Universidade de brasília



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  chave original e permitem seu acesso  

 

  fechadura  e  a  abertura  da  porta,  cor-



responderia  a  um  agonista  modificado 

da  biomacromolécula,  sintético  ou  de 

origem  natural,  capaz  de  reconhecer 

complementarmente  o  sítio  receptor  e 

desencadear  uma  resposta  biológica 

qualitativamente  idêntica  àquela  do 

agonista natural; e c) a chave falsa, que 

apresenta  propriedades  estruturais  mí-

nimas  que  permitem  seu  acesso  à  fe-

chadura,  sem  ser  capaz  entretanto  de 

permitir  a  abertura  da  porta,  correspon-

deria  ao  antagonista,  sintético  ou  de 

origem natural, capaz de ligar-se ao sítio 

receptor  sem  promover  a  resposta 

biológica e bloqueia a ação do agonis-ta 

endógeno e/ou modificado, ocasio-  

 

nando  uma  resposta  qualitativamente 



inversa àquela do agonista.

 

 



Nos 

três 


casos 

podemos 


distinguir  duas  etapas  relevantes  na 

interação  da  micromolécula  ligante 

com 



bioma-cromolécula 



que 

contém a subunidade receptora:

 

 

a) interação  ligante-receptor  pro-



priamente  dita:  expressa  quantita-

tivamente  pelo  termo  afinidade

traduz 

capacidade 



da 

micromolécula  se  complexar  com  o 

sítio complementar de interação;  

 

b) produção  da  resposta  biológica: 



expressa quantitativamente pelo termo 

atividade  intrínseca,  traduz  a  capaci-

dade do complexo ligante-receptor de-

sencadear  uma  determinada  resposta 

biológica (Wermuth, 1996).  

A  Tabela  1  ilustra  estas  conside-

rações  com  o  exemplo  das  substân-

cias (6-8) que atuam como ligantes de 

receptores  benzodiazepínicos,  onde  o 

fármaco  diazepam  (5)  atua  com  pro-

priedades agonistas, responsáveis pe-

lo  efeito  sedante  e  anticonvulsivante 

desta  classe  terapêutica.  Vale  a  pena 

destacar que as substâncias (6-8) são 

ligantes  com  afinidade  distintas,  uma 

vez  que  são  reconhecidas  diferencia-

damente  pelos  sítios  localizados  no 

receptor.  Neste  caso,  o  composto  pir-

rolobenzodiazepínico (8) é aquele que 

apresenta  maior  afinidade  pelo  recep-

tor benzodiazepínico, seguido do deri-

vado  imidazolobenzodiazepínico  (7)  e 

por fim o derivado (6). Uma maior afi-

nidade  não  traduz  a  capacidade  do 

ligante produzir uma determinada res-

posta  biológica,  como  podemos  evi-

denciar pela análise comparativa dos  

 

derivados  (7)  e  (6),  que  apresentam 



atividades 

intrínsecas 

distintas 

de 


antagonista  e  agonista,  respectivamen-

te. Considerando-se a ação terapêu-tica 

desta 

classe, 


predominantemente 

devida  à  ação  agonista  sob  receptores 

benzodiazepínicos,  podemos  concluir 

que  o  derivado  (6)  é,  apesar  de 

apresentar  uma  menor  afinidade  por 

este  receptor,  um  melhor  candidato  à 

fármaco que o derivado (7).

 

 






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