U n i d o s perfil e oportunidades comerciais


PARTE 3  PANORAMA COMERCIAL



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PARTE 3 
PANORAMA COMERCIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 
13 
 
POLÍTICA COMERCIAL 
 
Os  EAU cresceram  de  uma pequena nação de  pescadores e  extratores de  pérolas  –  antes de  sua 
primeira  exportação  de  petróleo,  em  1962  –  para  uma  economia  mais  diversificada,  competitiva
3
  e  de 
elevada  renda  per  capita
4
.  Os  massivos  esforços  de  industrialização  tomados  desde  1980  ocorreram 
primeiro  em  indústrias  intensivas  em  energia,  baseando-se  nas  vantagens  comparativas  dos  EAU  e, 
subsequentemente,  em  indústrias  de  alta  tecnologia,  como  eletrônicos  de  escritório  e  de  consumo  e 
equipamento médico.
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A economia federal depende de petróleo e gás natural na escala de um terço de seu PIB (caindo de 
74%,  em  1980),  uma  parcela  relativamente  baixa  se  comparada  a  de  outros  países  do  Golfo.  O  setor  de 
serviços  contribui  em  55%  do  PIB,  liderado  pelo  comércio  exterior  –  o  país  é  um  importante  centro  de 
baldeação e reexportação – e por serviços de administração, comércio  e construção; essa parcela não se 
expande  significativamente  desde  1995.  De  qualquer  forma,  esses  subsetores  principais  cresceram 
significativamente em termos de valores nominais, em vista do aumento substancial do preço do petróleo 
em relação a seu nível em 1995, de US$ 20/barril.  
De acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC), os investimentos do lucro advindo dos 
hidrocarbonetos  em  infraestrutura  e  grandes  projetos,  ao  lado  do  influxo  de  mão  de  obra  estrangeira, 
contribuíram  para  uma  diversificação  leve  da  economia  dos  EAU:  petróleo  e  gás  natural  agora 
compreendem um terço do PIB da federação (caindo de 74% em 1980), atrás do setor de serviços (55% do 
PIB). O ambiente econômico dos EAU é relativamente liberal, a despeito da propriedade estatal de alguns 
setores,  restrições  à  participação  estrangeira  na  economia  por  meio  de  limitações  de  propriedade  de 
capital,  além  de  obrigação  para  filiais  de  companhias  estrangeiras  em  recrutar  agentes  dos  Emirados.  As 
barreiras internas ao comércio exterior – derivadas da ausência de uma política de competição, limitações 
institucionais e restrições à participação internacional no regime de investimentos – contrastam com suas 
relativamente baixas barreiras nacionais ao comércio e impedem os EAU de beneficiarem-se inteiramente 
das vantagens de uma economia liberal. 
 
                                                           
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Conforme o mais recente “The Global Competitiveness Report 2010-2011” 
(http://www.weforum.org/en/initiatives/gcp/Global%20Competitiveness%20Report/index.htm) os EAU aparecem como a 25
a
 economia mais 
competitiva do mundo no ranking de 139 países. Para se colocar em perspectiva, o Brasil está na posição 58. 
4
 
Em 2009 seu PIB per capita era de US$ 40.000 em paridade poder de compra, colocando o país na 18ª posição do ranking da CIA World Factbook  
(http://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/ae.html , acesso em dezembro de 2010) 
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World Trade Organization. Trade Policy Review 2010: Report by Secretariat : United Arab Emirates, p. 04. Disponível em 
http://www.wto.org/english/tratop_e/tpr_e/tp263_e.htm Acesso em: 18/11/2010.   

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