Universidade católica de moçambique centro de Ensino à Distância Manual do Curso de Licenciatura em Ensino da Língua Portuguesa Literaturas Africanas em Língua Portuguesa I código: P0208 Módulo único 22 Unidades



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Literatura Africana Em Língua Portuguesa I
 
Exercícios 
1. Refira-se a pelo menos dois factores que motivam a genese 
da literatura em Cabo-Verde. 
2. Relacione o surgimento da literatura cabo-verdiana com a 
a pequena elite que se forma entre 1920 e 1930. 


 
Centro de Ensino à Distância 15 
Unidade 03. Cabo Verde: Periodização Literária 
 
Introdução
Nesta 
unidade 
pretendemos 
apresentamos 
um 
quadro 
periodológico da literatura cabo-verdiana, partindo de pressuposto 
de que é possível, através da análise das produções literárias 
detectar os períodos marcantes no discurso linguístico cabo-
verdiano. 
Ao completar esta unidade / lição, você será capaz de: 
 
Objectivos 
 Conhecer o quadro cronológico da literatura cabo-
verdiana, para perceber globalmente a sua evolução e 
principais momentos de inovação
1.º Período, das origens até 1925. a que chamaremos de Iniciação, 
por, a par de grandes vazios, abranger uma variada gama de textos 
(não necessariamente literários) muito influenciados pelas duas 
fases do baixo romantismo e do parnasianismo (embora com 
iniciativas de alguma vocação regionalista ou mesmo de «vocação 
patriótica», no primeiro quartel do séc. XX), antes da fase 
moderna. 
Em Cabo Verde, após a introdução do prelo, em 1842, e a 
publicação do romance cabo-verdiano de José Evaristo d’Almeida, 
O escravo (1856), em Lisboa, segue-se um longo período (ainda 
hoje mal conhecido no que respeita ao século XIX), até à 
publicação do livro de poemas Arquipélago (1935), de Jorge 
Barbosa, e da revista Claridade (1936), Fundada por Baltasar 
Lopes, Manuel Lopes e Jorge Barbosa, entre outros […]. A 
criação, em 1 866, do Liceu-Seminário de São Nicolau (Ribeira 
Brava), que durou até 1928, muito contribuiu para o surgimento 
de uma classe de letrados equiparável ou superior à dos angolanos. 
Em 1877, criou-se a imprensa periódica não oficial. […]
 2.° Período, de 1926 a 1935, a que chamamos Hesperitano, 
antecede a modernidade que o movimento da Claridade (1936) 
incarnou. Desde os primeiros tempos, até ao final deste 2° 
Período, entendemos, com Manuel Ferreira, que vigorou o Cabo-
verdianismo, caracterizado como de «regionalismo telúrico», mas 
que, nalguns textos, se expande para temas e elementos 



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