrutura 

organizada  da  água,  permitindo  a  inte-

ração ligante-receptor à custa do ga-nho 

entrópico  associado  à  desorgani-zação 

do sistema (Foye et al., 1995, Gringauz, 

1997,  Taylor  e  Kennewell,  1981,  Wolff, 

1995).  Em  vista  do  grande  número  de 

sub-unidades hidrofóbicas presentes em 

peptídeos  e  fármacos,  esta  interação 

pode ser considerada importante para o 

reconhecimento  da  micromolécula  pela 

biomacromolé-cula,  como  exemplificado 

na  Figura  10  para  a  interação  do  fator 

de ativação

 

 



 

 

Figura 6: Interações íon-dipolo e o reconhecimento fármaco-receptor.



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



Figura 7: Reconhecimento molecular da PGH

2

 (10) pelo resíduo Fe-Heme do sítio 



ativo da tromboxana Sintase, via interação iôn-dipolo.

 

 



pos  apolares  adjacentes,  que  não 

apresentam momento de dipolo per-

manente 

(Foye 


et 

al.

1995, 


Gringauz, 1997, Taylor e Kennewell, 

1981,  Wolff,  1995).  Normalmente, 

estas  interações  de  fraca  energia 

(0,5-1,0  kcal.mol

-1

),  ocorrem  em 



função  da  polarização  transiente  de 

ligações carbono-hidro-gênio (Figura 

8) ou carbono-carbono (Figura 9).

 

 



Apesar  de  traduzirem  fracas  ener-

gias de interação, as forças de disper-

são  são  de  extrema  importância  para 

o  processo  de  reconhecimento  mole-

cular  do  fármaco  pelo  sítio  receptor, 

uma vez que normalmente se caracte-

rizam  por  interações  múltiplas  que, 

somadas, 

acarretam 

contribuições 

energéticas significativas.

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



Figura  8:  Interações  íon-dipolo  pela 

polari-zação  transiente  de  ligações 

carbono-hidrogênio.

 

 



Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola

 




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