Transcrição de Vídeo Coram Deo



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Transcrição de Vídeo Coram Deo

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Lição 2: A História Transformadora – A Profundidade da História

Vídeo 3 de 4: Aonde a História Está Indo?

Apresentador: Darrow Miller

A próxima coisa que iremos analisar, o próximo exemplo do impacto que a cosmovisão tem, é o relacionamento entre tempo e história. Poderíamos simplesmente fazer a pergunta: "Aonde a História está indo?" Nós pressupomos que todas as culturas do mundo veem o tempo da mesma maneira que nós o fazemos, mas isso não é verdade. Vindo de uma cultura Judaico-Cristã, vemos o tempo como passado, presente e futuro. Mas não é bem assim no secularismo e no animismo. Em uma cultura secular, não há Criador, não há Céu e Inferno, não há nada após a vida. Tudo o que temos é esta vida, e tudo que temos nesta vida é este momento.

Usamos a ampulheta como o símbolo para o conceito moderno do homem sobre o tempo na História. O tempo está se esgotando. É como se a cada dia a areia estivesse mais próxima de se acabar na ampulheta. Eu me lembro de quando era calouro na universidade, durante uma aula de sociologia. No primeiro dia de aula, o professor veio caminhando pelo palco e chegou ao microfone. Ele olhou para a sala, havia aproximadamente 250 calouros assistindo sua aula, ele olhou para a turma e disse: "Qual é o propósito da vida de uma criança que morre na infância?"

Então houve essa longa pausa, porque ele queria que cada um daqueles jovens alunos pensasse nessa pergunta. Depois de alguns minutos ele voltou ao microfone e, em todo seu orgulho e arrogância, disse que o propósito da vida de uma criança que morre na infância é ser fertilizante para árvore. E ficamos todos perplexos. Mas você quer saber? Ele está certo. Se Deus não existe, se estamos aqui por um acidente cósmico, nossa vida não tem propósito, e a vida de uma criança que morre na infância não tem propósito. Mas a pergunta que aquele professor não teve a coragem de responder era sobre qual o propósito da vida dele.

Porque, se não há propósito na vida da criança, também não há propósito na vida daquele professor. Portanto, a cosmovisão secular vê o tempo como algo que está se esgotando. A cosmovisão animista enxerga a vida em uma roda. Vemos isto mais perceptivelmente no hinduísmo, com o conceito de reencarnação. Mas vemos isso em todas as culturas animistas, onde a vida dá voltas e mais voltas. Nascimento, vida e morte, nascimento, vida e morte. Como os ciclos agrícolas. Na primavera há a semeadura, e então as plantas crescem; no outono acontece a colheita e no inverno a terra entra em repouso.

Mas a vida apenas gira ao redor da roda. E quando as pessoas pensam dessa maneira, elas pensam de maneira fatalista. Nas culturas hispânicas se diz: "Qué será, será", ou "o que for para ser, será". Em cultuas islâmicas diz-se "Inshallah", ou "Alá assim o deseja". A vida é fatalista. Perdi a conta de quantos lugares eu já estive ao redor do mundo onde as pessoas dizem: "Somos pobres, nascemos pobres e não há nada que possamos fazer quanto a isso." Atualmente há nações inteiras no mundo que pensam assim. "Somos pobres, nossos avós eram pobres, nossos pais eram pobres, nós somos pobres, nossos filhos serão pobres e não há nada que possamos fazer."

Nenhuma dessas duas cosmovisões permitirão que nações prosperem. Segundo a cosmovisão secular, difundida hoje no ocidente, vivemos no presente. Nos esquecemos do passado e não há futuro. Vivemos para ir ao shopping center. Vivemos para consumir. Adotamos o velho mantra hedonista: Coma, beba e se alegre, porque amanhã você morrerá. Olhe para o mundo Ocidental, especialmente para os países em desenvolvimento. O símbolo do progresso é o símbolo do shopping center. Você trabalha para poder gastar, porque não há futuro e a História não tem significado.

Em culturas animistas, a tendência é viver no passado. Estão sempre olhando para a época de ouro do passado. Mas a Bíblia diz algo muito diferente. A Bíblia diz que há um começo, há um curso da História, e então haverá um final. Existe passado, presente e futuro. Animistas, em sua mentalidade fatalista, dizem que a História é algo que acontece conosco. Mas a Bíblia diz algo muito diferente. A Bíblia diz que a História é algo que se cria. Você faz a História com suas palavras, com suas escolhas, com seus pensamentos.

Vamos ler algumas passagens das Escrituras. Primeiramente Jeremias 5:1. "Percorram as ruas de Jerusalém, olhem e observem. Procurem em suas praças para ver se podem encontrar alguém que aja com honestidade e que busque a verdade. Então eu perdoarei a cidade." O que Deus está procurando? Ele está procurando por uma pessoa. Não dez mil pessoas. Ele não está procurando mil pessoas, ou cem pessoas ou mesmo dez pessoas. Ele procura por uma pessoa. Mas um tipo especial de pessoa, que busca a justiça e age com honestidade. E se Ele encontrar essa única pessoa, Ele perdoará a cidade.

