Universidade católica de moçambique centro de Ensino à Distância Manual do Curso de Licenciatura em Ensino da Língua Portuguesa Literaturas Africanas em Língua Portuguesa I código: P0208 Módulo único 22 Unidades



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Literatura Africana Em Língua Portuguesa I
 
Centro de Ensino à Distância 86 
livro de poemas intitulado “A luta é a minha primavera”, obra que reúne 23 
anos de criação poética entre 1951 e 1974.
.
Sumário 
A geração jovem de escritores veio decididamente marcar a 
literatura guineense. O significado das antologias publicadas por 
esta geração ultrapassa o âmbito da qualidade literária, adquirindo 
um valor sócio-ideológico e um importante papel histórico no 
quadro da afirmação sociológica de um sistema literário nacional. 
Exercícios 
“A literatura guineense é vista como uma literatura escassa e de 
surgimeto tardio, mas não se pode, de nenhum modo, considerar a 
Guiné como espaço de literatura «inexistente». 
O que se possa dizer é que a Guiné conheceu um aparecimento 
tardio de uma literatura feita por guineenses, por várias razões de 
ordem histórica e sócio-cultural. Comente. 


 
Centro de Ensino à Distância 87 
Unidade 20. Guiné-Bissau: A Literatura Colonial e Literatura Nacional 
Introdução
 
O que pretendemos, nesta unidade, é proceder a uma tentativa de 
análise histórico-cultural da Literatura Colonial Guineense, a sua 
evolução diacrónica e sociológica, que desembocou nesta 
cumplicidade cultural híbrida de que hoje se fala. 
Ao completar esta unidade / lição, você será capaz de: 
Objectivos 
 Conhecer a produção colonial guineense e, mais especificamente, 
bolamense 
Quando, em 1979, Vasco Cabral publica, em Lisboa, dez poemas com datas 
compreendidas entre 1955 e 1974, revelando-se como poeta, havia 
considerado a Guiné literária como espaço vazio. 
Russel Hamilton considera que “dizer que os poemas de Vasco Cabral 
constituem as verdadeiras origens da poesia guineense talvez seja um 
precipitado. E dizer que estas origens se aproximam das de Angola e 
Moçambique é dar a impressão de que um caso isolado pode constituir, 
respectivamente, o início de uma literatura. De facto, a existência de um 
sistema literário pressupõe uma tradição. Vasco Cabral tem, efectivamente um 
lugar especial na literatura guineense. Mas como pioneiro não nos parece, pois 
mesmo antes dele, Amílcar Cabral publicara. Amílcar Cabral, cabo-verdiano e 
guineense e que mais recentemente foi incluída na Antologia poética da 
Guine- Bissau (1990), com prefácio de Manuel Ferreira. 
Considerando que o aspectro de uma literatura não é monocolor, não se 
esgotando, numa opção estética, e sem subestimar o papel demiúrgico de um 
sistema nacional da poesia de Amílcar Cabral, António Baticã Ferreira, Vasco 
Cabral, Hélder Proença e as Vozes das antologias, é preciso recuar às 
primeiras manifestações literárias na Guiné-Bissau. E elas datam de década de 
30 e com uma pujança singular – é a literatura colonial, única manifestação 
sistemática com uma convergência temática no âmbito literário no período 
colonial, produzida por metropolitanos cabo-verdianos. 
Mas, entre os escritores coloniais guineenses, destacam-se Fernanda de Castro 
e Fausto Duarte. Fernanda de Castro é autora de uma obra, de que fazem parte 
dois livros juvenis, Mariazinha em África (1925) e Aventuras de Mariazinha 
em África (1929), além do romance, O veneno do sol (1928), em um longo 
poema, já emblemático da colonialidade literária, África raiz (1966). Fernanda 
de Castro pode considerar-se, então, pioneira de uma escrita de temática 
guineense. 



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