Universidade católica de moçambique centro de Ensino à Distância Manual do Curso de Licenciatura em Ensino da Língua Portuguesa Literaturas Africanas em Língua Portuguesa I código: P0208 Módulo único 22 Unidades



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Literatura Africana Em Língua Portuguesa I
 
Centro de Ensino à Distância 96 
recordações de brincadeiras da juventude e as vicissitudes sociais 
e políticas da sociedade guineense. 
Constata-se que a literatura contemporânea bissau-guineense, nas 
suas diversas formas, tem uma constante : pela pluma dos seus 
escritores, ela retrata as desilusões, os medos e as aspirações da 
população perante a situação política, social e económica que 
prevalece no país 
Exercícios 
1. Fale da simbologia da antologia eco do Pranto; 
2. Resuma o contributo da eco do pranto para a poesia dos 
anos 90 


 
Centro de Ensino à Distância 97 
Unidade 23.
 A Nova poesia Guineense: Hélder Proença
 
Introdução
 
De entre os poetas revelados nas primeiras antologias referidas, 
poucos prosseguiram o ofício, com poesia dispersa. Hélder 
Proença é um deles, publicando, em 1982, Não posso adiar a 
palavra, revelando-se, então com 26 anos, um poeta 
«amadurecido» pelo tempo e pela visão desapaixonada do 
momento. 
 
Ao completar esta unidade / lição, você será capaz de: 
 Relacionar a ideologia da antologia com a temática 
presente na poesia de Hélder Proença. 
Escritor da Guiné–Bissau, envolveu–se, nos anos 70, no 
movimento independentista do seu país, abandonando os estudos 
liceais e partindo para a guerrilha em 1973. Após o 25 de Abril, 
regressou a Bissau, prosseguindo os seus estudos. 
Foi responsável-adjunto pelo sector de educação na região de 
Bolama e professor de história. Frequentou, em 1979 e 1980, um 
curso de Planificação Regional no Rio de Janeiro. De regresso à 
Guiné, trabalhou como quadro no ministério da cultura, sendo 
ainda deputado na Assembleia Nacional Popular e membro do 
Comité Central do PAIGC. 
Tem colaboração nas publicações Raízes (cabo-verdiana), África 
(portuguesa), Libertação e O Militante, estas duas ligadas ao 
PAIGC. 
Hélder Proença começou por se dedicar à literatura era ainda 
adolescente, escrevendo poemas anticolonialistas, de afirmação da 
identidade nacional, que acompanharam a sua actividade política. 
Os textos desta fase foram reunidos no volume Não Posso Adiar a 
Palavra, editado apenas em 1982. Este carácter panfletário foi-se 
atenuando progressivamente, embora o autor nunca tenha 
descurado uma vertente de intervenção política e social. 
Considerado uma das grandes figuras da nova literatura guineense, 
escrevendo tanto em português como em crioulo, foi o co-
organizador e prefaciador da primeira antologia poética do seu 
país Mantenhas Para Quem Luta! (1977). Alguma da sua produção 
continua inédita. 



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