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  Por que “a corrupção no âmbito governamental é uma extensão dos maus hábitos da população”?  2



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1.
  Por que “a corrupção no âmbito governamental é uma extensão dos maus hábitos da população”? 
2.
  Em sua opinião, o que poderia ser feito para reduzir significativamente os casos de corrupção?
Outro problema que compromete a competitividade brasileira no mercado inter-
nacional e provoca impacto no custo de vida, principalmente dos brasileiros mais 
pobres, é a elevada carga tributária. 
Se por um lado tal fato possibilita gastos em setores sociais importantes, como 
saúde, previdência e assistência social, e nos programas de transferência de renda 
– como o Bolsa Família – por outro, a carga elevada de impostos que incide na 
produção, na distribuição e na comercialização de bens e serviços, onera os seus 
preços. Além disso, no Brasil, esses impostos, chamados de indiretos, são pagos 
igualmente por todos na sociedade. Isso faz com que aqueles que têm menor renda 
paguem proporcionalmente mais impostos que as pessoas de renda maior (sobre 
esta temática, reveja o Cap’tulo 7 deste volume).
O conjunto de todos os impostos (federais, estaduais e municipais) representa uma 
fatia expressiva do PIB. Isso até mesmo quando comparamos a estrutura tributária ou 
fiscal brasileira com as estruturas de alguns países desenvolvidos que investem muito nos 
setores sociais e oferecem serviços de educação, saúde e previdência social de alto nível às 
suas populações. A carga tributária brasileira, por exemplo, é semelhante à da Alemanha 
e à de Portugal e maior que a da Espanha, do Canadá, dos Estados Unidos e do Japão.
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unidade 4  |  Brasil: perspectivas e regionalização 
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inFraestrutura: neCessidades e limites
Um dos fatores limitantes do crescimento econômico do Brasil é a deficiente 
infraestrutura (veja a Unidade 3 do Volume 2 desta coleção). 
No final da primeira década do século XXI, nos meios governamentais e empre-
sariais, com frequência discutia-se a necessidade de ampliar a oferta de energia 
elétrica no Brasil, pois um ritmo de crescimento econômico mais acelerado poderia 
ser “freado” sem a expansão do fornecimento de eletricidade.
De fato isso não ocorreu em parte por causa da crise na economia, em meados 
da década de 2010, que reduziu o ritmo de crescimento da atividade econômica e, 
por consequência, a demanda energética. De qualquer forma, é imprescindível que a 
quantidade de energia disponível à atividade produtiva e à sociedade seja ampliada, 
para dar suporte à retomada na produção e que esse processo de ampliação tam-
bém esteja pautado por uma maior oferta de energia renovável e de menor impacto 
ambiental – eólica, de biomassa e solar, por exemplo.
No caso dos transportes, existem poucas redes ferroviárias e hidroviárias no 
Brasil. O predomínio de rodovias na rede de transportes do país encarece o custo 
da circulação de pessoas e mercadorias (figura 5).
Além disso, os principais portos brasileiros trabalham no limite de suas capacida-
des. A ampliação das exportações só é possível com maior capacidade de escoamento 
nos terminais de carga marítimos e com maior fluidez de mercadorias pelas vias 
terrestres – rodovias e ferrovias – e fluviais – hidrovias. Além disso, essa deficiência 
na infraestrutura de escoamento das mercadorias acarreta elevação do preço final 
das mercadorias exportadas pelo Brasil e perda de competitividade internacional.
No entanto, é preciso lembrar que a expansão das redes de infraestrutura (gaso-
dutos, oleodutos, rodovias, ferrovias, redes de transmissão de energia elétrica) para 
a circulação de mercadorias, informações e pessoas, bem como a construção de 
usinas geradoras de energia (hidrelétricas, por exemplo) deve considerar a con-
servação dos sistemas naturais, já bastante degradados. Por outro lado, é preciso 
avaliar se essas obras favorecerão apenas alguns grupos ou setores da sociedade
como umas poucas empresas, ou se contribuirão para o crescimento econômico 
e a melhoria da qualidade de vida da sociedade em geral.
Assim, merecem atenção tanto os projetos de infraestrutura nas regiões que 
apresentam paisagens naturais relativamente conservadas, como a região amazônica, 
quanto naquelas onde restam, proporcionalmente, menos trechos conservados, como 
os biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.


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