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AInformaçãoComoCoisa
Cópias de informação e 
Representações 
 
Cópias: impressas e representadas 
Ao prover acesso à informação através de 
um tradicional sistema de informação, 
reconhecer se duas partes de informação 
são ou não são a mesma (ou, no mínimo, 
equivalentes) é importante. Quando cópias 
são idênticas alguém diria que poderiam 
ser formalmente classificadas como 
impressas e representativas. Exemplos de 
cópias que não são exatamente iguais são 
identificados como 
dois tipos diferentes

cópias idênticas são consideradas como 
representativas.
Se existir somente um 
exemplo, então se diria que há somente 
uma “representação” daquele “tipo”. 
A criação de idênticas, cópias igualmente 
autênticas é o resultado de tecnologias de 
produção de massa, assim como a 
impressão. Se você quer reler um título 
específico (tipo), você estaria buscando 
uma copia (representação) dele, mas não 
insistiria em obter exatamente a copia 
anteriormente consultada. Similarmente se 
houver lido um livro sobre algum assunto e 
quiser saber mais sobre ele, simplesmente 
buscaria uma cópia de um título 
diferente
em vez de ler uma cópia diferente do 
mesmo título. 
Essa característica de cópias igualmente 
aceitáveis podem ser encontradas em 
outros exemplos de sistemas de 
informação. Alguns tipos de objetos de 
museus são produzidos em massa, como os 
telefones. Tanto telefones quanto livros, 
um de seus exemplares é aceitável desde 
que faça parte da mesma produção seriada. 
Existe, entretanto, uma qualificação maior. 
Na prática de arquivos, assim como em 
museus, dois documentos fisicamente 
idênticos são identificados como diferentes 
se ocorrerem em diferentes lugares por 
causa do contexto do acervo no qual foram 
arquivados. A razão é que sua posição 
única em relação a outros documentos os 


Pós-Graduação em Ciência da Informação e Documentação – ECA/USP – 1º sem./2004
Disciplina: Formas de estruturação e mediação da informação institucionalizada 
Profas. Johanna W. Smit e Maria de Fátima M. Tálamo
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faz únicos por associação, e portanto, 
diferentes. 
Nas bases de dados eletrônicas a situação é 
um pouco menos clara. Pode haver copias 
de dois tipos: cópias temporárias, virtuais 
carregadas no monitor; ou a possibilidade 
de reprodução dessas cópias de modo mais 
perene, em papel ou em outro meio 
armazenável. Essas cópias podem não ser 
idênticas ao original, se decorrentes de um 
erro mecânico. Entretanto, é comumente 
assumido
que ou a cópia é autêntica ou os 
seus erros são tão aparentes que se 
tornarão muito evidentes. Há muitas 
dificuldades em reconhecer a origem de 
uma cópia, se é de uma última versão 
oficial da base de dados, mas isso é uma 
outra questão. Nos textos manuscritos há a 
probabilidade de que cada um tenha pelo 
menos mínimas diferenças, mesmo se seu 
propósito seja obter uma cópia. Quem 
copia provavelmente omite, acrescenta, e 
altera partes do texto. Uma característica 
significante dos estudos medievais é a 
necessidade de examinar atentamente 
todas as copias de uma série de 
manuscritos não somente para identificar 
as diferenças, mas também para inferir 
qual das versões poderia ser a mais correta 
de acordo com as suas diferenças. 
Em geral, a existência de copias idênticas, 
igualmente informativas, igualmente 
autorizadas é rara. Materiais impressos em 
bibliotecas são notáveis exceções. Mais 
comum é o caso das cópias não totalmente 
idênticas, embora possam ser 
aceitavelmente idênticas para muitos 
propósitos. 
Interpretações e conclusões de evidências 
O progresso em tecnologia da informação 
altera o processo de criar e utilizar 
informação-como-coisa. Muitas informações 
em sistemas de informação têm sido 
processadas, codificadas, interpretadas, 
resumidas, por fim, transformadas. Livros 
são um bom exemplo. Virtualmente todos 
os livros coligidos são baseados, pelo 
menos em parte, na evidência primitiva, 
ambos são textuais e trazem outras formas 
de informação. Tradicionalmente o livro é 
permeado com descrições e sumários, ou, 
como preferirmos chamá-los, 
representações.
Representações têm importantes 
características: 
(1) Toda 
representação 
possivelmente é mais ou 
menos incompleta em alguns 
aspectos. Uma fotografia não 
indica movimento e pode não 
retratar a cor. Até uma 
fotografia colorida mostrará 
cores imperfeitamente – o 
que se apaga com o tempo.
Uma narrativa escrita refletirá 
o ponto de vista do autor e as 
limitações da linguagem. 
Filmes e fotografias 
usualmente mostram somente 
uma perspectiva. Algo do 
original é sempre perdido. Há 
sempre alguma distorção, 
uma inexatidão. 
(2) Representações 
são 
construídas por conveniência, 
que nesse contexto tende a 
facilitar o armazenamento, a 
compreensão, e/ou a busca. 
(3) Por causa da questão da 
conveniência, representações 
são normalmente 
substituições do evento ou do 
objeto do texto, de um texto 
a outro, ou de objetos e 
textos a dados. Exceções a 
isso, tais como de objeto a 
objeto ou de documento 
relacionado ao objeto 
(replicas físicas e modelos) 
podem ser também 
encontradas (Schlebecker, 
1977). 
(4) Detalhes 
adicionais 
relacionam-se ao objeto mas 
não às evidencias que podem 
ser próximas às 
representações, tanto para 


Pós-Graduação em Ciência da Informação e Documentação – ECA/USP – 1º sem./2004
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informar quanto para informar 
mal. 
(5) Representações podem ser 
repetidas 
indefinidamente. Pode 
haver representações de 
representações de 
representações. 
(6) Por razões práticas 
representações são 
comumente (mas não 
necessariamente) mais 
breves ou diminutas que 
do o que esteja sendo 
efetivamente 
representado, 
concentrando-se 
naquelas características 
mais significantes. Um 
resumo, também por 
definição, é um 
descrição incompleta. 
O progresso contínuo na tecnologia da 
informação permite melhoria em nossa 
habilidade de fazer descrições físicas, 
exemplos de informação-como-coisa. 
Fotografias aperfeiçoam desenhos; imagens 
digitais aperfeiçoam fotografias. A voz do 
século dezenove, o cantor Jenny Lind, foi 
descrito pela Rainha Victoria como “a mais 
estranha, poderosa e peculiar voz, tão 
sonora, tão macia e flexível...” (Sadie, 
1980, v.10, p.865). Embora essa descrição 
seja melhor que nenhuma, poderíamos 
obter muitas outras informações ouvindo 
uma gravação sonora. 
Reproduções de trabalhos de arte e 
artefatos de museus podem ser suficientes 
para alguns propósitos e têm a vantagem 
de prover muito mais acesso físico sem ter 
que desgastar os originais. Em tempo, 
como representações dos originais, eles 
sempre serão deficientes, a não ser que, no 
caso de trabalhos de arte e objetos de 
museus, as representações sejam tão 
fidedignas que os especialistas não possam 
identificar qual é o original e qual é a cópia 
(Mills & Mansfield, 1979). 

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