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CAZAQUISTÃO
RÚSSIA
MONGÓLIA
ÍNDIA
NEPAL
BUTÃO
O
O
BUT
VIETNÃ
FILIPINAS
TAIWAN
JAPÃO
  COREIA
  COREIA
  COREIA
  COREIA
  COREIA
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  COREIA
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NORTE
NORTE
COREIA
COREIA
COREIA
DO
SUL
MIANMAR
BANGLADESH
MAR DA
CHINA
ORIENTAL
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JAPÃO
(MAR DO
LESTE)
MAR DA
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MERIDIONAL
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110º  L
40º  
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N
0
520 km
Fonte: OLIC, Nelson B.; CANEPA, Beatriz. Geopolíticas asiáticas. São Paulo: Moderna, 2007. p. 13. Consulado da China 
nos Estados Unidos, 2015. Disponível em: 
. Acesso em: fev. 2016.
• Tibet
O Tibet é uma vasta região situada a sudoeste do território da China. Apesar de ter 
constituído um Estado independente entre 1911 e 1950, a China alega que o Tibet 
faz parte do seu território desde o século XIII. Os tibetanos afirmam que o domínio 
chinês na região não foi constante nem contínuo.
No ano posterior à Revolução Socialista de 1949, a região foi novamente anexada pela 
China Popular. Antes institucionalizado como Estado 
teocrático, o Tibet, sob o domínio 
chinês, passou por grandes transformações, como a supressão do poder da aristocracia 
religiosa e civil, a abolição da servidão rural e da escravidão doméstica e a redistribuição 
de terras. Além disso, o planalto tibetano e a cidade de Lhasa, capital dessa província 
autônoma, receberam um grande contingente de migrantes chineses de origem han.
A reação diante da anexação, durante a década de 1950, colocou em confronto 
as forças de ocupação e parte da população tibetana separatista, organizada no 
Exército de Defesa da Religião, que atacou a todos que apoiavam a incorporação do 
Tibet à China Popular. No entanto, essa reação foi esmagada pelo exército vermelho 
de Mao Tsé-Tung (1893-1976). O líder espiritual tibetano, Dalai Lama, exilou-se, em 
1959, na cidade indiana de Dharamsala, onde vive até hoje.
Em 1989, uma onda de movimentos pela democratização do regime chinês foi 
acompanhada por uma nova revolta separatista de monges budistas e de civis. O 
governo chinês, além de impor a 
lei marcial, restringiu a relativa autonomia religiosa 
e cultural ainda presente no Tibet (figura 30, na próxima página).
DACOST
A MAP
AS
Teocracia 
É um governo exercido por uma 
autoridade divina representada 
por homens. Nas teocracias, os 
líderes do governo são membros 
do clero e o sistema jurídico do 
Estado estabelece suas leis com 
base na religião.
Lei marcial 
Situação especial em que o 
Estado passa a ser gerido 
momentaneamente por uma 
autoridade militar. A lei marcial 
cria um Estado de exceção – 
restrição das liberdades civis, 
imposição do toque de recolher, 
poder de deter os cidadãos sem 
acusação formal etc. – que 
assegura poderes ao governo 
de tomar decisões e ações 
necessárias para garantir a 
ordem e a segurança.
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Unidade 1  |  Etnia, diversidade cultural e confl itos 
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Em 2008, novas manifestações levaram monges e jovens separatistas às ruas em 
Lhasa, Drepung, Sera, Gansu e Gamden, locais onde se situam importantes monasté-
rios. Apesar da recomendação do Dalai Lama para que empregassem uma estratégia 
de luta apoiada na não violência e centrassem suas reivindicações na autonomia, os 
rebeldes tibetanos insistiram em sinalizar sua luta pela independência com ataques a 
cidadãos civis de origem chinesa e a autoridades alinhadas com o governo de Beijing. 
Mais uma vez, o Estado chinês reprimiu os manifestantes com violência. Na ocasião, 
a atenção mundial estava focada na China, em função da olimpíada ali realizada no 
mesmo ano, fato que ampliou negativamente a repercussão dos acontecimentos e 
da repressão ocorridos nessa região autônoma.
• Xinjiang
A província autônoma de Xinjiang está situada ao norte do Tibet e no noroeste do 
território chinês. Ocupada originalmente por muçulmanos da 
etnia uigure, foi anexada 
pela China no século XIX, e hoje corresponde a 15% do seu território. A terra dos uigures 
passou a ter importância econômica estratégica com a descoberta de grandes reservas 
de petróleo, correspondendo à terça parte das reservas existentes em toda a China.
O partido comunista utilizou em Xinjiang a mesma política de ocupação empregada 
no Tibet: estimulou a migração de colonos chineses para que estes suplantassem 
numericamente os uigures. Em 1949, a etnia han representava apenas 6% do total 
da população de Xinjiang. Em 2010, os chineses da etnia han representavam 41% da 
população, pouco menos que os 45% formados pela população uigure. Em Urumqi, 
capital da província, a população majoritária é han.
O objetivo dessa política migratória foi assegurar o controle do território e inibir 
qualquer iniciativa separatista, pois os uigures são mais ligados cultural e etnicamente 
à Ásia Central do que à China. No entanto, o movimento separatista ganhou força 
após a independência das ex-repúblicas soviéticas em 1990, situadas em sua fron-
teira: o Cazaquistão, o Tadjiquistão e o Quirguistão. Na última década, o movimento 
separatista promoveu uma série de ataques às tropas de ocupação chinesas, aos 
serviços públicos e à população civil han.
As ações do governo chinês em relação à população uigure são responsáveis 
pelo recrudescimento dos conflitos étnicos locais e pelo crescimento do número de 
adeptos do separatismo. Dentre as mais desaprovadas estão a discriminação contra 
os habitantes originais, os privilégios dos han nos empregos públicos e o boicote às 
práticas culturais e religiosas da população uigure.


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