Universidade católica de moçambique centro de Ensino à Distância Manual do Curso de Licenciatura em Ensino da Língua Portuguesa Literaturas Africanas em Língua Portuguesa I código: P0208 Módulo único 22 Unidades



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Literatura Africana Em Língua Portuguesa I
Sumário 


 
Centro de Ensino à Distância 83 
É a partir do ano de 1963 que a literatura guineense ganha 
significado com a publicação de poemas e contistas africanos, de 
João Alves das Neves, Vasco Cabral e António Baticã Ferreira
que, em 1972, publica Poesia e Ficção. 
Exercícios 
1. “A literatura nacional surge num primeiro momento, como 
uma reacção contra a literatura colonial, isto é, aquela que 
não reconhece as diferenças étnicas mas almeja por um 
espaço onde se fundem diferentes culturas e civilizações”. 
Comente. 
2. A poesia de Baticã Ferreira, em certa medida, foi de cariz 
telúrica. Argumente. 
3. Explique a linha temática de produção literária apresentada 
por Vasco Cabral nesta fase. 
 


 
Centro de Ensino à Distância 84 
Unidade 19. Origens e Constituição da Literatura Guineesse 
Introdução
 
Destacamos nesta unidade o aparecimento e contributo da geração 
jovem na literatura. 
Ao completar esta unidade / lição, você será capaz de: 
Objectivos 
 Problematizar as origens e a constituição da literatura 
guineense 
Dentre as antigas colónias portuguesas, a Guiné-Bissau é o país onde mais 
tardiamente a literatura se desenvolveu devido ao atraso do aparecimento de 
condições socio-culturais propícias ao surgimento de vocações literárias. Esse 
atraso deveu-se sobretudo ao facto da Guiné ser uma colónia de exploração e 
não de povoamento, tendo estado por um longo período sob a tutela do governo 
geral da colónia de Cabo Verde. 
São vários os elementos que explicam essa situação, dos quais cito alguns. 
Primeiramente, uma política educativa colonial restritiva e tardia. Com efeito, o 
primeiro estabelecimento de ensino secundário só foi aberto em 1958, enquanto 
que, por exemplo, em Cabo Verde o primeiro liceu foi inaugurado na Praia em 
1860. 
O acesso ao ensino era bastante restrito, estando dele excluída a maioria da 
população (99,7% em 1961) abrangida pelo Estatuto do Indigenato. A imprensa 
também chegou tardiamente à colónia, em 1879, enquanto que nas demais 
colónias ela foi instalada entre 1842 e 1857. Os Boletins Oficiais, que possuíam 
secções reservadas a colaborações literárias, só apareceram em 1880, na medida 
em que entre 1843 (data em que apareceram os boletins nas outras colónias) e 
1879 havia um boletim comum à Guiné e Cabo Verde, editado na Praia. A 
primeira editora pública, a Editora Nimbo, só aprareceu depois da 
independência em 1987, tendo tido uma duração efémera, fechando alguns anos 
depois. 
A estas causas remotas, associam-se outras mais recentes que têm a ver com o 
pouco (ou quase nenhum ) apoio que as autoridades do país têm prestado à 
promoção da cultura nacional em geral e à literatura em particular. A 
inexistência de bibliotecas, de uma casa de edições, a falta de dinamismo da 
própria União Nacional de Artistas e Escritores são alguns dos factores que têm 
travado o desenvolvimento do movimento literário nacional. Abdulai Silá, o 
primeiro romancista contemporâneo do país, teve que fundar a sua própria casa 
de edições em 1994... 
Poderemos distinguir quatro fases na literatura da Guiné em função do seu 
conteúdo: uma primeira fase anterior a 1945, uma segunda entre 1945 e 1970, 
uma outra entre 1970 e o fim dos anos 1980 e finalmente a fase iniciada na 



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