Um legado de liberdade assim como eu não seria escravo, tampouco seria



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Definição da verdadeira questão

Antes de chegar à Presidência, 

a bandeira política de Abraham 

Lincoln era a de firme oposição 

à expansão da escravatura aos 

territórios ocidentais. Para Lincoln, 

esse era um problema moral, e no 

último debate com Stephen A. 

Douglas na campanha ao Senado 

de 1858, ele colocou esse ponto 

com espantosa clareza, definindo “a 

verdadeira questão” como um conflito



entre um grupo que considera a 

instituição da escravidão um erro e 

outro grupo que não a considera um 

erro. (…) É a eterna luta entre estes 

dois princípios — o certo e o errado 

— no mundo todo. São os dois 

princípios que se confrontam desde 

o início dos tempos; e permanecerão 

em luta eternamente. Um é o direito 

comum da humanidade, e o outro o 

direito divino dos reis.

Todavia, a maior lealdade política 

de Lincoln era para com a União. 

Com a Guerra Civil em pleno curso, 

Lincoln escreveu a Horace Greeley, 

influente editor do New York 



Tribune: “Meu objetivo principal 

nessa luta é salvar a União, e não 

salvar ou abolir a escravidão. [Se] eu 

pudesse salvar a União sem libertar 

nenhum escravo, eu o faria; e se eu 

pudesse salvá-la libertando todos os 

escravos, eu o faria; e se eu pudesse 

salvá-la libertando alguns e deixando 

os outros à própria sorte, eu também 

o faria.” Tendo isso em vista, Lincoln 

permitiu aos estados escravistas das 

fronteiras que se alinharam com a 

União conservar seus escravos até o 

fim da guerra. Quando um general 

da União assumiu declarar abolida 

a escravidão em partes do Sul, o 

presidente rapidamente revogou 

a ordem, reservando para si a 

autoridade de tal ato.

O problema, na perspectiva de 

Abraham Lincoln, líder político na 

época da guerra, era que a opinião 

pública do Norte ainda não estava 

preparada para a emancipação. 

No entanto, como documentou o 

historiador James Oakes, a retórica 

de Lincoln durante os primeiros anos 

da guerra preparou a nação para 

esse passo. Embora tenha revogado 

a ordem de libertação do general 

David Hunter em maio de 1862, 

Lincoln teve o cuidado de incluir um 

parágrafo afirmando sua autoridade 

para decretar ordem semelhante. Em 

junho, começou a esboçar essa ordem 

sem alarde.

Em julho, com os exércitos da 

União paralisados, o presidente 

informou, com discrição, aos 

principais membros do governo 

que ele agora via a emancipação 

como uma necessidade militar. Isto 

era bastante verdadeiro e também 

politicamente sagaz. Os negros 

escravizados constituíam então a 

maior parte da força de trabalho da 

Confederação Sulista. Atraindo-

os para a causa da União, iria-se 

simultaneamente fortalecer o esforço 

de guerra do Norte e enfraquecer 

o dos oponentes confederados.  

Embora um número crescente 

Soldados afro-americanos, lutando pela União, libertam os escravos em fazenda da 

Carolina do Norte




ABRAHAM LINCOLN

: UM LEGADO DE LIBERDADE

 

 

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Escravos lendo a Proclamação da Emancipação

Escravos reunidos em uma fazenda em Baton 

Rouge, Louisiana (esquerda) e trabalhando nos 

campos de algodão (acima)




50

 

 

ABRAHAM LINCOLN: UM LEGADO DE LIBERDADE



de brancos do Norte apoiasse a 

abolição, muitos que se opunham a 

ela e lutavam apenas em defesa da 

União percebiam que a libertação 

dos escravos poderia ser decisiva no 

campo de batalha.






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