Top destinos do hipismo internacional



Baixar 7.17 Mb.
Pdf preview
Página3/4
Encontro08.10.2019
Tamanho7.17 Mb.
1   2   3   4
S E L A R I A

Rua Itaboraí , 560. Passare. Fortaleza - CE

Tel -085 3295-2898



50

|       H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e




51

H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e       |




52

|       H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e

INTERNACIONAL

Se Cannes é mundialmente conhecida pelo seu festival internacional de cinema, a cidade em nada 

deixa a desejar quando o assunto é hipismo. Durante três dias, a pista de areia montada no Stade des 

Hesperides fez as vezes de “red carpet” e verdadeiras estrelas do esporte competiram na região.

Muito além do 

Festival de Cinema

S

ituada à beira do Mediterrâneo, na be-



líssima Cotê d’Azur, a luxuosa cidade de 

Cannes sediou, de 11 a 13 de junho, a 

sexta rodada do Global Champions Tour 

(GCT), conhecido como a Fórmula 1 do hipismo. 

O circuito é o maior do esporte e acontece até 

novembro, passando por 15 cidades, 13 países e 

três continentes.

Quem foi até a cidade teve a oportunidade de presti-

giar os conjuntos do mais alto nível no cenário interna-

cional, além de curtir as maravilhas encontradas bem 

no coração da Riviera Francesa. Para possibilitar a 

combinação perfeita entre esporte e entretenimento, 

as provas mais importantes desta etapa foram realiza-

das à noite. Assim, o público pôde aproveitar despre-

ocupadamente a badalação da região durante o dia. 



53

H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e       |

Por lá, o clima quente faz um convite irrecusável ao 

banho de mar ou ao passeio de barco nas águas in-

críveis da Costa Azul do Sul da França. Construída no 

século 19, a avenida La Croisette, principal rua na orla 

de Cannes, é um dos mais belos atrativos da cidade, 

onde estão instalados grandes hotéis, lojas de grife, 

restaurantes, bistrôs e beach clubs. A baía, decorada 

por iates luxuosos, fica a 50 metros de distância do 

Stade des Hesperides, estádio onde foi realizada a 

sexta etapa do Global Champions Tour.

Monumento do Palais des Festivals

Com um clima cool e tendo o turismo como princi-

pal atividade econômica, Cannes tem localização 

privilegiada, próxima de Nice, uma das cidades mais 

fantásticas da Europa, e a uma hora e meia da para-

disíaca Saint-Tropez. Durante o Festival de Cinema 

de Cannes, que acontece em maio, a cidade recebe 

grande número de turistas, mas continua sendo um 

destino badalado o ano inteiro.

“La Croisette”




54

|       H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e

INTERNACIONAL

Disputa acirrada

Fundado em 2006 por Jan Tops, o Global Champions 

Tour reúne os melhores cavaleiros e amazonas do 

mundo em uma disputa que dura praticamente o ano 

inteiro, dividida em 15 etapas. A competição passou 

por Miami Beach, Antuérpia, Madri, Xangai e Ham-

burgo antes de chegar a Cannes, onde teve a arma-

ção de percurso a cargo dos course designers Uliano 

Vezzani e Serge Houtman.

O Longines Global Champions Tour Grand Prix, com 

obstáculos a 1.60m, foi dividido em duas fases, sen-

do somente os melhores 18 conjuntos classificados 

para a segunda, em uma disputa para lá de acirrada. 

O Brasil, é claro, marcou presença na competição 

e foi representado por Doda Miranda, que ficou na 

23ª posição montando AD Rahmannshof’s Bogeno, 

e Rodrigo Pessoa, que montou o cavalo Status e foi 

o 26º colocado, ambos cumprindo a primeira volta 

com uma falta. Na noite anterior, 12 de junho, Pessoa 

levou o 6ª lugar com zero falta, saltando a 1.50m.

O  prêmio  principal  do  GP,  no  dia  13,  ficou  com  a 

francesa Pénélope Leprevost, montando Ratina 

d’la Rousserie, que terminou o segundo round do 

GP com zero penalidades e um tempo de 36.86s. 

O vice-campeonato ficou com o sueco Rolf Göran 

Bengtsson, que, montando Casall Ask, teve o tempo 

de 37.82, também sem faltas. O terceiro lugar no 

pódio ficou com Luciana Diniz, com tempo de 37.97, 

sem penalidades.

