Título: a hora dos reis – o Estado moderno e o absolutismo Objetivos de aprendizagem


Tempo previsto: 250 minutos (cinco aulas de aproximadamente 50 minutos cada)



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Tempo previsto: 250 minutos (cinco aulas de aproximadamente 50 minutos cada).



Materiais necessários



  • livro(s);

  • caderno;

  • projetor;

  • mapa.


Desenvolvimento da Sequência Didática



Etapa 1 (Aproximadamente 100 minutos/duas aulas)


Para iniciar esta sequência, retome com os alunos o processo de transformação ocorrido em parte do Ocidente medieval a partir do século XI. Destaque o renascimento da vida urbana, o crescimento do comércio e a formação e a ascensão da burguesia, grupo social voltado à prática das atividades comerciais e financeiras.

Apresente o processo de centralização política europeia que ocorreu a partir desse período. Comente com os alunos que os reis passaram a ter domínio sobre um território amplo, com fronteiras delimitadas.

É importante enfatizar o fato de que o processo de centralização política e administrativa em torno do rei estava atrelado a interesses políticos, econômicos e relacionados à proteção e segurança por parte de diferentes grupos sociais. Escreva um esquema na lousa a fim de ilustrar essas relações entre o rei e os súditos do Estado monárquico, conforme sugerido a seguir, que pode ser montado na forma de mapa mental, com a figura do rei no centro, as setas indicando cada grupo e as relações estabelecidas entre eles e o monarca. Se julgar mais adequado, em vez de usar a lousa, projete o esquema em transparência.


  • Para o rei: a burguesia representava a capacidade de compor a administração pública, bem como de financiar as despesas do Estado, como os custos necessários à manutenção do exército regular.

  • Para a nobreza: o rei, por também pertencer à camada privilegiada, assegurava aos nobres a continuidade de seus privilégios (apesar de ter seu poder diminuído com o fim do sistema feudal), como a isenção de impostos, além da proteção contra revoltas de camponeses.

  • Para a burguesia: dedicado ao comércio, esse grupo via na centralização administrativa uma oportunidade de conduzir de maneira eficaz seus negócios, já que a unificação da moeda, do padrão de pesos e medidas, da cobrança de impostos e da legislação facilitava as atividades comerciais.

  • Para os camponeses: prejudicados pelas pesadas obrigações feudais, pela servidão e pela pobreza, o rei e a administração real passaram a ser vistos como uma oportunidade de estabelecer novas relações de trabalho.

  • Para a Igreja: no caso específico do clero, a configuração do Estado monárquico não era vantajosa, pois significava o fim de privilégios que vinham de longa data e a redução de seu poder, que, a partir de então, deslocava-se para a figura do rei.

Em seguida, passe a abordar os processos históricos que conduziram à formação de diferentes monarquias na Europa Ocidental. Ao tratar das monarquias ibéricas, destaque as guerras de Reconquista contra os muçulmanos, a formação do Reino de Portugal no século XII, que abriu caminho para o fortalecimento da burguesia, e o crescimento do comércio e a atuação dos Reis Católicos, reconquistadores de Granada, última possessão islâmica na Península Ibérica, que deu origem à Espanha moderna.

Passe então a abordar o processo de fortalecimento da monarquia francesa. Comente o papel exercido por Filipe Augusto e Filipe IV, que tomaram medidas centralizadoras, unificando impostos e a moeda e formando um exército regular. Fale a respeito das consequências da Guerra dos Cem Anos, que acabou favorecendo a consolidação da monarquia na França, pois o poder real procurou reverter os efeitos devastadores do conflito.

Sobre a consolidação da monarquia inglesa, discuta sobre o início do processo de centralização na figura de Henrique II, que submeteu os nobres. Ressalte a instauração da Magna Carta, documento que limitou os poderes reais e conferiu à monarquia inglesa um caráter específico, impedindo o rei de deter autoridade política irrestrita. Discuta também os resultados da Guerra das Duas Rosas e a ascensão da dinastia Tudor, que punha em xeque os princípios da Magna Carta.

Comente depois que, na Península Itálica, as cidades eram independentes e não houve centralização monárquica até o século XIX, pois não se configuraram os fatores e as características que conduziram à centralização monárquica observada em outras localidades.

Em seguida, aborde os conflitos entre Estado e Igreja e a Querela das Investiduras, a Concordata de Worms, o poder local dos príncipes e a fragmentação política da região abrangida pelo Sacro Império
Romano-Germânico. Nesse caso, sugere-se a utilização de um mapa para mostrar aos alunos a área de abrangência desse império.

Ao tratar desses assuntos, procure conversar com a turma, abrindo espaço para comentários e levantamento de dúvidas.

Ao final dessa etapa, solicite aos alunos, como tarefa de casa, que realizem uma pesquisa sobre a figura histórica de Joana D'Arc. Peça-lhes que procurem informações a respeito da personagem, do motivo por que ela lutou na Guerra dos Cem Anos, das controvérsias em torno de sua pessoa, de seus feitos, de seu destino e de sua transformação em símbolo nacional da França. Solicite aos alunos que façam um relatório sobre os resultados da pesquisa no caderno e incluam as referências nas quais as informações foram obtidas. Incentive-os a usar a biblioteca da escola para a realização de pesquisas, não só a internet. Isso pode estimulá-los a frequentar esse espaço. Se necessário, exponha-lhes as premissas para fazer uma pesquisa em biblioteca presentes nas “atividades recorrentes”, disponíveis no “Plano de Desenvolvimento”.




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