Universidade católica de moçambique centro de Ensino à Distância Manual do Curso de Licenciatura em Ensino da Língua Portuguesa Literaturas Africanas em Língua Portuguesa I código: P0208 Módulo único 22 Unidades



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Literatura Africana Em Língua Portuguesa I
 
Centro de Ensino à Distância 58 
Outra tendência é a de, por via de uma vivência multifacetada na 
diáspora, certos escritores usarem outra língua que não é o 
português ou o cabo-verdiano. Desde logo, Luis Romano incluiu 
bastantes poemas em Francês. 
Exercícios 
1. Descreve o discurso delineado por Marcelo Da Veiga. 
2. Marcelo da Veiga é o mais multifacetado escritor são-
tomense. Comente. 
3. Caracterize as tendências surgidas no período pós-
independência. 
 


 
Centro de Ensino à Distância 59 
Unidade 12. Singularidade de São-Tomé e Príncipe 
Introdução
 
Em termos quantitativos, a produção poética de São Tomé e 
Príncipe corresponde as suas dimensões físicas, se compararmos 
com o que se passa nos outros países. Nesta unidade pretende-se 
fornecer um conhecimento profundo sobre as particularidades da 
literatura em Sao-Tome e Principe. 
Ao completar esta unidade / lição, você será capaz de: 
Objectivos 
 Descrever as particularidades literarias de Sao-
Tome e Principe.
 Falar dos nomes e obras sonantes na literatura sao-
tomense. 
A literatura deste pequeno país de duas ilhas no noroeste da costa 
africana é ainda pouco representativa no contexto das literaturas 
africanas de expressão portuguesa. No entanto, e qualquer que seja 
o futuro da sua produção poética, São Tomé e Príncipe tem 
assegurada a presença na panorâmica histórica da literatura 
africana. Com efeito, Francisco José Tenreiro, nascido em São 
Tomé, em 1921, é um dos marcos da poesia africana de expressão 
portuguesa. 
Sobre outros poetas, valerá a pena mencionar um dos precursores 
da negritude lusófona, Francisco da Costa Alegre, nascido em 
1864. A sua única obra, Versos, foi editada postumamente,em 
1916.
Costa Alegre é um dos primeiros poetas africanos que se exprime 
em língua portuguesa e que tem a consciência da sua cor. Ele não 
articula uma resposta à injustiça social que deixa transparecer em 
alguns dos seus versos, pelo que a sua poesia se parece mais com 
um queixume sobre a sua situação de africano de cor:a minha cor 
é negra,/Indica luto e pena;/(...)Todo eu sou um defeito,/Sucumbo 
sem esperanças,/.
Estes e outros lamentos são a tónica de sua poesia, que, no 
entanto, significa um despertar para a cor, um dos passos 
importantes para uma tomada de consciência nacional que a poesia 
africana toma em determinada altura, mas que se segue ao que 
Manuel Ferreira e outros críticos identificam como a "alienação 



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