Universidade católica de moçambique centro de Ensino à Distância Manual do Curso de Licenciatura em Ensino da Língua Portuguesa Literaturas Africanas em Língua Portuguesa I código: P0208 Módulo único 22 Unidades



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Literatura Africana Em Língua Portuguesa I
 
Centro de Ensino à Distância 10 
poesia não traduz o movimento revolucionário da negritude, ela 
evidencia uma realidade diferente identificando a luta grandiosa e 
vital contra uma natureza hostil, contra a persistência de seca e a 
erosão permanente devido às “lestadas”, os ventos alísios. 
Os temas culturais mais correntes da literatura caboverdiana são: a 
seca, a fome, a emigração, o mar, a evasão, o isolamento, a 
insularidade, o amor, a saudade ou a simplicidade de uma 
existência pacífica. Tudo isso sobressaindo numa expressão única 
a caboverdianidade ou ainda melhor, a morabeza. Para se 
exprimir, o caboverdiano utiliza no quotidiqno da sua vida o 
crioulo, que podemos definir como português clássico, com 
algumas formas quase semelhantes ao galego; encontramos no 
crioulo palavras com raízes em português, mas também palavras 
com origens nas expressões vindas de dialectos africanos. O 
crioulo é uma língua única e comum, com algumas diferenças de 
pronúncias e vocabulário entre o grupo das ilhas do sul chamado 
sotavento e o grupo das ilhas do norte chamado barlavento. O 
crioulo é expressivo e musical, é a língua que traduz melhor o 
lirismo popular conhecido hoje internacionalmente, através da 
música graças a diva dos pés nus Cesária Évora. 
A língua portuguesa considerada pelo fundador da nacionalidade 
cabo-verdiana Amílcar Cabral, como que melhor herança do 
colonialismo, é uma língua administrativa e oficial. 
Apesar de não ter apoio escolar, o crioulo começou a ser utilizado 
como língua literária a partir do fim de século IX, obtendo um 
sucesso com os escritores Eugénio Tavares e Pedro Cardoso, que 
influenciaram a criação em 1936 da revista Claridade ou o 
princípio de literatura moderna cabo-verdiana com uma poesia de 
luta, pondo em evidência o ambiente sócio-cultural, económico e 
político das ilhas, uma poesia sem resignação nem fatalismo, 
como ensinava a igreja colonial, cujo único ponto positivo foi de 
poder estar na origem da difusão do ensino em Cabo Verde, 
fazendo com que o país pudesse conhecer cedo os seus escritores e 
homens de letras, tais como: António Pedro, Jorge Barbosa, 
Baltasar Lopes, Manuel Lopes, Jaime de Figueiredo, Gabriel 
Mariano e muitos outros. 

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