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partir  daí,  questionaremos  a  posição  extremamente  ambígua  em  que  estava



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partir  daí,  questionaremos  a  posição  extremamente  ambígua  em  que  estava 
um  padre  jesuíta  nativo  em  tempos  da  expulsão  da  Companhia  de  Jesus  dos 
territórios  espanhóis,  de  um  México  na  iminência  dos  movimentos 
independentistas  e  de  uma  Europa  ainda  adversa  às  incorporações  de  povos 
americanos.  
 
 
2.1 Os jesuítas na América e fora dela: estadia e exílio 
 
 
A presença dos jesuítas na América no período colonial não foi de modo 
algum um fato isolado na história, ao contrário, ela criou uma extensa rede de 
consequências que ainda hoje são visíveis e estudadas. Pode-se dizer que foi 
inclusive determinante de muitas das mudanças que ocorreram nos séculos de 


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colonização, além de ter influenciado, nas mais variadas medidas, a busca pela 
independência.  A  princípio,  a  chegada  da  Companhia  de  Jesus  estava 
estritamente  relacionada  a  cumprir  o  objetivo  de  suas  missões:  converter  e 
civilizar os nativos americanos. O ideal das reduções era criar uma sociedade 
com  as qualidades das principais  metrópoles  europeias sem  as desvantagens 
dos  vícios  e  maldades  que  lá  se  desenvolveram  de  forma  possivelmente 
irreversível. Os jesuítas fundavam conventos e escolas e organizavam cidades 
inteiras  aos  moldes  europeus,  tentavam  transplantar  a  mesma  organização 
arquitetônica para os povoados sob sua “jurisdição religiosa”.  
 
Ao longo  do século  XVI, todo o território colonial sob  o domínio  ibérico, 
fosse da Espanha, fosse de Portugal, recebeu padres da Ordem incumbidos de 
realizar todos os esforços necessários à catequização dos selvagens. Um dos 
discursos em torno da necessidade de converter era a inexistência de pessoas 
“semelhantes”,  por  assim  dizer,  aos  europeus  nas  Índias,  sem  as  quais  a 
permanência  no  continente  era  insípida
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.  Além  disso,  era  obrigação  de  todo 
homem esclarecido preocupar-se com a salvação das almas daqueles que não 
tiveram oportunidades de conhecer a autêntica religião, e por isso entregavam-
se  a  práticas  pagãs  as  quais  não  fomentavam  a  verdadeira  espiritualidade 
cristã.  
A  necessidade  de  converter  gentis  implicava  uma  série  de  etapas 
prévias.  A  primeira,  e  mais  óbvia  delas,  era  conseguir  comunicar-se  com  os 
nativos;  sem  isso  era  impossível  realizar  qualquer  tentativa  evangelizadora.  A 


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