A vida de um indivíduo pode ser usada por Deus para mudar o curso da História. Eu me lembro que meu mentor Francis Schaeffer costumava dizer que no hinduísmo, se você jogar uma pedra em uma lagoa, e a rocha representa uma pessoa, essa pedra não gera nenhuma onda. Nossas vidas não valem nada. Mas, no conceito bíblico, se você jogar uma pedra em uma lagoa, ela cria ondas que continuam para sempre. Nós temos a capacidade de tomar decisões que alteram o curso da história. Nós lemos algo parecido no livro de Eclesiastes.

Em Eclesiastes capítulo 9, versículo 14. "Havia uma pequena cidade, de poucos habitantes. Um rei poderoso veio contra ela, cercou-a com muitos dispositivos de guerra. Ora, naquela cidade vivia um homem pobre, mas sábio, e com sua sabedoria ele salvou a cidade. No entanto, ninguém se lembrou mais daquele pobre. Por isso pensei: Embora a sabedoria seja melhor do que a força, a sabedoria do pobre é desprezada, e logo suas palavras são esquecidas." Eu amo essa história. Uma pequena cidade é sitiada por um poderoso rei, e ele constrói máquinas de guerra.

E o que Deus usou para salvar essa cidade? Um homem. E este homem tinha muito dinheiro? Não, ele era pobre. Ele tinha um grande exército? Não. O que ele tinha? Ele tinha sabedoria. E Deus usou aquele homem pobre e sua sabedoria para vencer um poderoso exército. Qual era o nome deste homem? Não sabemos. Deus sabe seu nome, mas a História não o sabe. E o motivo pelo qual eu amo tanto essa história é que Deus pode usar indivíduos pobres para mudar o curso da História. Eu estava compartilhando essa história em Ruanda alguns anos atrás, e uma moça veio a mim.

Seu nome era Hellen, e ela disse: "Darrow, você irá contar a minha história?" Eu disse: "Hellen, se você me contar a história, eu vou contá-la". E eu tenho contado a história dela há 10 ou 12 anos, talvez 14. Milhares de pessoas ao redor do mundo ouviram a história de Hellen. Quando Hellen tinha aproximadamente 18 anos, ela morava em Kigali, Ruanda. Ela era pobre, tão pobre que não tinha eletricidade em sua casa. Utilizavam uma lamparina para poder enxergar à noite. Certa noite, Hellen notou que o óleo da lamparina estava acabando. Então ela começou a encher a lamparina com óleo e, enquanto ela o fazia, a lamparina explodiu.

Óleo quente caiu em seus braços e mãos. Ela gritava, estava assustada. Sua família veio e apagou o fogo. O irmão dela a levou correndo para o hospital, e o médico olhou para o braço e disse: "Sinto muito, eles estão muito queimados, eu vou ter que amputá-los." Imagine se você fosse uma moça ouvindo que seus braços teriam de ser amputados. Felizmente, o irmão dela estava junto e disse ao médico: "Você precisa tentar salvar os braços dela. Precisa tratá-los. Se você os tratar e não conseguir salvá-los, pode amputar os braços."

O médico disse: "Não, eles estão muito queimados, vou amputá-los agora". O irmão respondeu: "Se você os amputar sem antes dar tratamento, eu vou te processar". Então o médico tratou dos braços dela. E hoje, quando ela conta a história há um brilho em seus olhos e seus braços e mãos dançam enquanto fala. E ela disse: "Diga ao mundo que meu irmão mudou a história da minha vida". Seu irmão mudou a história de sua vida. A história não é algo que acontece com você. História é algo que você constrói.

Um dos meus heróis, que é também herói de muitos, é um homem chamado William Wilberforce. Ele viveu na Inglaterra na época do comércio de escravos. Após graduar-se na universidade, ele decidiu concorrer a uma vaga na Câmara dos Comuns. E, aos 21 anos de idade, ele se tornou o mais jovem integrante da Câmara dos Comuns. Quando tinha aproximadamente 24 anos, ele se converteu. E quando ele tinha aproximadamente 27 anos, escreveu em seu diário que Deus tinha um chamado para sua vida. O chamado era para liderar a luta pelo fim da escravidão e trazer civilidade à sociedade britânica.



Wilberforce começou a fazer discursos por toda a Inglaterra. Ele começou a se unir com outras pessoas envolvidas com o movimento abolicionista. Ano após ano, ele escrevia um trecho de legislação para acabar com o comércio de escravos, e todos os anos ele sofria uma derrota apoteótica. Ano após ano, Wilberforce trabalhou para acabar com a escravidão. Quarenta e três anos após receber o chamado de Deus em sua vida, a escravidão, apesar de todos os seus esforços, ainda era lei. Três noites antes de morrer, Wilberforce estava em seu leito de morte quando recebeu uma carta de Londres dizendo que o Parlamento havia aprovado a legislação para libertar os escravos e acabar com a escravidão no Império Britânico.

Quarenta e três anos! O que Deus usou? Um homem. Não era apenas um homem, mas um homem que foi a voz do movimento abolicionista. Para o que Deus te criou? Ele fez cada um de nós para ocuparmos uma lacuna em algum lugar. Deus te fez para preencher qual lacuna? Pode ser para um indivíduo, pode ser para uma família, para uma comunidade ou talvez Deus tenha te criado para ocupar uma lacuna em sua nação. Para o que você foi feito?


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