Um legado de liberdade assim como eu não seria escravo, tampouco seria



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Em cima à esquerda: os três principais 

candidatos a presidente em 1860: Lincoln, 

John C. Breckenridge e Stephen A. 

Douglas. Em cima à direita: pôster da 

campanha republicana em 1860. Em cima: 

em 1860, a imprensa nacional percebeu 

que Lincoln ganhava cada vez mais 

estatura política. À esquerda: caricatura 

mostra Lincoln como um equilibrista 

atravessando as Cataratas do Niágara 

carregando um negro nos ombros e 

usando a Constituição dos EUA como vara 

de equilíbrio

28

 



 

ABRAHAM LINCOLN: A LEGACY OF FREEDOM




ABRAHAM LINCOLN

: UM LEGADO DE LIBERDADE

 

 

29



46 para Lincoln. Mas o esforço de 

Lincoln contra uma das figuras mais 

importantes do Senado foi notado 

por muitos. E Lincoln também não 

queria abandonar o campo de batalha. 

Como disse a um amigo: “A luta deve 

continuar. A causa da liberdade civil 

não pode se render ao fim de uma ou 

mesmo cem derrotas.”

A caminho da Casa Branca

Durante o ano de 1859, Lincoln 

visitou vários estados do Meio Oeste, 

discursando contra a doutrina da 

soberania popular de Douglas e 

alertando contra a disseminação da 

escravidão. Mesmo tendo poucas 

chances, provavelmente já pensava em 

concorrer à Presidência: autorizou 

a compilação e a publicação de seus 

debates com Douglas e, em dezembro 

de 1859, começou a preparar sua 

autobiografia.

Em fevereiro de 1860, Lincoln 

foi a Nova York, principal cidade 

do país, especialmente para se 

reunir e falar com os líderes civis e 

financeiros com grande influência na 

indicação do candidato presidencial 

pelo Partido Republicano. Muitos 

dos que se reuniram na Cooper 

Union esperavam ver um caipira do 

Meio Oeste rude e despreparado. A 

princípio, não se decepcionaram. Um 

deles assim descreveu Lincoln:

la figura longilínea e deselegante, 

sobre a qual estavam penduradas 

roupas que, embora recém-

adquiridas para a viagem, eram 

evidentemente resultado do trabalho 

de um alfaiate inábil; os pés grandes; 

as mãos desajeitadas (...) a cabeça 

comprida e macilenta coberta por 

uma cabeleira que parecia não ter 

sido penteada faziam dele uma 

figura que não combinava com a 

concepção de Nova York de um 

estadista completo.

Mas aí, Lincoln começou a falar. 

Com palavras cuidadosamente 

medidas para garantir à plateia 

que não era um radical, Lincoln 

demonstrou de forma definitiva 

que a maioria dos signatários da 

Constituição dos EUA acreditava 

que o governo federal poderia, sim, 

proibir a escravidão nos territórios. 

O candidato a presidente Lincoln (de 

terno branco à direita da porta de 

entrada de sua casa em Springfield) com 

simpatizantes locais em agosto de 1860




30

 

 

ABRAHAM LINCOLN: UM LEGADO DE LIBERDADE



Os verdadeiros radicais, ao contrário, 

eram os sulistas, que ameaçavam com 

a secessão se a interpretação deles não 

fosse aceita: “O propósito de vocês, 

portanto, abertamente declarado, 

é destruir o governo, a menos que 

lhes seja permitido interpretar e 

aplicar a Constituição ao seu bel 

prazer, em todos os pontos que estão 

em disputa entre vocês e nós. Seja 

como for, governarão ou causarão a 

destruição.” Lincoln conclamou os 

nortistas a restringir a escravidão aos 

estados onde ela já existia e a se opor 

fervorosamente à sua expansão para 

outros territórios nacionais.

O discurso na Cooper Union foi 

extremamente bem recebido. Vários 

jornais de Nova York publicaram 

o texto na íntegra. Um jornalista 

proclamou Lincoln “o homem mais 

importante desde o apóstolo Paulo”. 

Horace Greeley, editor do influente 

New York Tribune, considerou-o 

“um orador por natureza”. E o 

próprio Lincoln, em conversa com 

um amigo sobre uma possível 

candidatura a presidente, admitiu 

que “o sabor está um pouco na minha 

boca”.


Muitos republicanos acharam 

que o poderoso William Seward, 

de Nova York, conseguiria a 

indicação do partido para candidato 

a presidente. Mas Seward era 

fraco em estados cruciais como 

Pensilvânia, Indiana e Illinois, nos 

quais um candidato do Meio Oeste 

teria mais apelo. Se Seward não 

conseguisse a indicação na primeira 

votação, os republicanos até que 

poderiam buscar um candidato de 

um desses estados. “Meu nome é 

novo no cenário, e creio que não 

sou a primeira escolha da grande 

maioria”, explicou Lincoln. “Nossa 

política, contudo, é não ofender 

os outros — deixá-los sentir que 

é o momento de nos procurar, se 

forem obrigados a abrir mão do 

seu primeiro amor.” Essa análise se 

mostrou correta. Seward não obteve 

votos suficientes na primeira votação, 

e sua candidatura perdeu fôlego 

à medida que os estados do Meio 

Oeste mudavam seus votos para 

Lincoln, garantindo-lhe a indicação 

na terceira votação.

