Universidade Católica de Moçambique Instituto de Educação à Distancia a revista Claridade


Fundadores e Colaboradores da Claridade



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Fundadores e Colaboradores da Claridade


Para além dos seus fundadores, convém mencionar duas outras personalidades que participaram na Claridade; o pintor e crítico Jaime de Figueiredo e o escritor João Lopes deram o seu importante contributo desde a fase inicial. Adicionalmente, colaboraram outros escritores ao longo da existência da Claridade, dando um valioso contributo bilingue não só para o desenvolvimento do projecto como também para o enriquecimento da literatura moderna cabo-verdiana, em geral, (Laban, 1992).
Foram eles, Pedro Corsino de Azevedo e José Osório de Oliveira, nos primeiros números; Henrique Teixeira de Sousa, Félix Monteiro, Nuno Miranda, Abílio Duarte, Arnaldo França, Luís Romano de Madeira Melo, Tomás Martins, Virgílio Pires, Onésimo Silveira, Francisco Xavier da Cruz, Corsino Fortes, Artur Augusto, Sérgio Frusoni e Virgílio de Melo, entre outros, nos restantes números publicados.

  1. Conclusão


Após o desenvolvimento do tema conclui-se que a Claridade pode ser entendida como um marco na literatura cabo-verdiana, na medida em que este movimento deu um grande passo para a viragem total na temática da literatura produzida em Cabo Verde, devido ao seu carácter grupal e de assumida cabo-verdianidade. Lançada em Março de 1936, na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente, sob a vontade de três homens, Claridade desempenhou um papel essencial não só para o surgimento da literatura “propriamente dita de Cabo Verde”, mas também para a sua formação e definição em relação às outras culturas, como por exemplo a europeia.
O seu surgimento só deve causar admiração e orgulho no homem cabo-verdiano, na medida em que, literariamente, e não só, foi o início da afirmação do povo desse arquipélago, dentro do conjunto das culturas europeias-africanas. Como testemunha Manuel Ferreira, “ninguém contesta que anteriormente à Claridade o discurso literário cabo-verdiano era quase exclusivamente subsidiário do discurso português. Deste modo, para se entrar na essência da literatura cabo-verdiana, foram necessários séculos de procura estética, durante os quais se sucederam nomes e talentos afastados das realidades regionais.
Assim, na sequência da pesquisa bibliográfica, constatou-se que, no campo literário, em Cabo Verde a morte do discurso metropolitano se dá com o nascimento da Claridade. Ao passarem da intuição à consciência reflectida, os claridosos centralizaram-se nas coisas simples do homem das ilhas, no seu modo de estar, pensar, sentir, resistir, sobreviver, entre outras. Diante disso, pode-se dizer que Claridade constitui o divisor de águas entre a produção de um discurso literário quase exclusivamente preso ao discurso literário português, e uma outra bastante atenta à busca das raízes insulares, capaz de exprimir uma poética renovada, tendo como base os valores e motivações próprios da terra cabo-verdiana. Este momento de tocar a essência da “cabo-verdianidade” foi sem dúvida o momento mais alto e decisivo na história da literatura nacional.


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