Universidade de brasília


A síntese do composto SK&F 8600029



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A síntese do composto SK&F 8600029

 

 

A  Figura  2  descreve  a  rota  sintética 



do  composto  SK&F  8600029,  desco-

berto  no  laboratório  Smith  Klyne  & 

French  (SK&F),  em  1987.  O  composto 

(9),  é  um  heterociclo  da  classe  das  imi-

dazolotiazolidinas,  que  demonstrou  um 

interessante  perfil  inibitório  das  enzi-

mas  ciclooxigenase  e  5-lipoxigenase, 

sendo útil para o tratamento da asma.

 

 

Essa  rota  sintética,  partiu  da  ma-



téria-prima  4-formilpiridina  (2),  envol-

vendo  uma  reação  de  condensação 

para  se  obter  a  nitrila  (3),  sob  forma 

de  cristal.  Por  ser  uma  substância 

crista-lina,  esta  nitrila  (3)  permite  o 

emprego  de  métodos  de  cristalização 

de  baixo  custo  em  sua  purificação, 

condição  ideal  no  desenho  da  rota 

sintética de fármacos.

 

 



A  etapa  subseqüente  da  rota  sinté-

tica planejada nos laboratórios da SK&F 

não  se  mostrou  reprodutível  com  o 

aumento  da  escala,  resultando  em  uma 

mistura  das  benzoínas  (4)  e  (5), 

instáveis  e  de  difícil  separação.  Entre-

tanto,  na  busca  de  métodos  de  sepa-

ração,  esta  mistura  de  benzoínas 

quando  tratada  em  meio  básico,  per-

mitiu  a  formação  da  benzoína  (6),  iso-

mérica,  como  único  produto,  represen-

tando um método de “purificação”,

 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



Figura  2:  Escala  de  bancada  de  SK&F 

860029


 

 

visto  que  um  único  produto  foi  obtido. 



Esta benzoína, (6), após ser tratada com 

tiouréia,  convergiu  no  interme-diário  (7). 

Na  última  etapa,  o  inter-mediário  (7)  foi 

tratado 


com 

1,2-dibromoetano, 

em 

dimetilformamida 



(DMF), 

gerando 


novamente uma mistura de isômeros (8) 

e (9). A sepa-ração dessa mistura exigiu 

o emprego de técnicas cromatrográficas, 

bastante 

dispendiosas 

para 


serem 

adaptadas  a  escalas  maiores.  Por  esta 

rota  sintética  (Figura  2),  obteve-se  (9) 

em  quanti-dades  suficientes  para  a 

realização  dos  ensaios  farmacológicos 

preliminares.  Contudo,  para  se  dar 

seqüência  aos  ensaios  toxicológicos  e 

para  viabilizar  a  síntese  em  escalas 

maiores,  foi  desenvolvida  a  segunda 

rota sintética,

 

 

descrita na Figura 3. 



Essa rota utilizou 

como matéria-prima o 

composto flúor-

benzeno (10) que 

após uma reação 

Friedel Crafts foi con-

vertido no produto 

(11). O intermediário 

(11) foi, por sua vez, 

submetido à reação

 

 

de  alquilação,  levando  à  obtenção  do 



composto  (12).  A  reação  de  subs-

tituição  eletrofílica  do  intermediário  (12) 

permitiu  a  obtenção  do  intermediário 

(13) que foi oxidado a (9), na última

 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



etapa  do  processo.  Esta  segunda 

rota  permitiu  a  obtenção  de  (9)  em 

escalas  de  1  kg, suficientes  para  os 

ensaios toxicológicos iniciais.

 

 




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