Universidade católica de moçambique centro de Ensino à Distância Manual do Curso de Licenciatura em Ensino da Língua Portuguesa Literaturas Africanas em Língua Portuguesa I código: P0208 Módulo único 22 Unidades



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Literatura Africana Em Língua Portuguesa I
 
Centro de Ensino à Distância 81 
natureza, na descrição «naturalista» de feição crónico-me-morialista, na 
expressão exótica e mágica do espaço, visto como uma variante da reguilo 
portuguesa, em que o espaço cultural é pinturescornente preenchido com 
motivos africanos, na exemplaridade sócio-económica da roça para mostrar o 
esforço épico do agente colonizador. Não admira que um dos tópicos da dessa 
literatura seja a naturalização tanto do sistema colonial como da relação 
miscigenante como demonstração da humanidade do processo colonizador. 
Hoje em São-Tomé e Príncipe a ficção narrativa é (ainda) uma rudimentar 
prática de realização intermitente, tal como a prática poética que se anunciara 
auspiciosa logo após a independência pelo menos em termos quantitativos. 
Existem experiências interessantes, embora incipientes, contos, novelas e até 
romances, apresentados a concurso (designadamente Pré mio CPLP/1998 e 
Prémio PALOP/1998) e outros. 
Sumário 
O Suicídio Cultural é a epopeia trágica de uma comunidade 
africana 
condenada, 
paradoxalmente, 
ao 
desaparecimento 
biológico, em virtude do vínculo cultural rebelde à sua história, o 
que constituía um anátema à evolução. 
Exercícios 
1. Fale da simbologia das personagens Ka, Kakó e Kakólo; 


 
Centro de Ensino à Distância 82 
Unidade 18. A actual literatura são-tomense
Introdução
Nesta unidade, importa-nos falar basicamente dos aspectos que 
têm a ver a actual literatura de São – Tomé e Príncipe. 
Ao completar esta unidade / lição, você será capaz de: 
Objectivos 
 Caracterizar a literatura actual de São-Tomé e Príncipe; 
 Destacar vozes poéticas surgidas nesta época.

A afirmação literária empreendida nos anos 40-50-60, por imperativos da vária 
ordem, não resultou em fertilidade da literatura sao-tomense nos anos do pós-
independência. Note-se, não obstante, que essa situação teve e tem mais a ver 
com factores extrínsecos à produção do que com a própria criação literária, num 
país em que a impressão de um semanário depende da importação de papel. 
Seja como for, também a literatura são-tomense passou por aquela fase eufórica 
de panletizaçao e sloganizaçao da escrita por que passaram também as outras 
literaturas africanas de expressao portuguesa, depois das independências 
políticas. É a fase de poemas encomiásticos e celebrativos da revolução , 
reconstrução nacional “reconstrução nacional” figuras, datas e eventos, que 
ficaram registados em duas antologias, ambas de 1977: Antologia poética 
juvenil de S. Tomé e príncipe – resistência popular ao fascismo e colonialismo e 
Antologia poética de S. Tomé e príncipe, esta última incluindo os poetas 
consagrados e novos fazedores de poesia que o tempo e o gosto desapaixonado 
do leitor se encarregaram de seleccionar. Surgiram, pois, e afirmaram-se alguns 
escritores nos anos 70, e disso dá conta a mais recente antologia, o coro dos 
poetas e prosadores de São- Tomé e Prícipe. De entre as novas vozes poéticas, 
destacam-se Aíto Bonfim, Fernando de Macedo, Frederico Gustavo dos anjos, 
Francisco Costa Alegre e Sacramento Neto. 

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