Universidade Católica de Moçambique Instituto de Educação à Distancia a revista Claridade


Os nove (9) Números da Revista Claridade



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Os nove (9) Números da Revista Claridade


Como anteriormente foi referido, com o objectivo de relatar uma identidade e os males que afectavam a realidade social do arquipélago, em vez da publicação de um jornal, que inicialmente era a aspiração do grupo, surge no cenário literário cabo-verdiano a revista Claridade.
Quanto às publicações, de 1936 à 1966, saíram, no total, nove (9) números desta revista. E devido ao interregno que se estabeleceu entre essas publicações, surgem dois momentos ou fases distintas da Claridade, (Venâncio, 1992).
Na primeira fase, de Março de 1936 a Março de 1937, foram publicados três (3) números, com um intervalo de cinco a seis meses. O 1º (Março de 1936) e 2º (Agosto de 1936) foram dirigidos por Manuel Lopes e o 3º número (Março de 1937) por João Lopes. O núcleo de redactores nesta primeira fase é muito pequeno e pode-se dizer que estes três números devem-se ao trabalho exclusivo dos seus respectivos fundadores, anteriormente citados, e João Lopes, (Venâncio, 1992).
Em seguida, devido às dificuldades económicas que o grupo enfrentou, pois eram eles próprios a custear as despesas inerentes à revista, e à dispersão dos elementos pelas várias ilhas do arquipélago, a publicação dos números foi suspensa durante dez anos. E, durante esse hiato, constatamos que numa carta de Jorge Barbosa dirigida a Manuel Lopes, o grupo tinha tentado elaborar outra revista, acontecia com Claridade, na parte de apresentação. Período de publicação bimensal ou trimensal, (Venâncio, 1992).
Nesta fase, verifica-se que a revista surge com uma periodicidade muito irregular. Contudo, “os valores da Claridade não se deterioraram, antes pelo contrário, ganharam uma nova perspectiva, uma modernidade de homens que souberam evoluir com a marcha do tempo e com as novas achegas da literatura”
O primeiro número apresentou três textos poéticos da tradição oral em língua crioula - "lantuna & 2 motivos de finaçom (batuques da Ilha de Santiago) ". O segundo contou com a morna "Vénus" do são vicentino Francisco Xavier da Cruz, mais conhecido por B.Léza; para além de outros aspectos culturais e literários também em português, (Lopes, 1956).
Os restantes números, sempre privilegiando a língua cabo-verdiana, destacaram o folclore poético da Ilha de Santiago - a "finaçom" e o "batucu" - e as cantigas de Ana Procópio, da Ilha do Fogo, ou o folclore novelístico da Ilha de São Nicolau e da Ilha de Santo Antão. Foram também divulgados estudos etnográficos sobre a "Tabanca", da Ilha de Santiago e as "Bandeiras" da Ilha do Fogo, para além de estudos sociológicos sobre a estrutura social do Fogo e as especificidades da população das outras ilhas, (Lopes, 1956).

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