O Global Champions Tour passou ainda pelas ci-

dades de Mônaco, Paris, Estoril, Chantilly, Londres, 

Valkenswaard, Roma e Viena. Após as 14 etapas, 

o inglês Schott Brash segue na liderança, com 279 

pontos, e apenas dois pontos o separam do segun-

do lugar, posto ocupado pela amazona Luciana Diniz, 

que acumula 277 pontos. A grande final promete ser 

emocionante e será realizada em Doha, capital do 

Qatar, de 12 a 14 de novembro.



55

H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e       |

1. Ratina d’la Rousserie - Pénélope Leprevost, FRA

2. Casall ASK - Rolf-Göran Bengtsson, SUE

3. Fit For Fun 13 - Luciana Diniz, POR

4. VDL Groep Arera C - Maikel van der Vleuten, HOL

5. First Devision - Sheikh Ali Bin Khalid Al Thani, QAT

6. Argento - John Whitaker, GBR

R E S U LTA D O S

Porto velho de Cannes




56

|       H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e

GASTRITE 

em 


equinos de esporte

gastrite em equinos ocorre frequentemente 



em animais de esporte, como baliza e tam-

bor, salto, corrida, enduro, polo,vaquejada 

e Adestramento , mas pode ocorrer tam-

bém em animais a pasto. A incidência de tal enfermi-

dade normalmente esta associada a estresse, ritmo 

intenso de treinamento, viagens constantes, após 

uso excessivo de antiinflamatórios , comum em con-

finamentos e grandes centros hípicos e jockeys.

Os sintomas apresentados por esses equinos são: 

diminuição do apetite, da condição física e da perfor-

mance atlética, além de salivação excessiva, ranger 

dos dentes e cólicas.

por Rogério Saito*

*Rogério Saito é médico veterinário CRMV-SP: 11.000

PAPO VET

O diagnostico deve ser baseado no histórico do ani-

mal, manifestações clínicas, resposta a terapia e ao 

exame gastroscópico, sendo que o ultimo é a única 

maneira de identificar a presença, localização e seve-

ridade das ulceras gástricas.

A prevenção da gastrite consiste na eliminação das 

causas bases, como diminuir o nível de estresse, 

com manejo extensivo e volumoso de boa qualidade 

à vontade.

O tratamento consiste na administração de medica-

mentos que inibem a produção acida que causam as 

lesões no estômago.



57

H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e       |




58

|       H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e

MUSEU OLÍMPICO

Estátua de bronze do campeão 

olímpico de 1988, Jappeloup, que 

media apenas 1,58m e foi montado 

pelo cavaleiro francês Pierre Durand 

nesta ocasião em Seul




59

H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e       |

Museu Olímpico

A cidade de Lausanne, na região francófona da Suíça, é a sede de grandes organizações interna-

cionais. Lá se estabeleceram importantes órgãos que atuam no mundo inteiro, como as Organiza-

ções das Nações Unidas (ONU), a Federação Internacional de Futebol (FIFA), a Federação Equestre 

Internacional (FEI) e o Comitê Olímpico Internacional (COI), que reconhece oficialmente a cidade 

como a Capital Olímpica.

E

m termos de qualidade de vida, não há dú-



vidas: a Suíça é um dos melhores países 

para se viver. A terceira edição do Relató-

rio Mundial da Felicidade 2015, pesquisa 

comandada pela ONU, apontou o país como o mais 

feliz do mundo, baseada em fatores como expecta-

tiva de vida saudável, percepção de corrupção ou 

ausência dela no governo, sistema de ajuda social 

e PIB per capita.

Apesar de ter um território relativamente pequeno, 

se comparado ao de países como o Brasil, que al-

cançou o 16º lugar do ranking, a Suíça é uma das 

principais economias mundiais e um importante 

centro financeiro internacional. A movimentação tu-

rística na região também merece destaque, sendo 

os seus gelados Alpes parte do imaginário de visi-

tantes das mais variadas origens.

Situada em um cenário belíssimo, às margens do 

Lago Léman e cercada por montanhas, Lausan-

ne não fica de fora do circuito turístico suíço e 

é a combinação perfeita entre cidade comercial 

e destino de férias, com grande movimentação 

cultural e esportiva. A capital do Cantão de Vaud 

abriga a mais importante coleção dedicada aos 

esportes do mundo. É lá que funciona o Le Musée 

Olympique, fundado em junho de 1993 por Juan 

Antonio Samaranch, sétimo presidente do Comitê 

Olímpico Internacional.



