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Figura 25.
 Manifestante palestino 
atira pedras em jipes do exér-
cito israelense nos arredores de 
Ramallah (capital da Cisjordânia) 
durante a segunda Intifada, 2001.
OSAMA SIL
W
ADI/REUTERS/LA
TINSTOCK
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Capítulo 2  –  Conflitos étnico-nacionalistas e separatismo 
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Arte • História
Protestos no muro da Cisjordânia
A construção do muro por Israel vem sendo cri-
ticada por diversos setores da sociedade palestina e 
mundial. Palestinos e israelenses, e pessoas de dife-
rentes partes do mundo, também fazem seu protesto 
por meio da arte. Trechos do muro da segregação 
foram transformados num imenso painel, onde os 
artistas e pessoas em geral se manifestam.
Neste trecho do muro foi colado, sobre pichações 
de protestos, um grande painel inspirado no quadro 
Guernica (1937), de Pablo Picasso (1881-1973). 
Guernica, assim como a obra colada no muro, 
traz elementos da sintaxe cubista (a forma como 
os elementos são dispostos na obra e as relações 
que estabelecem entre si): imagens fragmentadas, 
decompostas e distribuídas em planos sobrepostos 
na tela, quebrando totalmente a noção de perspectiva.
1.
  A obra de Picasso faz referência a qual contexto histórico? Discuta a analogia desse contexto com o do painel 
colocado no muro construído por Israel.
2.
  A linguagem cubista, descrita acima, dá um sentido às situações reais apresentadas nessas obras. Explique.
A partir de 2009 aos dias atuais, o primeiro-ministro de Israel Benjamin 
Netanyahu (1949-) entravou as negociações com a ANP ao permitir a ampliação 
dos assentamentos judaicos na Cisjordânia, o que inviabiliza a formação de um 
território palestino contínuo. O governo de Barack Obama posicionou-se contrário 
às ações de Netanyahu e, pela primeira vez, os Estados Unidos endossaram a 
posição palestina nas negociações de paz, no que diz respeito à interrupção dos 
assentamentos judaicos. 
Painel no muro da Cisjordânia, 2008.
NICK FIELDING / ALAMY STOCK PHOTO/FOTOARENA
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Unidade 1  |  Etnia, diversidade cultural e confl itos 
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Em 2012, a ONU alterou o status da Palestina de “Entidade observadora” para 
“Estado observador não membro”. Israel e Estados Unidos estão entre os países que 
votaram contra a decisão que de certa forma reconhece o Estado Palestino no Oriente 
Médio. Foi uma importante vitória diplomática, embora simbólica, de Mahmoud 
Abbas. Mesmo com a mudança de status, a Palestina continua não tendo direito a 
voto na ONU, mas poderá participar da Assembleia Geral da ONU, além de entrar 
com ação no Tribunal Penal Internacional contra Israel (figura 26). 
•  Questão curda
Outro conflito étnico-nacionalista no continente asiático envolve uma nação cuja 
população se encontra distribuída por seis países (veja a seção Olho no espaço na 
página seguinte). Trata-se dos curdos, que constituem a maior nação do mundo sem 
Estado, somando cerca de 30 milhões de pessoas, das quais mais de 14 milhões 
vivem na Turquia
11
.
Os curdos têm raízes muito remotas no Oriente Médio, na antiga Mesopotâmia. 
Apesar de serem um povo islâmico, mantêm suas próprias tradições e costumes e 
habitam a região conhecida como Curdistão há mais de 2.600 anos. Os curdos têm uma 
longa história de marginalização e perseguição, especialmente no Iraque e na Turquia. 
O ex-ditador iraquiano Saddam Hussein (1937-2006) ordenou a matança de 
milhares de curdos e autorizou, nesse massacre, o uso de armas químicas, após a 
Guerra do Golfo de 1991. Na guerra dos Estados Unidos contra o Iraque, os curdos 
colaboraram com a coalizão na luta contra as tropas iraquianas e conquistaram 
autonomia nas terras que ocupam ao norte do Iraque. Desde 2014, suas terras foram 
invadidas pelo Estado Islâmico
12
, transformando os curdos em importante força de 
combate a esse grupo terrorista no Oriente Médio. 
Na Turquia, o ensino da língua curda nas escolas é proibido, assim como a 
comemoração de suas datas nacionais. A luta pela formação de um Curdistão inde-
pendente sempre foi duramente reprimida pelos sucessivos governos turcos. Por 
outro lado, grupos guerrilheiros ligados ao Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK) 
promoveram uma série de atentados com o objetivo de desestabilizar o governo e 
conquistar a independência.
11 Cia World Factbook, 2014 e Conselho de Relações Exteriores (CFR).
12 Sobre o Estado Islâmico, veja o Capítulo 3.


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