Uft/copese vestibular 2014/1


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(A)  Somente as afirmativas II e IV estão corretas.  



(B)  Somente as afirmativas I, II e III estão corretas.  

(C)  Somente as afirmativas III e IV estão corretas.  

(D)  Somente as afirmativas I e III estão corretas.  

(E)  Todas as afirmativas estão corretas.  



 

 

 

 



 

 

Analise o texto a seguir para responder as  QUESTÕES 03, 04 



e 05. 

 

 

Texto II 

 

Professor propõe fim do "ç", "ch" e "ss" na língua 

portuguesa 

 

Um  grupo  de  trabalho  na  Comisão  de  Educasão, 



Cultura  e  Esporte  (CE)  do  Senado  está  debatendo  uma 

proposta  que  viza  modificar  algumas  regras  da  língua 

portugeza. 

É  isso  mesmo.  Se  um  estudo  que  tramita  no  Senado 

chegar  a  valer,  a  primeira  frase  desta  notícia  seria  escrita 

desse  jeito  mesmo.  O  correto,  atualmente,  é:  "Um  grupo  de 

trabalho na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do 

Senado  está  debatendo  uma  proposta  que  visa  modificar 

algumas regras da língua portuguesa". 

Um  grupo  de  trabalho  dentro  da  Comissão,  presidida 

pelo  senador  Cyro  Miranda,  tem  como  objetivo  buscar  formas 

para facilitar o aprendizado da ortografia nos países lusófonos - 

e estuda mudanças ortográficas em nossa língua. 

Uma  das  propostas  é  a  criada  pelo  professor  Ernani 

Pimentel,  pesquisador  da  língua  portuguesa  há  50  anos  e  um 

dos  autores  do  projeto  "Simplificando  a  Ortografia".  Pimentel 

quer acabar com o uso da letra "h" antes das palavras, do "ç", 

do  "ss",  "sc"  e  "xc"  (que  seriam  substituídos  pelo  "s"  simples), 

do  hífen,  do  dígrafo  "ch"  (que  seria  substituído  pelo  "x"). 

Palavras  também  passariam  e  ser  escritas  como  o  fonema:  o 

"x" e o "s" com som de "z". A letra "u" após o "g" e "q" e antes 

de "e" e "i" também seria suprimido. 

Ainda  com  discussão  em  caráter  embrionário,  para 

chegar  à  vigência, a  proposta  que  for  escolhida  pelo grupo  de 

trabalho  precisaria  ser  aprovada  pelos  senadores  que 

integram  a  Comissão  de  Educação  do  Senado,  ir  a  plenário, 

passar  pela  Câmara  dos  Deputados,  receber  sanção 

presidencial  e  ainda  ser  aprovada  em  outros  países  de  língua 

portuguesa.  Ou  seja,  mesmo  que  o  projeto  fosse  uma 

unanimidade, poderia levar muitos anos para que as mudanças 

passassem a valer. 

Mudanças ortográficas estudadas no Senado  

 



 



Homem  viraria  omem  /Fim  da  letra  "h"  antes  das 

palavras  

 

Faça  viraria  fasa/Fim  do  "ç"  /Passa  viraria  pasa  /Fim 



do "ss"  

 



Excelência viraria eselênsia /Fim do "xc" e do "c" com 

som de "s" (como em cenoura)  

 

Chuva viraria xuva /Fim do "ch"  



 

Exame viraria ezame /Fim do "x" com som de "z"  



 

Quero viraria qero /Fim do "u" após o "g" e "q", antes 



do "e" e do "i"  

 

Pimentel  aponta  que  essas  mudanças  acarretariam 



em economia com a educação no país: "Em vez das atuais 400 

horas/aula  de  ortografia  ministradas  desde  o  início  do 

fundamental  até  o  fim  do  ensino  médio,  sejam  utilizadas 

apenas (ou em torno de) 150", diz. 

O  professor  disse  que  o  convite  para  integrar  o  grupo  de 

trabalho (que também é liderado pelo professor Pasquale Cipro 

Neto)  surgiu  após  audiência  pública  de  2009  em  que  foram 

tecidas  críticas  ao  acordo  ortográfico  que  entrou  em  vigor 

naquele ano. "Na época, escrevi até um livro sobre o assunto. 

Em  2012,  começamos  a  discutir  simplificações  da  ortografia. 

Fomos  a  Portugal  e  vamos  a  Angola  e  Moçambique  discutir 

com professores sobre o assunto". 

Pimentel  também  apontou  que  há  um  espaço  para 

sugestões de simplificação do idioma. "No site Simplificando a 

Ortografia estamos abertos a receber sugestões de mudanças 

e  fizemos  um  abaixo-assinado  de  apoio  às  propostas".  Até  o 

momento, o site tem 33 mil assinaturas. 



UFT/COPESE                                                                                                                                                       Transferência Interna e Externa 2014.2 

 

Provas de conhecimentos 

 

 

Apesar  dos  argumentos  de  quem  propõe  as 



mudanças,  as  medidas  têm  rejeição  por  parte  de  alguns 

linguistas.  O  filólogo  e  professor  da  UnB  (Universidade  de 

Brasília),  Marcos  Bagno,  não  economiza  críticas  ao  falar  da 

proposta: "São ridículas, patéticas e merecem todo o desprezo 

da comunidade de linguistas do Brasil", diz. 

Para Bagno, o argumento de que as novas mudanças 

facilitariam  o  aprendizado  não  é  válido.  "Aprender  a  escrever 

em  chinês  é  muito  mais  complicado  do  que  aprender  a 

escrever em português, e 94% dos chineses são alfabetizados. 

A questão é alfabetizar e letrar a população. A ortografia pode 

ser qualquer uma", aponta. 

Pimentel  aponta  que  as  críticas  à  proposta  sempre 

vêm  da  academia  e  não  de  quem  ensina  para  crianças.  "Há 

pessoas  que  defendem  a  etimologia  na  construção  da 





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