60

|       H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e

MUSEU OLÍMPICO

Com um incrível acervo de mais de 10 mil 

peças, o Museu Olímpico é um dos pontos 

turísticos mais famosos de Lausanne e re-

cebe cerca de 250 mil visitantes por ano. Do 

lado de fora, já dá para se ter ideia do clima 

encontrado em cada metro quadrado das 

instalações do museu, que possui inúmeras 

obras de arte ao ar livre, todas exclusivamente 

com tema esportivo, e até mesmo um pedaço da 

calçada da vila olímpica de Barcelona. 

Escultura equestre na entrada da 

sede da FEI (Federação Equestre 

Internacional) em Lausanne




61

H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e       |

Passeando pelas galerias do museu, é possível saltar 

dos Jogos Olímpicos na Antiguidade até os tempos 

atuais em poucos minutos, passando por coleções de 

objetos valiosos da Grécia Antiga, documentos, filmes 

e até mesmo exposições interativas, que se utilizam de 

recursos tecnológicos para ilustrar passado e presente.

Que tal conferir de perto uma coleção de troféus e meda-

lhas olímpicas? Ou, quem sabe, passar na lojinha oficial 

de souvenires e levar um pedacinho dos Jogos Olímpi-

cos para casa. Uma coisa é certa: os apaixonados por 

esportes vão sair do museu satisfeitos com a mostra, 

que é o maior centro permanente de informações sobre 

o tema no mundo. Lá, o passeio completo e inesquecível 

pela história das Olimpíadas é um prêmio garantido.




62

|       H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e

CHIO ROTTERDAM

Rotterdam

A moderna e histórica Rotterdam promove, anualmente, um tradicional concurso hípico 5 estrelas. 

Entre os dias 18 e 21 de junho, a cidade recebeu os melhores cavaleiros e amazonas do ranking in-

ternacional no CHIO Rotterdam, que, desde 1948, movimenta o hipismo na região.

L

ocalizada a apenas uma hora a trem de Ams-



terdam, Rotterdam se estabeleceu como a 

segunda cidade mais importante da Holanda

ficando atrás apenas da capital. O município 

está localizado às margens do rio Nieuwe Maas e, atu-

almente, é a sede do maior porto da Europa. 

O destaque na área de transporte marítimo começou 

em um período conhecido como o “século de ouro” 

dos Países Baixos, no final do século XVII. De lá para 

cá, Rotterdam se estabeleceu como o centro financei-

ro da Holanda, exercendo um papel de grande impor-

tância para a economia europeia. 

O turismo também é forte na cidade, embora sem o 

mesmo furor juvenil da vizinha Amsterdam. E não só 

o clima turístico é diferente, mas também o conjunto 

arquitetônico da região. Embora seja uma cidade his-

INTERNACIONAL

O cavaleiro suíço 

Pius Shwizer




63

H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e       |

tórica, Rotterdam é formada por construções moder-

nas e de grande variedade, já que foi completamente 

devastada por um bombardeio comandado por Hitler 

durante a Segunda Guerra Mundial, no que ficou co-

nhecida como a Batalha dos Países Baixos. Entre os 

destaques da arquitetura moderna da região, estão as 

famosas casas cúbicas, projetadas em 1977, que atra-

em diversos turistas curiosos.

Além disso, a cidade respira cultura, com muitas op-

ções  de  museus  e  atrações  locais.  Os  coffee  shops, 

famosos em Amsterdam, também são encontrados por 

lá e frequentados por moradores e turistas, embora de 

maneira mais escassa e discreta. As características ge-

ográficas de Rotterdam favorecem a prática do ciclismo 

e é possível visitar praticamente todas as áreas da re-

gião de bicicleta, veículo muito utilizado para passeios 

casuais e também como meio de transporte cotidiano. 

Kralingsee Plas

Lucy Davis recebe o prêmio do primeiro lugar



64

|       H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e

INTERNACIONAL

Copa das Nações

A cidade também é famosa por sediar um dos mais 

importantes eventos hípicos do mundo, o CHIO 

Rotterdam, um prestigiado concurso 5 estrelas que 

completa 67 anos em 2015. O mais antigo evento 

esportivo internacional de Rotterdam aconteceu en-

tre os dias 18 e 21 de junho e movimentou as pistas 

da Kralingse Bos, um pedacinho de floresta urbana 

cheio de charme e belezas naturais, à beira do belís-

simo lago Kralingse Plas, em Kralingseweg.

Perfeito para a prática de esportes como corrida, ci-

clismo, golfe e equitação, o lugar  recebeu disputas 

de salto e adestramento, com destaque para o Lon-

gines Grand Prix Porto de Rotterdam e a Furusiyya 

FEI Copa das Nações. 

