Territorio e Sociedade3 pnld18 pr pontualOK. pdf



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SARAJEVO
CROÁCIA
CROÁCIA
MONTENEGRO
Tuzla
Banja Luka
B
B
A
Mostar
MAR ADRIÁTICO
Brcko
SÉRVIA
18º L
44º N
territórios 
controlados
República 
Sérvia da Bósnia
(República 
Srpska)
Fronteira interna
Sérvios
Bósnios muçulmanos
Croatas
A
B
Federação 
da Bósnia
Distrito neutro
Capital de país
Cidade
N
0
38 km
Figura 5. Bósnia: partilha pelo Tratado de Dayton (1995) 
e fronteiras atuais (2015)
Fonte: Escritório da Alta Representação para a Bósnia-Herzegovina. Disponível em: 
. Acesso em: fev. 2016.
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Capítulo 2  –  Confl itos étnico-nacionalistas e separatismo 
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•  Guerra de Kosovo
A partir de 1998, os conflitos passaram a se desenrolar na região de Kosovo, 
habitada por cerca de 90% de população de origem albanesa. Insatisfeitos com a 
perda, desde 1989, de parte da autonomia em relação ao poder central iugoslavo – 
como o direito ao ensino em língua albanesa e a uma polícia própria –, os albaneses 
passaram a pleitear sua independência.
Para fazer frente ao crescente movimento separatista armado, liderado pelo 
Exército de Libertação de Kosovo (ELK), o então presidente da Iugoslávia, Slobodan 
Milosevic (1941-2006), alegando combater os separatistas e defender a integridade 
do país, promoveu um massacre da população civil de Kosovo. 
Em 1999, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tentou negociar com 
a Iugoslávia (constituída basicamente pela Sérvia e por Montenegro) o fim do conflito e 
a volta da autonomia de Kosovo. Diante da recusa, as tropas da Otan lançaram intenso 
ataque ao país, sem autorização da ONU, constituindo, portanto, um desrespeito às 
normas internacionais (figura 6). Com a ofensiva, liderada pelos Estados Unidos, e 
a destruição provocada, a Sérvia retirou, ainda em 1999, as suas tropas de Kosovo.
A região reconquistou a autonomia
7
, mas não a independência. Uma força de paz da 
ONU foi enviada para controlar a animosidade ainda existente entre kosovares e sérvios. 
Em 2008, o parlamento de Kosovo declarou independência e obteve o reconhecimento 
da União Europeia. O reconhecimento de Kosovo como Estado soberano contava ape-
nas com 110 dos países
8
, no entanto a formalização da independência de Kosovo pela 
ONU é barrada pelos vetos tanto da Rússia como da China no Conselho de Segurança. 
CONFLITOS NO CÁUCASO
A região montanhosa do Cáucaso, situada entre o Mar Negro e o Mar Cáspio 
(entre Europa e Ásia), é, historicamente, um polo de conflitos. Ali convivem cerca de 
50 etnias, com histórias e culturas próprias.
A parte russa do Cáucaso é formada por várias repúblicas que em muitos casos não 
possuem identidade entre si nem com o restante da Federação Russa. Apesar disso
a Rússia luta para mantê-las unidas à Federação, pois essa região, próxima ao Oriente 
7 Kosovo conquistou autonomia, o que formalmente o colocaria sob o controle da República da Sérvia e Montenegro, 
mas de fato ficou sob a tutela da ONU. Até 2015, 110 países reconheciam a sua independência.
8 O Brasil está entre os países que não reconhecem Kosovo como Estado Soberano.
Figura 6. 
Depois que começaram 
os ataques aéreos da Otan contra 
posições sérvias, civis passaram 
a deixar a região, em busca de 
proteção em outros países. Na 
imagem, refugiados kosovares em 
acampamento da Cruz Vermelha
em Blace (Macedônia), 1999.
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ASCAL P
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Unidade 1  |  Etnia, diversidade cultural e conflitos 
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Médio, possui grandes reservas e plataformas de exploração de petróleo e ocupa posi-
ção estratégica no contexto geopolítico. A importância da região caucasiana também 
está relacionada ao controle dos vales férteis, de oleodutos e gasodutos (figura 7).
Figura 7. Região do Cáucaso


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