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Agentes da sociedade – Jovens no Brasil (p. 128)



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Agentes da sociedade – Jovens no Brasil (p. 128)
Conexões
Este projeto pode ser desenvolvido em conjunto 
com os professores de:
•  História: cidadania; direitos sociais
•  Sociologia: vulnerabilidade e juventude
•  Matemática: construção de gráficos e tabelas 
para informar dados quantitativos sobre a situa-
ção dos jovens brasileiros
•  Língua Portuguesa: elaboração de cartazes e 
cartas formais
•  Biologia: saúde humana; sistema reprodutivo; 
efeitos de substâncias químicas no organismo
•  Língua Inglesa: leitura de relatórios e dados 
sobre o tema
Sugestão para o planejamento do projeto
•  1 aula: apresentação da proposta de tra-
balho, divisão dos grupos e distribuição 
das tarefas
•  1 semana, aproximadamente: etapas 1 e 2. 
Coleta de dados e elaboração do mapa e das 
apresentações (painéis, cartazes, vídeos). 
Procure orientar cada um dos grupos na 
condução de sua tarefa, respeitando a rea-
lidade da turma e da escola; proponha que 
a pesquisa seja feita fora do horário de aula
•  1 aula: organização dos dados coletados, 
avaliação da condução dos trabalhos e fina-
lização das apresentações
•  1 aula: discussão dos dados e das informa-
ções pesquisados
•  2 aulas: elaboração e distribuição dos car-
tazes e/ou cartas
De acordo com o IBGE, em 2013 havia cerca de 22 
milhões de adolescentes entre 12 e 17 anos no Brasil, 
correspondendo a mais de 10% da população total do 
país. Esses garotos e garotas de hoje vão, paulatina-
mente, adentrar o mundo adulto e serão, nas próximas 
décadas, responsáveis pelas decisões que afetarão 
não apenas sua vida pessoal, mas também a pública. 
No entanto, esse grupo da população sofre inúmeras 
ameaças que impedem um desenvolvimento saudável 
e adequado à formação de cidadãos conscientes do 
seu papel como sujeitos responsáveis pela sociedade 
em que vivem e pelas transformações no seu lugar. 
Refletir sobre suas especificidades e necessidades 
é fundamental para compreender a temática juvenil 
e planejar de maneira mais adequada projetos edu-
cacionais, culturais, de trabalho e de saúde, visando 
atender aos cidadãos dessa faixa etária e prepará-los 
não só para o presente – conscientizando-os de suas 
necessidades e responsabilidades –, mas também 
para o futuro. É dever do Estado, da escola, dos pais 
e da sociedade em geral possibilitar às crianças e 
aos jovens uma formação íntegra. Isso pressupõe 
o atendimento às necessidades desses grupos em 
diferentes aspectos, entre os quais podemos destacar 
a questão da saúde, da segurança, dos estudos, do 
lazer, da cultura e do trabalho.
Este projeto foi pensado com o objetivo de pre-
parar e capacitar os jovens para compreender de 
forma mais abrangente alguns fenômenos sociais 
que impactam mais diretamente as pessoas dessa 
faixa etária. Dessa forma, estarão se capacitando 
cada vez mais para perceberem-se como sujeitos 
capazes de intervir no seu próprio processo histórico 
e no seu espaço de vivência, valorizando-se para a 
vida, a continuação dos estudos, o cumprimento de 
seus deveres e a exigência de seus direitos. Para 
subsidiá-lo na preparação das aulas para esta seção, 
indicamos o livro Juventude e políticas sociais no Brasil, 
publicado em 2009 pelo Instituto de Pesquisa Eco-
nômica Aplicada (Ipea), fundação pública vinculada 
à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência 
da República. A publicação, disponível no site ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&-
view=article&id=5641>, traz um material abrangente 
sobre a juventude brasileira e as políticas públicas 
para esse segmento da população. Esse material 
também poderá ser útil aos estudantes.