Com um prêmio total de 200 mil euros, o GP de Rot-

terdam foi disputado no último dia do evento e teve 

um jump-off emocionante, com a vitória da ameri-

cana Lucy Davis. Montando Barron, ela terminou o 

percurso sem penalidades, com 39,49s, apenas 0,4 

segundo mais rápido que o segundo colocado, o 

Karina Johannpeter

Felipe Amaral




65

H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e       |

alemão  Daniel  Deusser  (39,86).  O  terceiro  lugar  fi-

cou com o top alemão Marcus Ehning, montando 

Comme II (40,78). O único brasileiro na prova foi o 

campeão sul-americano Felipe Amaral, que termi-

nou a segunda volta na 22ª posição, contabilizando 

4 faltas e 76,06s.

No dia 19, o Brasil foi representado por uma equi-

pe de peso na Copa das Nações, formada pelos 

atletas Felipe Amaral, Karina Johannpeter, Pedro 

Veniss e Yuri Mansur, sob o comando do técnico 

Jean-Maurice Bonneau. Apesar do esforço, o gru-

po terminou a prova em 7º lugar, empatado com a 

Bélgica, depois de cometer 11 faltas na primeira 

volta e 17 na segunda.

A equipe da Grã-Bretanha, formada por Ben Maher, 

Joe Clee, Jessica Mendoza e Michael Whitaker, foi a 

grande campeã da Copa das Nações de Rotterdam, 

levando para casa o prêmio de 64 mil euros. Eles 

completaram a segunda volta com 5 penalidades, 

deixando para trás a equipe da França, em segundo 

lugar, e a Suécia, em terceiro. A equipe da Alemanha, 

que completou a primeira rodada sem penalidades e 

estava na frente, viu o jogo virar e acabou amargando 

o 4º lugar, terminando a prova com 12 faltas. 

Yuri Guerios

Equipe da Grã-Bretanha, campeã da Copa das Nações

Pedro Veniss

1. Barron -  Lucy Davis, EUA

2. Cornet D’Amour - Daniel Deusser, ALE

3. Comme Il Faut 5 - Marcus Ehning, ALE

4. Utamaro D Ecaussines - Joe Clee, GBR

5. Chiara 222 - BEERBAUM Ludger Beerbaum, ALE

6. Giovanni van Het Scheefkasteel - Pius Schwizer, SUI

R E S U LTA D O S




66

|       H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e

RODENBURGH STABLES

O Brasil na Holanda

ano de 2015 é, sem dúvidas, especial na 



vida de Camila Mazza. Radicada na Ho-

landa desde o ano passado e vivendo na 

Europa há 18 anos, a amazona olímpica 

que é considerada a melhor do Brasil inaugurou, em 

fevereiro, um centro hípico que vai dar apoio aos atle-

tas que querem se fortalecer no esporte. A proprieda-

de, comprada pelos sogros de Camila, fica nos arre-

dores de Eindhoven e conta com uma extensa área de 

45 mil metros quadrados. “A gente estava procurando 

cocheiras pra mandar nossos cavalos e coincidiu de 

ele [Elt Smit, pai do marido] achar esse lugar, gostar e 

acabar comprando”, conta a amazona. 

Além de possuir muito espaço e estar rodeado de 

belezas naturais, a coudelaria Rodenburgh Stables 

oferece condições excelentes para a prática do 

hipismo, com picadeiro coberto, pistas de grama 

e areia, piquetes, andador para cavalos, casa de 

hóspedes e 40 cocheiras. Destas, 23 são ocupadas 

pelo também brasileiro Lucas Coimbra, que vive na 

Europa há oito anos e, atualmente, trabalha para 

um proprietário árabe.

“A gente divide o espaço e, é claro, um ajuda o ou-

tro”, diz Camila. Ela também explica que a proprie-

dade está aberta para outros cavaleiros e amazo-

nas que queiram trabalhar com eles e fazer parte 

da equipe. Esta abertura reflete o maior objetivo do 

local, que é se tornar uma referência no país para 

atletas brasileiros e estrangeiros que queiram se 

aprimorar no esporte.

Um porto seguro para os cavaleiros brasileiros na Holanda. Assim pode ser chamada a Rodenburgh 

Stables, propriedade recentemente adquirida pela paulistana Camila Mazza Smit com seu marido, o 

holandês Michiel Smit, e a família dele. Localizado na cidadezinha de Knegsel, a apenas uma hora de 

Amsterdam, o empreendimento já começa a movimentar o hipismo na região. 