O candidato republicano tinha 

vantagens reais nas eleições gerais de 

1860. Assim como o agora dissolvido 

Whig, o Partido Democrata estava 

dilacerado por suas próprias divisões 

regionais. As alas do Norte e do Sul 

do partido indicaram candidatos 

rivais, permitindo a Lincoln, que 

obteve menos de 40% dos votos 

populares em uma eleição com 

quatro candidatos, conseguir a 

maioria dos votos no Colégio 

Eleitoral e, assim, a Presidência.

O Sul não aceitaria Lincoln na 

Presidência. Como ele mesmo disse 

mais tarde: “a guerra chegou”. Só 

então a nação testemunharia de 

fato a sabedoria, a força e, ao final, 

a magnanimidade do homem que 

escolheu durante sua pior provação.

Michael Jay Friedman é chefe de 

Publicações Impressas no Bureau 

de Programas de Informações 

Internacionais do Departamento de 

Estado dos EUA. É PhD em história 

política e diplomática dos EUA.

Michael Jay Friedman é chefe de 

Publicações Impressas no Bureau 

de Programas de Informações 

Internacionais do Departamento de 

Estado dos EUA. É PhD em história 

política e diplomática dos EUA.

O presidente da Suprema Corte, Roger B. Taney, toma o juramento de posse do 

novo presidente, 4 de março de 1861




O

s bilhões de moedas de um centavo 

de dólar a serem produzidos em 2009 

estão passando por uma remodelação. A 

Comissão do Bicentenário de Abraham 

Lincoln (ALBC) e a Casa da Moeda dos EUA 

recentemente divulgaram quatro novos desenhos do 

reverso da moeda de um centavo para celebrar o 200o 

aniversário de Lincoln.

As novas moedas serão lançadas periodicamente 

ao longo do ano. O anverso, ou “cara”, permanecerá o 

mesmo: o perfil de Lincoln desenhado por Victor David 

Brenner aparece na parte frontal da moeda de um centavo 

desde o centenário do nascimento de Lincoln em 1909. 

O reverso, ou “coroa”, foi redesenhado duas vezes desde 

então. Mas em 2009 o desenho mudará quatro vezes 

para representar quatro períodos da vida de Lincoln: a 

infância em Kentucky, a juventude em Indiana, a carreira 

como advogado e legislador em Illinois e o período como 

presidente em Washington, DC.

O Congresso dos EUA, único órgão habilitado a 

autorizar mudanças nas moedas, aprovou legislação 

para o novo desenho em 2005. Escultores-entalhadores 

apresentaram desenhos para as moedas de um centavo 

à Casa da Moeda dos EUA por meio do Programa 

de Infusão Artística, um grupo de artistas externos 

contratados pela Casa da Moeda. Os desenhos foram 

analisados pela ALBC, pelo Comitê Consultivo de 

Cidadãos sobre Moedas e pela Comissão Americana de 

Belas-Artes. O secretário do Tesouro, Henry Paulson, 

analisou as recomendações e selecionou os desenhos 

finais.


A representação de uma cabana de madeira de 

Richard Masters foi um dos desenhos selecionados pelo 

secretário Paulson para a série. Quando criança, Masters 

era aficionado por moedas e também colecionava moedas 

para os lobinhos enquanto se esforçava por uma medalha 

de mérito. Mas nunca se imaginou como um projetista 

de moedas, muito menos projetista-mestre do Programa 

de Infusão Artística, o que ele é hoje.

Masters também não pensava no processo do desenho 

quando criança, acreditava que as representações nas 

moedas simplesmente apareciam como mágica. Lembra-

se de imaginar que “alguém, em algum lugar, decidia o 

que colocar nelas”.

Décadas mais tarde, ele é esse alguém. Masters 

usou a narrativa histórica fornecida pela Comissão 

do Bicentenário de Abraham Lincoln como ponto de 

partida para criar a imagem ilustrando o nascimento 

e a infância de Lincoln em Kentucky. “Achei que [a 

cabana de madeira] seria uma imagem que a maioria dos 

americanos reconheceria”, disse Masters, que também 

é professor associado de Arte na Universidade de 

Wisconsin-Oshkosh.

A escala foi uma das partes mais difíceis do desenho. 

A visão do artista provavelmente terá de ser encolhida 

para caber no pequeno diâmetro de uma moeda. “O 

desafio aqui era realmente ficar focado no elemento 

primário”, diz Masters.

Ainda assim, outras mudanças deverão ocorrer. O 

Congresso estabeleceu que, no início de 2010, o reverso 

da moeda de um centavo exiba uma representação, ainda 

a ser determinada, da “preservação dos Estados Unidos 

da América como um país único e unido” segundo 

Lincoln.

Meghan Loftus é estagiária no Bureau de Programas 

de Informações Internacionais.




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