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Figura 10.
 Crianças brincam em frente a tanques russos em Tskhinvali 
(Ossétia do Sul), em 2008. Nesse ano, o conflito chegou ao ápice 
quando o governo georgiano lançou um cerco à Ossétia do Sul, para 
reprimir com violência o movimento separatista. O exército russo des-
locou tanques e aviões, bombardeou e expulsou as tropas georgianas 
da Ossétia do Sul, atacou portos e bases aéreas e avançou em direção 
a Tbilisi, capital da Geórgia.
Figura 9.
 Tropas russas em combate no Daguestão perto da fronteira 
chechena, 2000.
ANTOINE GYORI/SYGMA/CORBIS/FOTOARENA
VIKTOR DRACHEV/AFP
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Unidade 1  |  Etnia, diversidade cultural e conflitos 
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OUTROS CONFLITOS ÉTNICO-NACIONALISTAS NA EUROPA
Outros conflitos são recorrentes no continente europeu. Dentre eles, destacam-
-se as questões basca e irlandesa. Esses conflitos, que vêm ocorrendo há décadas, 
foram responsáveis pela morte de milhares de pessoas.
•  Questão basca
Os bascos habitam a região norte da Espanha e sul da França há mais de 5 
mil anos. São cerca de 2,8 milhões de pessoas (2,5 milhões na Espanha) que 
possuem identidade, idioma e cultura 
próprios, constituindo-se numa verda-
deira nação no interior desses países.
Na França, a convivência é rela-
tivamente pacífica. Porém, na Espa-
nha, durante a ditadura de Francisco 
Franco (1892-1975) os bascos foram 
impedidos de se expressar em seu 
próprio idioma, comemorar suas festas 
nacionais e manifestar sua cultura. A 
repressão de Franco forjou um forte 
movimento nacionalista e a formação de 
grupos de resistência política e armada. 
Terminado o período da ditadura fran-
quista (1939-1975), os bascos recon-
quistaram relativa autonomia, consoli-
dada pela criação da Região Autônoma 
do País Basco, com sistema de impos-
tos e Parlamento próprios (figura 11).
No entanto, a organização terrorista 
Euskadi Ta Azkatasuna (ETA), que sig-
nifica “Pátria Basca e Liberdade”, criada 
durante a ditadura de Franco, realizou 
atentados terroristas desde o final dos 
anos 1960 até 2010, com o objetivo de 
pressionar o governo espanhol a reco-
nhecer a independência total do País 
Basco (figura 12).
Hoje, a maioria basca, apesar de 
almejar a independência e a cons-
tituição de um Estado soberano, não 
apoia o terrorismo, não só pela aversão 
a esse método de luta, mas também 
pela autonomia conquistada e pelo ele-
vado desenvolvimento econômico que 
garante boa qualidade de vida à popu-
lação dessa região do país. 
Em setembro de 2010, o ETA renun-
ciou à luta armada e no ano seguinte 
um partido separatista basco, o 
Sortu 
(“nascer” no idioma basco), foi legali-
zado e pretende lutar pelo separatismo 
pela via parlamentar.
Figura 12.
 Carro é explodido em atentado em Bilbao (Espanha), 2007. A cidade é 
a mais populosa da comunidade autônoma do País Basco.
Figura 11. Províncias bascas


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