67

H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e       |

Experiência única

Quem vem do Brasil sabe que ter a oportunidade 

de treinar na Europa é uma experiência única: é 

lá que estão os melhores cavaleiros e as provas 

mais importantes do mundo. A Holanda tem uma 

localização privilegiada e fica na região central do 

hipismo internacional, ao lado de países como a 

Alemanha e a Bélgica.

Mas se engana quem pensa que viver por lá é só ba-

dalação. A rotina nos países europeus é bem diferen-

te da brasileira e todo atleta precisa trabalhar muito

já que a mão de obra no continente costuma ser mais 

cara do que aqui. “Quando você chega aqui, você 

tem que se dispor a fazer de tudo um pouco, fazer 

o trabalho com os cavalos, não importa o que seja”, 

conta Lucas. E isso inclui limpar cocheiras, materiais 

e preparar sozinho o animal para a monta. 

“Hoje em dia, aqui na Europa, tem muito cavaleiro 

bom, não são poucos. Então, você tem que trabalhar, 

não adianta”, analisa Camila. E foi pensando nisso 

que ela começou a organizar clínicas para os brasi-

leiros e atletas de outras nacionalidades, oferecendo 

uma infraestrutura completa para o aprendizado. 

A ideia da amazona é trabalhar em parceria com os 

instrutores do Brasil. “Cada profissional fecharia pelo 

menos um grupo entre quatro e sete pessoas, pra dar 

uma atenção boa pra cada um. A gente disponibiliza 

o cavalo, a estadia, com duas refeições, e as aulas”, 

explica. O treinamento é intensivo e acontece duran-

te uma semana, na qual os alunos montam todos os 

dias, intercalando trabalhos de plano e salto. Além 

disso, as clínicas também contarão com a presença 

de cavaleiros renomados na Holanda, dependendo 

apenas da agenda de trabalho destes atletas. 

Com a vida agitada na Holanda, Camila acha cada 

vez mais difícil voltar para o Brasil. A ideia é con-

tinuar tocando o projeto em Knegsel, que já é a 

Lucas Coimbra

Michiel Smit

casa dos brasileiros na 

Holanda. “O plano, no 

futuro, é ter um time 

de cavalos aqui, uma 

equipe que represente 

a gente. É fazer esse 

intercâmbio de gente 

vindo não só do Brasil, 

mas de outras partes do 

mundo também”, conta. 

E para quem pretende 

se mudar para a Europa 

e trilhar o mesmo cami-

nho que a amazona ini-

ciou há quase 20 anos, 

ela tem um conselho. 

Trabalho, paciência e 

humildade são o segre-

do de tudo.

Camila Mazza 

Smit



68

|       H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e

PAN 2015

Pedro Veniss montando Quabri de L’isle

equipe brasileira de hipismo terminou a 



disputa por equipes no Pan Toronto 2015 

em 4º lugar, amargando 14 pontos perdi-

dos, apenas dois a mais que os Estados 

Unidos, que levaram o bronze. O Brasil competiu 

com os cavaleiros Eduardo Menezes, Marlon Zano-

telli, Pedro Veniss e Felipe Amaral e teve o medalhista 

olímpico Rodrigo Pessoa na reserva.

Os canadenses foram os grandes campeões da dis-

puta, realizada no dia 23, e levaram para casa a me-

dalha de ouro, com 7 pontos perdidos. A Argentina, 

que tem como técnico o cavaleiro brasileiro Victor Al-

ves Teixeira, perdeu 8 pontos e ficou com a prata. Em 

24 anos, esta é a primeira vez que o time brasileiro de 

saltos termina o Pan sem medalhas.

Pan-Americano 2015

fotos: Elizabeth Brosnan

O técnico da equipe brasileira, Jean-Maurice Bonne-

au, explicou que os Jogos foram a última oportunida-

de para testar novos ginetes. “Foi bastante importan-

te fazer isso se considerarmos os Jogos Olímpicos 

como uma prioridade. Então, mesmo que o resultado 

no Jogo Pan-Americano não tenha sido bom, ganha-

mos duas Copas das Nações seguidas, o que nunca 

aconteceu na história da equipe brasileira”, destacou.

