Territorio e Sociedade3 pnld18 pr pontualOK. pdf



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Boletim AGB-SP, 1985. p. 13).
Para este autor, os trabalhos de campo devem 
ser longos e contínuos, marcados por caminhadas 
e convívio com a realidade, o que torna caro e 
difícil de ser realizado em larga escala.
Não negligenciaremos as observações de 
Lacoste, pois, evidentemente, um trabalho de 
campo em que se percorram rapidamente várias 
áreas, se observem pontualmente diversos pro-
cessos geográficos e se converse superficial-
mente com vários atores sociais, evidentemente 
não representa uma aprofundada pesquisa, nem 
permite construir complexas teorias. Porém, não 
concordamos com a ideia de que sejam necessa-
riamente ocasiões em que ‘os professores, nas 
diferentes paradas que previram no percurso, 
fazem um discurso diante dos estudantes passi-
vos’ (Idem, ibidem).
A nosso ver, se essas excursões forem previa-
mente preparadas, instigando-se os estudantes a 
problematizar o que vão ver, a preparar o que vão 
perguntar e refletir acerca do que vão observar 
podem representar uma importante contribui-
ção para o processo de formação destes como 
pesquisadores.
Um outro aspecto a ser considerado é o papel 
do trabalho de campo como momento de inte-
gração entre fenômenos sociais e naturais que se 
entrecruzam na realidade do campo. Interessante 
apontar que tanto a produção do conhecimento 
geográfico, que apresenta limitações advindas da 
dicotomia sociedade/natureza, em função da ver-
ticalização dos pesquisadores nas diferentes espe-
cialidades que compõem o escopo da Geografia
quanto no campo do ensino, a separação entre 
sociedade e natureza se constitui num entrave 
para o desenvolvimento da Geografia. Cabe des-
tacar que tanto na realidade do campo quanto na 
teoria os aspectos sociais e naturais da realidade 
são indissociáveis. Nesse sentido, a elaboração 
de roteiros de campo com a preocupação de evi-
denciar os fenômenos sociais e naturais (e prin-
cipalmente a interação entre eles) que modelam 
a superfície terrestre pode se tornar importante 
instrumento integrador, na formação de novas 
gerações de geógrafos mais atentos às relações 
físico-humanas, sem, necessariamente, negligen-
ciar o avanço-verticalização das especialidades.
Torna-se evidente que no âmbito do ensino 
também surgem necessidades em relação à arti-
culação de escalas de análise para visualização 
dos fenômenos, já que muitos dos processos vis-
tos/observados no campo se complementam com 
outros processos operantes em distintas escalas 
espaço-temporais, produzindo a realidade geo-
gráfica em questão. Nas aulas de campo dedicadas 
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Consci•ncia negra
“O assunto é deli-
cado; em questão de 
raça, deve-se tocar nela 
com dedos de veludo. 
Pode ser que eu esteja 
errada, mas parece 
que no tema de raça, 
racismo, negritude
branquitude, nós caí-
mos em preconceito igual ao dos racistas. O euro-
peu colonizador tem – ou tinha – uma lei: teve uma 

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