Outra sugestão que pode auxiliá-los na condução 
deste projeto é o site  da Fundação Itaú Social, do 
Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 
com a coordenação técnica do Centro de Estudos e 
Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária 
(Cenpec), cujo objetivo é promover o desenvolvi-
mento das organizações que atuam com crianças e 
adolescentes:
Instigue os estudantes a conhecer iniciativas como 
essa e, se possível, dedique um tempo dos estudos 
para isso. No entanto, também é fundamental que os 
estudantes pesquisem iniciativas desse tipo no lugar 
em que vivem, conhecendo-as, valorizando-as e, se 
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possível, tomando parte delas. Para isso, converse 
com outros professores e agentes da comunidade 
escolar para conhecer essas iniciativas e orientar os 
estudantes a respeito delas.
Para melhor conduzir o projeto, é importante que 
você conheça a realidade dos estudantes e o contexto 
social geral em que estão inseridos. Dessa forma, 
poderá identificar as situações de vulnerabilidade a 
que estão mais expostos, bem como orientá-los de 
forma melhor para o encaminhamento de soluções 
ou a prevenção de danos. Para auxiliá-lo, sugerimos 
a leitura do texto a seguir. 
O direito de ser adolescente
“Cada adolescente estabelece o Estatuto da 
Criança e do Adolescente, tem direito à saúde, à 
educação, ao esporte, ao lazer e à cultura, à for-
mação para o trabalho, à convivência familiar e 
comunitária, à proteção especial. Tem direito de 
viver essa etapa da vida de forma plena, e de ter 
oportunidades para canalizar positivamente sua 
energia, sua capacidade crítica e seu desejo de 
transformar a realidade em que vive. 
Ao reafirmar esses direitos, o Unicef convoca 
o Estado, a sociedade brasileira e as famílias a 
garantirem para cada um desses meninos e meni-
nas o direito de viver essa etapa de sua vida sob 
a lógica da equidade. Ou seja: livres da desigual-
dade, mas celebrando a diversidade que torna 
cada ser humano único, sujeito de direitos. O 
reconhecimento da importância dos processos de 
desenvolvimento que ocorrem na adolescência, da 
oportunidade que a adolescência representa para 
o País, do benefício que as vivências da adoles-
cência representam tanto para sua vida presente 
quanto, posteriormente, para sua vida de adulto, 
resulta na afirmação de que esses meninos e meni-
nas são detentores do direito de ser adolescente. 
O que significa, sob a ótica da cidadania, o direito 
de ter direitos, de conhecer seus direitos, de criar 
novos direitos, de participar da conquista dos 
seus direitos.
Adolescências
Para que esse direito seja realizado, é funda-
mental superar as desigualdades e reduzir vul-
nerabilidades que limitam o desenvolvimento 
de uma adolescência plena e a construção de um 
novo olhar sobre a adolescência, que compreenda, 
sem estigmas e estereótipos, que ser adolescente 
é mais do que um processo biológico e psíquico. 
Isso não quer dizer que aquilo que acontece no 
corpo e na mente de meninos e meninas nessa 
etapa da vida seja irrelevante. De forma alguma. 
Hoje se sabe que o cérebro, ao contrário do que 
se pensava antes, ainda não está pronto quando 
termina a infância. Na adolescência, ele passa por 
uma nova onda de transformações, que faz com 
que se sinta necessidade de criar coisas novas e 
de aprender. Outras modificações em regiões do 
córtex que estão relacionadas com o raciocínio e a 
memória conferem aos adolescentes uma enorme 
capacidade de lidar com informações. 
O que se sabe hoje sobre esse período traz novas 
perspectivas. Características associadas à adoles-
cência e geralmente tomadas sob o ponto de vista 
negativo, como impulsividade, desejos de mudança 
e de extrapolar limites, extrema curiosidade pelo 
novo, intransigência com suas opiniões e atitudes, 
tornam-se, na verdade, oportunidades de aprendi-
zagem e inovação para escolas, famílias, comuni-
dades e para os próprios adolescentes. Mas, atual-
mente, para além das transformações biológicas e 
psíquicas, o conceito de adolescência incorpora a 
ideia de uma construção social dessa etapa da vida 
e diz respeito à multiplicidade de formas como ela 
é vivenciada. Não se fala mais da adolescência, no 
singular, mas de adolescências, no plural. 
Isso porque as experiências de ser adolescente 
sejam no plano físico, psíquico ou social, são dis-
tintas para cada menino ou menina, por vários 
fatores: o lugar onde se vive, por exemplo, ou 
também a forma pelo qual o adolescente interage e 

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