No  dia  25  de  julho,  foi  a  vez  da  final  individual  de 

saltos. Após Eduardo Menezes ficar em 8

o

 lugar nas 



provas realizadas no dia anterior e não se classificar, 

o paulista Pedro Veniss era a esperança do Brasil. O 

cavaleiro perdeu 4 pontos na primeira apresentação 

e zerou a segunda, terminando a terceira empatado 

com outros cinco conjuntos, valendo o bronze.

Realizados entre os dias 10 e 26 de julho, os Jogos Pan-Americanos de 2015 não foi dos melhores 

para o hipismo de salto brasileiro. Após terminar a competição por equipes em quarto lugar, o Brasil 

também ficou fora do pódio na disputa individual. Foi a primeira vez desde 1987 que o time de saltos 

voltou para casa sem nenhuma medalha.



69

H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e       |

Eduardo Menezes saltando com Quintol

Foi por pouco. Montando Quabri de L’isle, Veniss acabou cometendo mais 

uma falta no desempate e terminou na 5

a

 colocação. “Infelizmente, não con-



seguimos medalhas, que era o nosso principal objetivo. Mas acredito que es-

tamos no caminho certo para lutar por elas no Rio de Janeiro”, avalia Veniss.

O bronze ficou com a americana Lauren Hough, única a zerar o jump-off pela 

medalha. Os Estados Unidos também levaram o ouro no desempate, com 

Mclain Ward. O cavaleiro desbancou o ginete Andrés Rodríguez, da Venezuela, 

que  ficou  com  a  prata  e  garantiu  a  primeira  medalha  na  história  do  hipismo 

venezuelano em Jogos Pan-americanos. O cavaleiro Marlon Zanotelli, brasileiro 

mais bem colocado no ranking internacional, não chegou a ir para a final. Já 

Felipe Amaral, que tem apenas 23 anos, terminou a competição em 11

o

 lugar.



Amaral conta que disputar o Pan-Americano com a equipe brasileira foi a reali-

zação de um sonho, ainda mais podendo contar com a ajuda dos experientes 

cavaleiros Rodrigo Pessoa e Doda Miranda. “Todos os cavalos chegaram bem, 

em forma, e fizemos boas apresentações. Claro que queríamos voltar de lá com 

a medalha, mas passamos perto”, destaca.

Para Jean-Maurice Bonneau, o resultado foi positivo, mesmo sem medalhas. 

“Estou muito satisfeito com os resultados individuais. Eduardo Menezes fez 

bem. Ele estava na liderança pouco antes da final e, infelizmente, o cavalo per-

deu uma ferradura e ele fez uma falta. Pedro Veniss terminou em quinto, no 

desempate para a medalha. Marlon tem um novo cavalo, Rock’n Roll, que é jo-

vem. Era um teste e ele foi realmente consistente, com apenas uma falta. Felipe 

Amaral nos mostrou que ele é muito, muito resistente. E nós aprendemos muito 

através desses percursos”, avalia. 



70

|       H O R S E   S O C I E T Y   L i f e s t y l e

Pedro Veniss

paulista Pedro Veniss se aproximou do hi-



pismo ainda garoto, já que seu avô sempre 

trabalhou com cavalos. Hoje, aos 32 anos, o 

top é uma das apostas do Brasil no esporte 

e coleciona títulos importantes, como uma medalha de 

ouro por equipe nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007 

e o primeiro lugar nos GPs de La Baule e Strazeele, 

ambos em 2014. 

O galã, que também gosta de andar de skate, jogar fu-

tebol e surfar, foi o brasileiro melhor colocado na dis-

puta individual de saltos nos Jogos Pan-Americanos de 

Toronto 2015. Junto com a equipe, ele se prepara para 

representar o Brasil nas Olimpíadas de 2016.

UM PERFUME:

 Issey Miyake

UMA MÚSICA:

 One, do U2

UM FILME: 

Intouchables

UM LIVRO: 

Transformando Suor em Ouro

UMA FRASE:

 A gente colhe o que planta

UM LUGAR ESPECIAL:

 Praia de Maresias

UMA CIDADE:

 Barcelona

UM CAVALO: 

Baloubet


UM AMIGO: 

O que sempre está ao meu lado

UMA VITÓRIA: 

Medalha de ouro por equipe no Pan do Rio de Janeiro

UMA DERROTA: 

A lesão do meu cavalo, dez dias antes do Mundial de Aachen 2006

UM MOMENTO:

 O dia em que fui pai

UM SONHO: 

Uma medalha olímpica

UM RECADO PARA QUEM ESTÁ COMEÇANDO NO ESPORTE:

 Respeite os cavalos 

e seja determinado

PING PONG



1   2   3   4


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal