Territorio e Sociedade3 pnld18 pr pontualOK. pdf



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2008
ITÁLIA
TURQUIA
ALBÂNIA
ALEMANHA
ÁUSTRIA
BÓSNIA-
-HERZEGOVINA
BULGÁRIA
CROÁCIA
ESLOVÁQUIA
REP. TCHECA
ESLOVÊNIA
GRÉCIA
HUNGRIA
MACEDÔNIA
SÉRVIA
POLÔNIA
ROMÊNIA
MOLDÁVIA
UCRÂNIA
MONTENEGRO KOSOVO
1949
ITÁLIA
TURQUIA
ALBÂNIA
RFA
ÁUSTRIA
BULGÁRIA
IUGOSLÁVIA
TCHECOSLOVÁQUIA
GRÉCIA
HUNGRIA
POLÔNIA
ROMÊNIA
UNIÃO
SOVIÉTICA
Cortina
de Ferro
N
0
230 km
N
0
230 km
Estados dos Balcãs em 1949 e em 2008
Fonte: DURAND, M. F. et alii. Atlas da mundializa•‹o
São Paulo: Saraiva, p. 75.
 
Dois fatores fundamentais responsáveis pelas 
mudanças territoriais, registradas nos mapas, 
encontram-se em: 
a)
  emergência de nacionalismos e fortalecimento 
de diferenças culturais.   
b)
 controle externo de arsenais nucleares e diver-
sidade étnico-linguística.   
c)
 perseguições religiosas e interesses do capital 
especulativo.   
d)
  radicalismos político-ideológicos e desagregação 
da União Europeia.   
e)
  controle da produção de gás e reação à presença 
militar estrangeira.
STEPHEN BARNES/EUROPE/ALAMY/FOTOARENA
O EST
ADO DE SÃO P
AULO (13/12/1956) 
SONIA V
AZ
42
Unidade 1  |  Etnia, diversidade cultural e confl itos 
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  CONFLITOS ÉTNICOS NA ÁFRICA
A origem dos conflitos étnicos na África relaciona-se à partilha colonial do continente 
no final do século XIX e as fronteiras artificiais criadas neste período. Grande parte 
dessas fronteiras foi mantida após os processos de independência dos países africanos. 
As fronteiras são chamadas artificiais porque foram delimitadas arbitrariamente de 
acordo com os interesses dos colonizadores, não respeitando as diferenças étnicas, 
religiosas e culturais. Dessa forma, grupos, muitas vezes rivais, foram reunidos em 
um mesmo território colonial. Isso contribuiu para a ocorrência de inúmeros conflitos, 
resultantes da disputa de poder entre grupos étnicos distintos no interior dos novos 
Estados africanos, após a descolonização.
Outras razões para a propagação dos conflitos é o baixíssimo nível socioeconômico da 
maioria dos países africanos, a inexistência de governos democráticos, as disputas por 
territórios e pelo controle de recursos naturais – petróleo, diamantes e outras riquezas. 
Soma-se ainda a disputa entre as potências ocidentais e a ex-União Soviética durante a 
Guerra Fria, responsável pelo apoio financeiro e fornecimento de armas a grupos étnicos 
rivais dentro de um mesmo país e a sustentação de governos ditatoriais e repressores. 
Serão abordados dois casos emblemáticos, entre dezenas de outros, que marcaram 
o continente africano nas últimas décadas.
RUANDA
Ruanda foi colônia belga desde o final da Primeira Guerra Mundial até o início da 
década de 1960, quando se tornou independente. Durante esse período, os belgas 
fomentaram a rivalidade entre os dois grupos étnicos que ocupavam essa região 
africana – tutsis e hutus – como estratégia para manter o domínio sobre Ruanda. Os 
tutsis tinham privilégios na administração belga, tornaram-se funcionários públicos, 
membros do exército colonial e conquistaram inclusive cargos importantes. 
Em 1962, após a conquista da independência, sob a liderança dos hutus, os tutsis 
passaram a ser perseguidos. Exilados nos países vizinhos, formaram a Frente Patriótica 
Ruandesa (FPR), retornando a Ruanda em 1990 e dando início a uma guerra civil que 
arrasou o país e produziu mais de 800 mil mortes e cerca de 2 milhões de refugiados.
Em abril de 1994, a morte do presidente Juvenal Habyarimana (1937-1994), de 
etnia hutu, em um acidente aéreo desencadeou a fase mais violenta e dramática 
da guerra civil ruandesa. As principais vítimas foram os tutsis, incluindo mulheres e 
crianças, mortas a facões, foices e pauladas.
Em 1995, nova investida da FPR (tutsi) tomou a capi-
tal Kigali e apoiou a presidência de Pasteur Bizimungu 
(1950-), da etnia hutu, que se opunha ao massacre no 
país e realizou uma política de reconciliação entre as 
duas etnias. Mas os conflitos entre tutsis e hutus ultra-
passaram as fronteiras de Ruanda, chegando aos cam-
pos de refugiados na República Democrática do Congo 
(antigo Zaire), no Burundi e na Tanzânia (figura 15).
Em 2000, Paul Kagame
9
 (1957-) tornou-se o pri-
meiro tutsi a assumir a presidência do país. No entanto, 
os problemas entre os dois grupos étnicos, amenizados 
neste início de século, estão longe da solução definitiva, 
dada a violência da guerra.
9 Em 2010, Paul Kagame foi reeleito para cumprir mandato de mais sete anos.
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