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História  •  Língua Portuguesa



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História  •  Língua Portuguesa
Pestana
Os trabalhos do paulista Maurício Pestana (1963-), autor 
do cartum ao lado, destacam-se na defesa dos direitos 
humanos, da cidadania e denunciam o racismo presente 
em parte da sociedade brasileira.
PESTANA, Maurício. Racista Eu!? De jeito 
nenhum... São Paulo: Escala, 2001. p. 22.

 Comente a crítica expressa no cartum. Cite acontecimentos 
hist—ricos na sua argumenta•‹o.
•  Racismo no Brasil?
A origem étnica dificulta a inserção do indivíduo no mercado de trabalho. Os 
afrodescendentes são os mais atingidos pelo desemprego e grande parte dos que 
são empregados exerce atividades de baixa qualificação. Em consequência, no 
geral, moram em lugares mais distantes do local de trabalho, nas periferias, onde 
dispõem de serviços básicos (saúde, educação, saneamento etc.) precários e de 
opções de lazer escassas.
MAURÍCIO PEST
ANA
24
Unidade 1  |  Etnia, diversidade cultural e confl itos 
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No Brasil, os indicadores sociais demonstram que afrodescendentes ganham 
salários menores que os brancos e têm menor grau de escolaridade. Veja a tabela.
Brasil: desigualdade segundo a cor da pele – 2014
Brasil
Brancos
Negros*
População total
203,2 milhões**
45,5%
53,6%
Proporção da população de 10 anos ou mais de 
idade entre os 10% com menores rendimentos.

22,8%
76,0%
Proporção da população de 10 anos ou mais de 
idade entre o 1% com maiores rendimentos.

79,6%
17,4%
Proporção dos estudantes de 18 a 24 anos de 
idade que frequentam o ensino superior.
58,5%
71,4%
45,5%
Proporção da população com 16 anos ou mais 
idade ocupada em emprego informal.
42,3%
35,3%
48,4%
Fonte: IBGE. Síntese de Indicadores Sociais. Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015. Disponível 
em: 
. Acesso em: fev. 2016.
* A categoria negro aqui utilizada 
resulta da soma das categorias 
preto e pardo, utilizadas pelo IBGE.
** Inclui os outros grupos.
Além da raiz histórica – marcada por quase quatro séculos de escravidão –, a 
situação de desigualdade social entre brancos e afrodescendentes se mantém em 
função da educação pública deficiente, do difícil acesso às informações que estão 
associadas às novas tecnologias (computador, serviços de banda larga, internet 
etc.), da necessidade de jovens terem que ajudar na complementação da renda 
familiar e do preconceito. Dessa forma, é negado aos afrodescendentes – e também 
aos indígenas – o princípio básico das sociedades democráticas, que é a igualdade 
de oportunidades.
Segundo a atual Constituição brasileira, o racismo é considerado crime. Para a 
punição às atitudes racistas, é necessário o testemunho de uma terceira pessoa e 
de registro de ocorrência policial. Muitas vezes, no entanto, o racismo não é mani-
festado abertamente. É difícil, por exemplo, comprovar que um emprego foi negado 
a determinada pessoa em função da cor de sua pele. Veja a figura 9.
A pressão dos movimentos sociais, especialmente do movimento negro, e o reco-
nhecimento inegável que as diferenças sociais e econômicas são visíveis pela cor da 
pele impulsionaram a implementação de ações afirmativas no Brasil. 
LEITURA


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