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AInformaçãoComoCoisa
Eventos 
Também aprendemos com eventos, mas 
eventos prestam-se cada vez menos que 
objetos para serem colecionados e 
armazenados em sistemas de informação 
para uso futuro. Quanto diferente o estudo 
de história poderia ser! Eventos são (ou 
podem ser) fenômenos informativos e 
assim deveriam ser incluídos em qualquer 
aprendizado completo em ciência da 
informação. Na prática encontramos a 
evidência de eventos usados de três 
diferentes maneiras: 
(1) 
Objetos, que podem ser 
coletados ou representados, 
podem existir como 
evidência 
associada com 
eventos: 
mancha de sangue no carpete, 
talvez, ou uma pegada na 
areia; 
(2) Podem existir representações 
do próprio evento: fotos, 
jornais, relatórios, memórias. 
Tais documentos podem ser 
armazenados e recuperados; e, 
também, 
(3) Em alguns casos eventos 
podem ser 
criados ou re-
criados
. Nas ciências 
experimentais, é de grande 
importância que um 
experimento – um evento – 
seja designado e descrito de tal 
forma que possa ser 
reproduzido subseqüentemente 
por outros. Desde que um 
evento não possa ser 
armazenado e desde que a 
avaliação dos resultados não 
seja mais do que rumores, a 
probabilidade de reprodução do 
experimento tanto quanto a 
validade da evidência, da 
informação, poder ser 
verificada é altamente 
desejável. 
Considerando eventos como informativos e 
observando que, embora eventos não 
possam ser recuperados, há algumas 
chances de reproduzi-los, adicionando 
outro elemento a completa extensão de 
fontes de informação. Se a reprodução de 
eventos é uma fonte de evidência, de 
informação, então não é irracional pensar 
em laboratório (ou outro) equipamento 
usado para reproduzir um evento como 


Pós-Graduação em Ciência da Informação e Documentação – ECA/USP – 1º sem./2004
Disciplina: Formas de estruturação e mediação da informação institucionalizada 
Profas. Johanna W. Smit e Maria de Fátima M. Tálamo

sendo algo análogo aos objetos e 
documentos que são usualmente 
relacionados como fontes de informação. 
Em quais sentidos interessa a resposta a 
uma pesquisa obtida de um registro 
armazenado em uma base de dados ou de 
uma reprodução de um experimento? Qual 
é a diferença significativa do uso de 
logaritmos entre o valor de logaritmo 
extraído de uma tabela de logaritmos e o 
valor do logaritmo calculado quando 
necessário? A questão pode ser a forma de 
comparação das duas, mas iria certamente 
relacionar ambas como sendo igualmente 
informação. Sem dúvida seria um 
desenvolvimento lógico a tendência de uso 
de computadores e a expectativa da 
indefinição entre a distinção da 
recuperação de resultados de uma análise 
antiga e a apresentação de resultados de 
uma análise atual. 
Para incluir objetos e eventos, assim como 
dado e documentos como espécies de 
informação, adota-se um conceito mais 
amplo do que é comum. Entretanto, se 
estamos definindo informação em termos 
do potencial para o processo de informar, 
isto é, como evidência, não haveria base 
adequada para restringir o que está 
incluído nos dados e documentos como 
alguns prefeririam, exemplo, definindo 
informação como “Dado processado e 
reunido em um formato significativo”
(Meadows, 1984, p.105). Há duas 
dificuldades para tão restrita definição: 
Primeiramente, deixa sem resposta a 
questão do que chamar outras coisas 
informativas, assim como fósseis, pegadas, 
e gritos de terror. Segundo, isso inclui uma 
questão adicional de quanto processamento 
e/ou reunião de dado é necessária para em 
ser chamada informação. Em adição a 
essas duas específicas dificuldades há um 
critério geral que, todas as coisas iguais, 
uma simples solução é preferível em vez de 
uma complicada. Portanto, conservamos 
nossa visão mais simples da “informação-
como-coisa” considerando-a idêntica
à 
evidência física: Qualquer coisa da qual se 
possa aprender (Orna & Pettit, 1980, p.3). 
Felizmente há mudanças na literatura em 
língua inglesa de recuperação de 
informação favoráveis a uma aproximação 
universal da informação e de sistemas de 
informação (Bearman, 1989).

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