Territorio e Sociedade3 pnld18 pr pontualOK. pdf


Fonte: Atualidades Vestibular, 2015,   2 o  semestre, p. 119. Figura 2



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Fonte: Atualidades Vestibular2015,  
2
o
 semestre, p. 119.
Figura 2.
 Pesquisador opera drone em plantação experimental de milho em 
São Carlos (SP), 2014.
CLA
YTON DE SOUZA/EST
ADÃO CONTEÚDO
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223
Capítulo 10  –  Brasil no século XXI e regionalização do território 
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Divisão Internacional do Trabalho (DIT)
Corresponde à repartição dos papéis de cada país na produção e no comércio globais. Com a Revolução 
Industrial e a consolidação do capitalismo, a DIT (denominada de DIT clássica) estava estruturada em uma 
relação em que os países industrializados eram produtores e exportadores de bens manufaturados, e as 
colônias e os países que não haviam realizado sua Revolução Industrial eram produtores e fornecedores 
de matérias-primas agropecuárias e minerais. 
No século XX, com o processo de expansão das multinacionais e com os investimentos de capitais nos 
países em desenvolvimento, a Divisão Internacional do Trabalho (nova DIT) incorporou novas caracterís-
ticas. Diversos países em desenvolvimento passaram a apresentar um parque industrial diversificado e 
a exportar diversos bens industrializados, mas com baixo aporte tecnológico. A partir da década de 1970, 
estruturaram-se redes complexas de produção mundializadas, ou seja, distribuídas em diversos países. 
Desse modo, por exemplo, as etapas de pesquisa e de desenvolvimento de projetos de uma determinada 
empresa multinacional estão concentradas em um país (desenvolvido, principalmente), e a 
produção das mercadorias está dividida em diversas etapas e espalhada em vários países.
A Coreia do Sul investiu maciçamente na educação e no desenvolvimento de 
ciência e tecnologia (C&T), com apoio e estímulo do Estado às empresas locais. Sua 
inserção na DIT conheceu, nas últimas décadas, alterações significativas, quando 
o país passou a ser exportador de diversos produtos de alta tecnologia e assistiu à 
formação de grandes corporações, como Hyundai (indústria automobilística), LG, 
Samsung (ambas produtoras de eletrônicos), entre outras.
Se considerarmos os países do 
BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do 
Sul), a Rússia apresenta um bom nível educacional – superior, na média, em rela-
ção aos demais países desse conjunto. Ela detém tecnologia avançada nos setores 
aeroespacial, de energia nuclear e de armamentos, mas, em termos de indústrias 
de bens de consumo, fica atrás dos outros países.
Já a China e a Índia vêm apresentando forte crescimento em termos de produ-
tividade, resultado dos investimentos em inovação e desenvolvimento tecnológico. 
Esses países estimulam o processo de internacionalização de empresas, fomentando 
e auxiliando a aquisição de empresas de setores estratégicos. Além disso, estimulam 
fortemente as exportações, com incentivos fiscais e empréstimos. Sobretudo no caso 
da China, o nível de internacionalização de empresas é muito maior que o brasileiro.
A China é uma grande potência mundial, com o segundo maior PIB do mundo e o maior 
volume de comércio internacional do globo. É grande exportador de bens industrializados 
de alto valor agregado e detém as maiores reservas cambiais internacionais do mundo.
O Brasil, no entanto, antes da crise econômica de meados da década de 2010, 
vinha estimulando esse processo, estabelecendo maiores facilidades para os inves-
timentos brasileiros no exterior e também com a ajuda do BNDES, por meio de 
financiamento e mesmo participação acionária na instalação de filiais/subsidiárias 
e de compras de outras empresas. Com a crise, essa capacidade de financiamento 
reduziu-se drasticamente. Além disso, o Brasil tem o grande desafio de incrementar 
a inovação e o desenvolvimento tecnológico em nível nacional – fatores fundamentais 
para ampliar o nível de competitividade das empresas em escala global.
Entre as vantagens do Brasil em relação a um ou mais países do BRICS estão: a 
grande extensão de terras agricultáveis, a disponibilidade de água, os diversos rios 
caudalosos e a inexistência de conflitos étnicos, religiosos e movimentos separatistas.
No contexto geopolítico internacional, no entanto, China, Rússia e Índia são 
potências nucleares e, diferentemente do que ocorre com o Brasil, a projeção des-
ses países em termos político-militares vai além do âmbito regional. A África do Sul, 
por sua vez, tem uma relevância maior em termos geopolíticos e econômicos no 
continente africano. Com exceção da China, o principal parceiro comercial do Brasil 
atualmente, o comércio brasileiro com os demais países do BRICS não é expressivo, 
embora venha apresentando crescimento significativo nos últimos anos.
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