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História da África Ocidental Sec. XVI-XVIII
1.1.2.  Metodologia. 

Para a materialização do presente trabalho, usar-se a o método de pesquisa bibliográfica.  

 

 

 



 

 



 

2.  O impacto de comercio de escravos sobre o continente africano. 

 

Portugal  foi  atraído  inicialmente  para  a  África  Negra  pelo  ouro,  que  era  anteriormente 



exportado  pelos  países  islâmicos.  Nao  obstante,  eles  nao  tardaram  a  perceber  que  a  África 

possuía  uma  outra  mercadoria,  também  fortemente  procurada  pelos  Europeus:  os  escravos. 

Ainda  que  a  escravidao  na  África  fosse  diferente  da  escravidao  praticada  pelos  europeus,  a 

tradiçao  de  exportar  escravos  para  os  países  árabes  era  muito  antiga  em  grandes  partes  do 

continente, em particular do Sudao. Nos séculos  XV e XVI, esta tradiçao pareceu ter ajudado, 

em  certa  medida,  os  portugueses  a  conseguir,  regularmente,  escravos  em  uma  grande  parte  da 

África Ocidental, notadamente, na Senegâmbia, parceira econômica, de longa data, do Magreb. 

Os portugueses, que penetravam cada vez mais profundamente nas regioes do sudeste da África 

Ocidental,  aplicaram,  com  sucesso,  as  práticas  comerciais  utilizadas  na  Senegâmbia. 

Compreendendo  o  caráter  indispensável  da  cooperaçao  dos  chefes  e  dos  mercadores  locais, 

dedicaram‑ se a interessá‑los ao trato de escravos.  

Os  portugueses  nao  ignoravam  que  isto  pudesse  resultar  em  uma  intensificaçao  dos 

conflitos entre os diversos povos e Estados africanos, os prisioneiros de guerra tornando‑ se o 

principal objeto deste comércio, mas eles deixaram muito cedo de se opor as objeçoes morais, 

pois, como muitos outros na Europa, eles acreditavam que o tráfico abria aos negros o caminho 

para a salvaçao: nao sendo cristaos, os negros haveriam de ser condenados por toda a eternidade 

se eles ficassem em seus países. 

 

Segundo MANNING, (1981, p. 500) diz que;  



A  escravidão  africana  existia,  é  claro,  antes  do  comércio  atlântico  de  escravos  e 

provavelmente antes do  comércio  transariano  de  escravos. O modelo embora não tente refutar 

esses  fatos  pode,  não  obstante,  ser  visto  como  um  teste  para  a  noção  de  que  a  significância 

quantitativa da escravidão na África é atribuível primeiramente à demanda externa. 

Assim  sendo,  e  possível  ver  que  Antes  da  expansão  pelo  Atlântico,  os  escravos 

chegavam  a  Portugal  através  do  Marrocos,  um  dos  destinos  das  rotas  caravaneiras  que 

transportavam  o  ouro  e  marfim  da  África  subsaariana.  Modificando  ou  não  a  escravidão  no 

continente  africano,  ao  longo  das  navegações  pela  costa,  os  portugueses  passaram  a  obter 

diretamente  dos  africanos,  diversas  mercadorias,  principalmente,  o  ouro,  o  marfim,  a  pimenta 

entre outros. 

 



 


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