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AInformaçãoComoCoisa
Tipos de informação 
 
Perseguindo a noção de informação como 
evidência, bem como de coisas que podem 
ser informativas, podemos examinar mais 
especificamente que tipos de coisas podem 
ser incluídos. 
Dados 
“Dados” na forma plural da palavra Latina 
“datum”, significa “coisas que podem ser 
dadas”. Isso é, portanto, um termo 
aceitável para o significado de informação-
como-coisa que tenha sido processada de 
alguma forma para uso posterior. 
Comumente “dados” denotam qualquer 
registro armazenado em computador (Veja 
Machlup (1983, p.646-649) para uma 
discussão do uso e desuso do termo 
“data”). 
Textos e documentos 
Arquivos, bibliotecas, e escritórios são 
dominados por textos: artigos, cartas, 
formulários, livros, periódicos, manuscritos, 
e registros escritos de vários tipos, em 
papel, em microfilmes, e no formato 
eletrônico. O termo “documento” é 
normalmente usado para denotar textos 
ou, mais exatamente, objetos textuais.
Pode parecer sem sentido incluir imagens, 
e até sons passiveis de conduzir algum tipo 
de comunicação, estética, inspiradora, 
instrumental, o que for. Nesse sentido, uma 
tabela de números pode ser considerada 
texto, assim como um documento, ou um 
dado. Um texto que deve ser analisado 
estatisticamente poderia também ser 
considerada como dado. Há uma tendência 
em usar “dado” para denotar informação 
numérica e usar texto para denotar 
linguagem natural em qualquer meio. 
Confusões a mais resultam da tentativa em 
distinguir dois tipos de recuperação 
baseados em duas suposições sobre “dado” 
e “documento” : (1) a “recuperação de 
dado” deveria significar a recuperação de 
registros que alguém deseja consultar e 
“recuperação de documento” deveria 
denotar 
referências a 
registros que alguém 
poderia desejar consultar; e (2) que 
“recuperação de dados” poderia ser a 
busca de “item conhecido”, mas que 
“recuperação de documento” poderia ser 
uma “busca” para um item desconhecido 
(van Rijsbergen, 1979, p.2; Blair, 1984). A 
suposição anterior impõe uma velha 
definição em ambos os termos. A segunda 
é ilógica e contrária à experiência prática 
(Buckland, 1988b, pp. 85-87). É sensato 
não assumir nenhuma distinção definitiva 
entre dados, documento e texto.
Objetos 
A literatura em ciência da informação tem 
se concentrado limitadamente em dados e 
documentos como fontes de informação. 
Mas isso não é contrário ao senso comum. 
Outros objetos são também potencialmente 
informativos. Quanto saberíamos sobre 
dinossauros se nenhum fóssil tivesse sido 
encontrado? (
cf.
Orna e Petit (1980, p. 9), 
escrevem sobre museus: “No primeiro 
estágio, os objetos são o único repositório 
de informação.”) Porque centros de 
pesquisa reúnem variados tipos de coleções 
e objetos se não esperam que estudantes e 
pesquisadores aprendam a partir deles? 
Qualquer universidade confiável, 
provavelmente mantém uma coleção de 
rochas, um herbário de plantas 
preservadas, um museu de artefatos 
humanos, uma variedade de ossos, fósseis, 
e esqueletos, e muito mais que isso. A 
resposta é, certamente, que objetos não 
são documentos no senso comum assim 
como textos e não podem jamais ser fontes 
de informação, informação-como-coisa. 
Objetos são coletados, armazenados, 


Pós-Graduação em Ciência da Informação e Documentação – ECA/USP – 1º sem./2004
Disciplina: Formas de estruturação e mediação da informação institucionalizada 
Profas. Johanna W. Smit e Maria de Fátima M. Tálamo

recuperados, e examinados como 
informação, como princípio para se 
transformarem em informação. Alguém 
perguntaria sobre a completude de todo o 
campo da informação, ciência da 
informação, ou sistemas de informação que 
não alcançou objetos bem como 
documentos ou dados. Ai nós, assim como 
Wersig (1979), vamos além que Machlup 
(1983, p.645) quem, como Belkin e 
Robertson (1976), limitam informação 
àquilo que está intencionalmente dito: 
“Informação compreende no mínimo duas 
pessoas: uma que fala (fala, escreve, 
imprime, assinala) e outra que escuta, lê, 
assiste.” Da mesma forma Heilprin (1974, 
p.124) afirma que: “ciência da informação é 
a ciência da propagação do significado das 
mensagens humanas”. Fox (1983) mantém 
uma visão especifica, examinando 
informação e ruídos na informação 
exclusivamente em termos de propostas.
Brookes (1974), entretanto, foi menos 
restritivo: “Não vejo razão para que aquilo 
que é aprendido pela observação direta do 
desenvolvimento físico não deveria ser 
considerada como 
informação
assim como 
aquilo que é aprendido através da 
observação de sinais num documento.” 
Wersig (1979) adotou uma visão mais 
limitada de informação como sendo 
derivada de três fontes: (1) “Gerada 
internamente” pelo esforço mental; (2) 
“Adquirida pela percepção pura” do 
fenômeno; e (3) “Adquirida pela 
comunicação.” Entendemos “informação-
como-coisa” como correspondente a duas 
fontes apontadas por Wersig, ao fenômeno 
(2) e comunicações (3). 
Alguns objetos informativos, assim como 
pessoas e prédios históricos, simplesmente 
não se destinam a serem colecionados, 
armazenados, e recuperados. Mas a 
locação física numa coleção não é sempre 
necessária para o acesso continuado. 
Referência a objetos situados em seus 
locais de origem criam, com efeito, uma 
“coleção virtual”. Poderiam criar também 
algumas descrições ou representações 
deles: um filme, uma fotografia, algumas 
medidas, uma direção, ou uma descrição 
escrita. O que então seria uma coleção de 
descrições de documentos ou 
representações da pessoa, prédio, ou de 
outro objeto.

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